
Achei importante falar sobre isso, então, aqui estou eu.
Vou começar tecendo alguns comentários gerais. Como, por exemplo, esse lance de “parceria”. Sim, muita gente que não tem blog pode nem entender como isso funciona no geral, e como funciona aqui com a gente. Muita gente se pergunta: “Se os blogs recebem esse livro de graça, é claro que não vão falar mal, porque senão não vão ganhar mais livros, não é?”
Infelizmente, com alguns blogs é assim. Mas, felizmente, pelo que já vi na Internet em geral, não é assim com todos. Credibilidade é algo difícil de se conseguir? Sim. Especialmente quando as pessoas sabem que você ganhou aquele produto. Porque seja livro ou brinquedo, bem, é um produto.
Nós realmente só publicamos resenhas de livros de que gostamos. Eu, Ana, se não gosto de um livro, nem consigo terminar de lê-lo. Se li até o fim, o livro vale a pena. Se o recomendo aqui, é porque a “nota” dele foi acima de 3. Já vou entrar em mais detalhes.

Começamos a colocar o sistema de notas propriamente ditas mais recentemente e vimos que o pessoal curtiu. É claro que existem livros com nota 5 que fazem com que minha cabeça exploda, e outros “apenas” fazem com que meus lábios se curvem para cima num sorriso… e nem por isso o segundo merece menos do que 5 ― porque ele serviu ao propósito dele, que não era fazer com que minha cabeça explodisse, e sim me entreter.
Não pegamos livros cujos temas, estilos, autores, entre outros pontos, não nos agradem, e isso já ajuda a fugirmos das armadilhas de “eu vou detestar esse livro, com certeza!, mas vou pegar mesmo assim e…” Não, não, não! Eu, Ana, sou relativamente “eclética” em minhas leituras. Mas eu não gosto do uso da palavra “eclético(a)”, porque as pessoas costumam achar (erroneamente) que isso significa gostar de qualquer coisa. Não, não, não! Eu não gosto de livro só porque é um livro, assim como não gosto de filme só porque é um filme. Não compro/peço para resenha um livro só porque ele foi lançado e tenho dinheiro/parceria com a editora. Compro/ganho livros que tenham algum apelo para mim, ou nunca vou conseguir falar bem dele. Não leio Stephenie Meyer e nem Nicholas Sparks (e não é por preconceito literário, de que vou falar numa próxima coluna… e sim porque não gosto mesmo, de jeito nenhum, desses autores) e talvez alguns achem até meus gostos literários “excêntricos”, como bem colocou a Regina Umezaki esses dias.
Sim, eu leio Meg Cabot (Diva!) e Neil Gaiman (Deus!) e Rick Riordan (Tio!) e também dou chance a autores que não conheço, como agora, que vou ler Anna and the French kiss que a @mecutuca me deu de presente. Sim, eu me arrisco, apesar de ter dito ali em cima que tento não ler coisas de que sei que não vou gostar. Mas me arrisco dentro de uma “zona de conforto”, não pegando coisas de que não vou gostar de jeito nenhum, às vezes só porque o tema me desagrada. Claro, eu leio vários livros que não foram resenhados aqui. Infelizmente, não é possível (ao menos para mim) resenhar tudo que lemos. Não colocamos as resenhas correndo aqui porque selecionamos imagens ― na verdade, o Alonso é que faz isso, heh ―, citações, e não faço as resenhas correndo… porque sempre dou o melhor de mim nelas e… sim, leio livros que não são de parceria e recomendo-os aqui, se não em uma resenha, na coluna de indicações… mas mesmo assim nunca vai ser possível indicar tudo, tudo que eu li de legal.
Por quê? Porque não dá tempo é um dos motivos principais. Porque criamos o blog faz quase 3 anos, mas já leio desde sei lá quando, rs, só sei que faz tempo. ;p E sou sempre sincera nas minhas resenhas. Se eu falar que eu amei o livro, é porque amei. Não consigo demonstrar minha empolgação quando não gosto do livro. Nem tento. Nem quero tentar.
Às vezes tem um elemento ou outro de que não gosto num livro, e comento isso nas resenhas. As resenhas, que são sinceras, mesmo quando ganhei o livro, porque não sou “paga” para falar bem. E aí vem o lance de você ganhou o livro para falar bem dele.
Não, não, não! Você não ganhou, na verdade. Você recebeu um produto para análise, e para dizer o que pensa dele ― e todos esperam que você seja sincero (o público e a editora, se for idônea, claro). Mas não é de graça, embora também muita gente venha criando blogs só para ganhar livros. É um produto que a gente recebe para ler, analisar, e comentar. E isso é um trabalho, e não uma brincadeira. Pelo menos comigo. Não faço resenha “porca”. O.k., umas ficam melhores que as outras, mas não faço resenhas porcas só pra resenha sair rápido. Às vezes prefiro que demore um pouco mais, mas que fique bem feita. Simples assim.
Uma coisa que a @mecutuca falou uma vez pode ajudar vocês nas visitas aos blogs que acompanham, para ver se vocês vão realmente curtir as indicações de leitura do blog: uma compatibilidade de gostos de 70% geralmente ajuda. Se você tem essa compatibilidade com o blog X em termos de leitura, são só 30% de chance de você não gostar da indicação… claro que não é ciência exata, mas ajuda.
E analisar, numa resenha negativa, o que a pessoa não gostou no livro. Porque tem gente desalmada, rs, ainda citando a Bárbara do Nem um pouco épico, rs, que não gosta de nada e-
-às vezes o que uma pessoa odiou num livro é o que vai fazer com que você se sinta atraído(a) pela leitura ― acreditem, já aconteceu comigo. Isso de a pessoa detestar algo no livro e isso ser exatamente o que me fez ler o tal livro. É, a vida é assim. E até as ciências exatas não são tão exatas assim.
(Eu poderia falar mais mil coisas aqui, mas quero, nessa primeira coluna, ouvir ― ler ― o que vocês têm a dizer. Manifestem-se nos comentários! ;p)
Colunista: Ana Death Duarte
Edição de imagens: Alonso Lizzard (links dos artistas e/ou fontes nas imagens. Imagem abaixo do título aqui)








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