Resenha da Graphic Novel: Sinal e Ruído – em capa dura – Neil Gaiman e Dave McKean

Essa é a minha segunda resenha de alguma obra do Neil Gaiman, depois do volume 2 de Coisas Frágeis. Sempre achei que teria muito mais dificuldade de escrever algo sobre as obras do criador de Sandman, porque, pelo menos de tudo que li dele até agora, há muito que se absorver, apreender, interpretar, e muitas vezes eu temia que as resenhas fossem ficar mais parecendo tratados, mas, afinal, além de dizer se uma obra é boa ou ruim, eu gosto de ver quais são os temas que ela aborda ― então, de agora em diante, vou passar a resenhar cada vez mais obras, tanto os livros quanto os quadrinhos, daquele que eu, admitidamente, considero meu autor predileto de todos os tempos. Porém falar de “Sinal e Ruído” não é uma tarefa fácil. Além de ter sido escrita por Neil Gaiman, ela foi criada em parceria com o também genial Dave McKean, e tem as marcas dos dois ― tanto do artista gráfico quanto do escritor.

Assim, em primeiro lugar eu tenho a dizer que a edição nacional da Conrad é linda. Ela tem as mesmas dimensões da versão importada {21,5 x 29,5cm}, e a tradução é bela, mantendo a poesia, a beleza tanto na narrativa em si quanto na escolha de palavras. Sinto muito prazer ao ler uma obra assim em português, especialmente quando é do meu escritor predileto. =]

Quem está acostumado com a arte de Dave McKean, seja por suas diversas obras em dupla com Neil Gaiman [como Sandman] ou em outros quadrinhos, como “Asilo Arkham” (em dupla com Grant Morrison), por exemplo, haverá de reconhecer seu estilo único em “Sinal e Ruído”. Estilo este que nos leva ao mundo não só do personagem principal, que descobre que [e isso não é spoiler] está morrendo de câncer quando estavam nascendo ideias para um filme sobre o suposto apocalipse que ocorreria no ano de 999 d.C. ― filme este que, segundo as previsões médicas, ele não dirigirá, pois já teria morrido, isso se conseguisse finalizar o roteiro. Não vou entrar em detalhes-spoilers sobre o andamento da história em si, mas passarei a abordar os elementos que compõem a narrativa e apresentarei os motivos pelos quais eu recomendo a leitura de “Sinal e Ruído” que, embora tenha um tom geral muito triste, é uma história belíssima que merece ser lida e relida.

O que são sinais ou padrões? E o que é ruído? Para quem já estudou um pouco de teoria da comunicação, já leu algo sobre isso ou ouviu alguém comentar a respeito, “ruído”, em comunicação, já sabe o que o “ruído” representa em uma mensagem ou na falha da realização desta. Mas e o uso metafórico de sinal/ruído nessa obra magnífica? Qual será? [Mais adiante eu volto a falar de sinal/ruído em termos de comunicação. Agora vou falar um pouco de um que parecesse ser um tema que atrai não somente a Neil Gaiman, como a muita gente: O Apocalipse.]

Surgem, com certa frequência em nosso século, especificamente, diversas obras, sejam literárias, ou fílmicas, sobre o tão ominoso “Apocalipse”. E qual seria o “papel” do Apocalipse em “Sinal e Ruído”?

A abordagem de Gaiman em relação ao Apocalipse não só é interessante, como reveladora: a mensagem que ao menos eu pude captar disso é que os seres humanos, não todos, mas uma boa parte, segundo a obra, tende a esperar pelo Apocalipse como uma forma de redenção fácil, milagrosa e que acabará com todos os males. Porém, por outro lado, há tanto sinais quanto ruídos em tudo que já foi escrito-lido sobre o tema do Apocalipse, e muitas vezes os ruídos são vistos como sinais, embora sejam exatamente aqueles elementos que têm como objetivo anular-apagar os sinais da mensagem, confundindo as pessoas ― que, muitas vezes, por opção própria, preferem ficar confusas e/ou ficam satisfeitas com suas interpretações simplórias das mensagens, que não são nada simples, pelo contrário, acabam sendo tão complexas quanto essa obra-prima da dupla Neil Gaiman e Dave McKean.

As histórias curtas que antecedem a narrativa principal já nos preparam para a beleza poética, por vezes caótica, mas sempre bela deste trabalho da dupla. Uma das imagens mais belas, na minha opinião, é a que representa o Cavalo do Apocalipse e a Morte; bem, se eu tiver que escolher minha imagem predileta desta obra em quadrinhos (que eu poderia também chamar de livro ilustrado, visto que transcende um pouco os limites do que estamos comumente acostumados a conceber como “HQ”).

A dor dentro de mim é um acúmulo sólido de ódio.
Raiva do meu corpo por me trair. Raiva do meu mundo, e dos meus sonhos, e da minha vida, por não durar para sempre.

Aliás, um belo destaque para as outras ilustrações que acompanham os trechos sobre os Cavalos do Apocalipse, inseridos num contexto de forma belíssima, sem objetivo de pregação, pelo contrário, é uma chamada à reflexão sobre o que o Apocalipse representa para as pessoas.

“Sinal e Ruído” trabalha com esses dois elementos ― sinal e ruído ― que coexistem e é sob a mortalha do ruído que devemos ver os traços reais da mensagem, o que é bem refletido na escolha das imagens e nos traços de Dave McKean. A mensagem está ali para ser apanhada, mas há que se eliminar os ruídos de comunicação para captá-la em toda sua grandiosidade. O uso do contraponto do ruído na mensagem não somente se limita à imagística. O próprio texto trabalha com a interferência do ruído na comunicação, inclusive até no final da história ― cuja conclusão é fantástica, por “sinal”.

Bem, vocês devem estar se perguntando, mas não sou estudante de comunicação e essa parte da interferência do ruído nela não me diz respeito, certo? Errado. Além da parte visual ― tanto no texto, que muitas vezes se comporta como poesia concreta, lembram-se dela? Lançada oficialmente no Brasil em 1956, na Exposição Nacional de Poesia Concreta, criada por Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos, (quem quiser saber mais, leia esse livro) a poesia concreta atacava a produção poética da época, que era praticamente regida-dominada pela geração de 1945, extremamente verborrágica, subjetiva e que, para os jovens paulistas, não expressava a nova realidade trazida pela revolução industrial.

Em “Sinal e Ruído”, a poesia concreta tem seu lugar tanto nas palavras de Neil Gaiman quanto nas imagens de Dave McKean, que, inclusive, se serviu do programa Babble 2.0 para criar o material intertextual, ainda com o auxílio de uma copiadora Canon Lasercopier 3000, unindo a poesia concreta das imagens com as palavras de Neil Gaiman.

Talvez uma lufada de neve atrapalhe a nossa visão, como uma onda de ruído que irrompe em uma imagem de vídeo congelada…

Voltando à dupla Sinal/Ruído: no processamento de “sinais”, pode-se compreender o “ruído” como um sinal sem sentido, algo aleatório e importante na comunicação. Além disso, na teoria da comunicação em si, para simplificarmos, diz-se que o “ruído” é considerado como sendo portador de informações.

Assim sendo, no contexto da obra de Gaiman & McKean, pode-se dizer também que o ruído faz parte da mensagem, e cabe ao leitor captar cada detalhe, tanto imagístico quanto textual.

Certo, a técnica é excelente, o material é de altíssima qualidade, tano na qualidade da capa, da impressão, da tradução, mas enfim, e a parte da emoção, das mensagens propriamente ditas, qual é a mensagem de Sinal e Ruído? Ou teria mais de uma delas? Bem, o objetivo desta resenha analítica não é fazer uma análise acadêmica da obra, mas os elementos que apontei não poderiam ficar de fora, pois seria uma desprezo à forma da obra, algo inerente, que está ali e não pode ser desprezado. Mas e a mensagem?

As mensagens são muitas, tão múltiplas e diferentes quanto as imagens que se formam numa luneta mágica, como foi bem lembrado o caleidoscópio por J. Carroll em sua introdução. As imagens e o texto em “Sinal e Ruido” não somente nos fazem pensar e refletir sobre nossas vidas, a vida em si, a humanidade, os desejos diários de cada um, o impacto visual de uma mensagem ― afinal, a história principal é sobre um cineasta condenado à morte pelo câncer, porém, paralelamente somos apresentados a seu filme, o filme criado em sua mente [e outras coisas legais que vou ter que deixar de fora para não estragar totalmente o prazer da leitura para vocês]. O filme criado por ele é uma espécie de segunda narrativa, e seu nascimento é exposto nas páginas com uma maestria impecável, tanto na escolha imagística de McKean quanto na escolha de palavras por parte de Neil Gaiman.

estamos
                        sempre
                      vivendo
                                                os
                                      últimos
                                                     dias.

Mas a obra não se resume a falar de Morte, Apocalipse, Fim do Mundo e Fim dos Tempos, ou seja, ela não fala somente do FIM. “Sinal e Ruído” inclusive nos leva a questionar não exatamente nossa existência, e nem propaga, ao menos não a meu ver, a ideia de que devemos viver de uma forma idealizada, mas, para mim, o foco principal parece ter sido na realização de desejos, vontades, na criação de mundos dentro do mundo em que vivemos ― e isso não se resume apenas ao filme criado pelo cineasta em sua mente e nem apenas na obra em si de Gaiman e McKean, embora o conjunto de “Sinal e Ruído” como uma obra de mensagem seja totalmente passível de interpretações diversas, que podem ser mudadas ou ampliadas a cada releitura, não somente por vermos mais detalhes que deixamos passar na primeira leitura [e digo leitura tanto das imagens quanto do texto em si]. Além dessa interpretação natural que surge com a releitura, também, com o passar dos anos, é natural que leiamos a mesma obra com um olhar diferente, até mesmo pelas experiências de vida que fomos acumulamos. Porém, aqueles que ignoram muitos “sinais” podem não perceber as informações transmitidas também pelos “ruídos” e esta trama aparentemente complexa pode ser desenredada diversas vezes e este é um dos grandes motivos pelos quais “Sinal e Ruído” é uma história que não só vale a pena ser lida, como mantida na estante e relida/revista: seu caráter não é simplesmente limitado à época em que vivemos, ou à que já passou ― sempre criamos “pequenos apocalipses”, como dizem os autores. E é justamente essa visão mais ampla do que seria um Apocalipse, também vista como os vários ciclos do Ragnarök, e sempre presentes em diversas culturas, embora com nomes diferentes, o Apocalipse sempre está presente, de uma forma ou de outra, em todas as culturas, posso me atrever a dizer. Mas os “apocalipses” pessoais, ou, mais amplamente ainda, os Apocalipses marcados por guerras, mudanças tecnológicas, etc. não só não deixam de ser explorados na obra, como são mostrados, inclusive, nos “contos” que antecedem a história principal nesta edição de “Sinal e Ruído”.

O primeiro conto, “Destrua”, é em si uma mescla imagística e textual de poesia concreta, em 2 páginas de 6 quadros cada, que fala de hackers, os horrores de 1984 que pularam da ficção para a realidade não é de hoje e que não devem ser ignorados; a segunda “história” é uma poesia imagística em 2 páginas com ilustração de página inteira em cada uma delas, e na qual se vê não só a beleza da imagem e da escrita, como também a dicotomia sinal/ruído:

a lua é uma mancha branca
o céu que derrama água
turva a luz
nuvens que caem através dele

O terceiro conto, também de duas páginas inteiras, sem divisão de quadros, aborda o tema “paredes” e “muros”. Embora seja clara a referência ao Muro de Berlim, também nos leva a pensar sobre o significado metafórico por trás das imagens e das palavras.

Quando você é compelido a fazer algo, não existe espaço para a escolha.

É claro que as imagens num tom soturno e as palavras que caem, como é o caso do segundo conto, têm muito mais impacto visualmente e não é meu propósito reproduzir em palavras tal impacto, já que esta é uma obra para ser lida tanto quanto vista. Relida tanto quanto revista.

Falando em revista, a história foi criada originalmente para a famosa revista “The Face”, um ícone da década de 1980. Não vou citar aqui todo o histórico da obra antes de ser publicada nesta versão, pois é interessante ser imergido no mundo de “Sinal e Ruído” lendo as introduções de Jonathan Carrol, de 1992, de Neil Gaiman e de Dave McKean [são 3 textos de McKean no total, inclusive uma em que ele conta um pesadelo que tinha antes do lançamento de “Sinal e Ruído” em forma de livro, deixando as páginas da revista para receber acréscimos e destacar-se como uma obra única em sua forma].

Não vou citar a introdução inteira de Jonathan Carroll, porque vale a pena ler todos os comentários introdutórios à obra, pois acabam despertando mais o interesse, realmente ao contrário de muitas introduções que falam demais sobre uma história que ainda não lemos, não conhecemos, com a qual não nos envolvemos ainda. As introduções para “Sinal e Ruído” falam sobre o processo criativo, o nascimento e a expansão da obra e, a meu ver, deve ser lido antes da leitura da obra em si, e não no final, justamente por não estragar a leitura e sim servir de um bom aperitivo para adentrar esse mundo soturno, porém belo, de “Sinal e Ruído”.

Mas preciso destacar alguns dos comentários de Jonathan Carroll, a seguir:

Vou cometer uma traição aqui e revelar: “Sinal e Ruído” é sobre um cineasta que, ao ficar sabendo que sofre de uma doença incurável, mesmo assim decide continuar trabalhando em um projeto até seu último dia de vida. Como devemos entender isso? A humanidade tem um espírito indestrutível? Ou o lado feio da coisa ― a vida é dura e no final nós morremos? A jornada é o caminho ou qualquer jornada é um fracasso?

(…)

Sinal e Ruído” não entretém, e sim incomoda, provoca, assusta. Diz coisas que você não gostaria de saber, mas, ao fazer isso, vira você do avesso.

Ou seja, “Sinal e Ruído” não é apenas uma leitura de passatempo, e sim uma leitura que convida à reflexão.

Ele diz ainda:

Olhe bem e veja a melancolia, a beleza da luz dançando no limite da vida, a verdade que é simples e direta como a morte.

O ser humano, de modo geral, não lida bem com a morte. A visão que se passa comumente, para as crianças está ligada a um falso paraíso, mundo mágico ou melhor para onde foram seus pais, avós ou animais de estimação. Quando cresce, a criança sabe que a morte envolve muito mais coisa, o próprio processo “do morrer” é muito mais complexo e bem menos “bonito” do que ele é pintado quando se é criança. E muitos adultos têm medo da morte, seja pelo fato de que suas ilusões infantis de “mundo melhor” foram despedaçadas ou, ainda pior, por uma própria imposição social de que a morte é algo negativo, um assunto tabu e que deve ser evitado. Neil Gaiman nos apresenta a Morte em “Sinal e Ruído” de uma forma diferente, mas não menos interessante, da forma como a Morte é apresentada no Universo de Sandman. Repito aqui a minha indicação de leitura da primeira história em que a irmã mais velha de Sonho aparece nos quadrinhos de Sandman: “O som de suas asas”.

Você só morre de fato quando a última pessoa que o conheceu estiver morta.

Mas a abordagem da morte nesta obra, “Sinal e Ruído” é diferente, é reflexiva, mas de modo nenhum maçante. O cineasta não passa páginas e páginas se lamentando por estar morrendo de câncer ― embora, é claro, ele tenha seus momentos de tristeza e melancolia, algo inerente à chegada da morte, pois todo fim, mesmo que feliz, é o encerramento de um Ato, e a Morte não deixa de ser o encerramento do Ato da Vida ― e assusta a muitos por não se saber, ao certo, o que há depois que o fio da Vida é cortado.

Não conseguia parar de pensar na minha médica como um
grande felino. Um leopardo-das-neves. Um lindo predador.
E eu? Eu me via como um esqueleto,
Que andava, falava, dirigia.

A leitura é rápida, dinâmica, o que pode ser paradoxal em se tratando de temas tão profundos abordados, mas ela arrasta o leitor para o mundo não só deste cineasta, como de seu filme, e da vida e da morte e da arte como um todo. Para mim, o final se mostra esperançoso ― e você só saberá se concorda ou não comigo lendo esta maravilhosa fábula realista criada pela dupla Neil Gaiman & Dave McKean.

Espero que, como eu, você, leitor, leia e releia, revisitando os pontos interessantes e com uma temática, infelizmente, evitada por muitos: a vida, a humanidade e a morte.

Eu poderia escrever muito mais sobre “Sinal e Ruído”, mas não o farei. Delicie-se! E, no final, a Arte serve a um propósito maior…

Resenha: Ana Death Duarte
Imagens: Edição – Alonso Lizzard

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  • Pingback: IN MY MAILBOX #1 « PERSONAL DEATH

  • http://twitter.com/BrunoVarela Bruno Varela Chaves

    Excelente a resenha, me interessou mais para ler esse livro. Sem dúvida Gaiman é um Deus mesmo. Como disse anteriormente, vocês do iCult querem me falir XD
    Esperando por outros resenhas do Gaiman.
    Estão de parabéns o/

  • http://contosperdidosdemorien.blogspot.com/2011/01/novo-booktrailer-de-contos-perdidos-de.html Guto Fernandes

    Eu conheci Gaiman lendo Coraline e Sandman e desde essas primeiras obras me encantei pelo jeito como ele consegue transformar sensações e sentimentos em palavras que os transmitem perfeitamente. Fiquei curioso para ler Sinal e Ruído para encontrar esses sinais e ruídos presentes no transcorrer da obra além das ótimas reflexões, muitas delas sutis provavelmente, que Gaiman conseguiu nos passar pelas palavras e McKean com seus desenhos!

    Ótima resenha e esperando pelas próximas!!!!

  • Rachel Blanco

    Sim Bruno, eles querem nos falir. Ainda mais quando o assunto é o Deus Gaiman né? haha
    Vi Sinal e Ruído pra comprar um tempo atrás, mas morri de medo de não gostar. Sei lá, gastar dinheiro a toa não é comigo.
    Mas tudo bem, quem sabe eu não ganho né? :3
    Como sempre, ótima resenha Ana! E ótima pesquisa de imagens Alonso o/

  • Márcia Fantini

    Não conhecia o blog, mas com certeza virei leitora dele. Muito bom!

  • http://meioorc.com SergioSJS

    Gaiman é gaiman e ponto. Como sempre, ótimas resenhas aqui no @icultgeneration.
    O que acha de formar parceria com o 1/2 Orc ?

  • Pingback: NEWs! ^^ « Capuccino Gelado

  • http://www.twitter.com/saturninne Deze

    Muito boa a resenha!
    sou meio leiga quando o assunto é Neil Gaiman, li só um livro, mas gostei bastante ao ponto de querer ler mais obras… Esse sua resenha só me deixou com mais vontade de ler! :)
    Espero ganhar esse sorteio o/ Mas se não ganhar, acho que começarei por Sandman, o que você acha? hehe
    Beijos

    • http://personaldeath.wordpress.com personaldeath

      Acho uma boa começar por Sandman. Li Sandman na época em que foi lançado – tirei o atraso lendo as edições que já tinham saído e depois fui “sofrendo” com a agonia de ler as edições mensais e acompanhando a saga até o final {maravilhoso, por sinal}. Logo logo eu faço uma “décima nona” releitura. Sandman é pra ser lido e relido, vale muito a pena ter. Mas não deixe de ler Sinal e Ruído também – adoro quando o Neil se junta com o Dave McKean: dupla dinâmica mais que perfeita ^^

  • Pingback: Meme literário ^ Essa Semana #1 « PERSONAL DEATH

  • http://twitter.com/_Liilo Cecilia Cavalcanti

    vcs vão nos levar a falência Neil é viciante, trabalhando o McKean fica incrível.
    Tomara que eu ganhe no sorteio xD

  • http://tattoosinacreditaveis.blogspot.com Francine Oliveira

    eu já perdi as contas do quanto gastei com obras do Gaiman… quando arrumei grana pra comprar “Deuses Americanos”, por exemplo, a primeira edição da Conrad tinha se esgotado e eu acabei comprando uma versão pocket bem vagabunda em inglês só pra ler mesmo! Sandman eu tenho todas as edições de luxo da Conrad também, minha monografia pra formar em Letras foi sobre Sandman… adoraria não ter de comprar “Sinal e Ruído” ganhando a promoção hehehe

  • regina

    Essa obra conjunta deve ser simplesmente incrível. Provavelmente bem mais adulta do que Os Lobos dentro das Paredes, mas a presença do McKean junto do Gaiman… Não importa muito o público alvo, acho. Mesmo nos livros onde aparecem apenas algumas ilustrações, fica claro que o estilo deles é único. Juntos ou separados.

  • http://guriaquele.blogspot.com/ Renata Mallmann

    O_O

    isso não é uma resenha, é um manuscrito! Guria, um dia vou ser que nem você, detalhando e absorvendo aspectos da obra que me passam despercebidos. Adorei sua estrutura :D

    Bom… fui apresentada pro famoso Gaiman, mas confesso que o tipo de escrita dele me confunde. É um poético muito fantasioso pra mim kkk Mas gostei de alguns trechos da obra citados!

    Quem sabe… algum dia, eu leia! hehe

    Bjs

  • http://twitter.com/diegomarangoni Diego Marangoni

    Uma pena que ainda não tenha lido os clássicos de Gaiman.Mas fico muito curioso……tomara que ganhe pelo twitter ;)

    Ah,e preciso destacar a fantática arte de McKean.Ela realmente dá vida e profundidade à obra de Gaiman.Uma união perfeita!

  • http://caraminholasdejp.wordpress.com JotaPluftz

    Nossa conheci o blog a pouco tempo e a cada resenha vocês se superam! O.o
    Gaiman é sensacional e tenho muita vontade de ler esse livro, está na minha lista junto com Deuses Americanos mas quem sabe não dou sorte na promoção.

    Gaiman foi só quem me abriu as portas pra literatura fantástica de modo geral!
    Ele é e sempre vai ser o mestre, existe pra mim antes de ler Sandman e depois de ler Sandman, quando li o ultimo vol. da série tinha a certeza de que nunca tinha lido nada igual e que provavelmente não vou mais… Mesmo fã de Alan Moore, é ele quem tem o título de mestre por ter aberto esse caminho!

    A resenha ficou sensacional, parece que ele conseguiu mais uma vez entreter enquanto nos faz refletir e ao mesmo tempo criticar (ou analisar) algumas caracteristicas da nossa realidade tecnológica.

    Não li, então falo como leiga. Mas tenho a impressão de que Sinal e Ruído é um tanto semelhante a Deuses Americanos nesse sentido.
    A aproximação da obra com o leitor vem de temas que ele aborda com um tom critico aos quais já nos acostumamos, coisas cotidianas e aparentemente banais.

    Ao invés de inserir elementos fantasticos num mundo real ele brinca com isso e a gente não consegue dizer mais o que é real e o que não é…

    Enfim… tô divagando e já parei de fazer sentido a muito tempo! Kkk

    Até mais.

  • Pingback: Resenha da Graphic Novel: A Trágica Comédia ou Cômica Tragédia de Mr. Punch – Capa dura « iCult Generation

  • http://www.facebook.com/vaniapaula.bahia Vania Paula Bahia

    Suas resenhas são as que mais me chamam a atenção! Parabéns