Resenha do livro: Emergência – Neil Strauss

O que faz uma pessoa continuar em seu país natal, mesmo sabendo que ele está à beira de um colapso? Ou pior… se tiver abandonado seus cidadãos à própria sorte?
Como uma pessoa que está habituada a viver em uma cidade pode sobreviver no caso de um governo parar completamente todos os serviços essenciais?
Quantos dias você aguentaria sem o serviço de luz, de água, de telefone, de internet?

Pois é, ao contrário do que pode parecer, esse não é um livro distópico, Neil Strauss, o autor do livro, descreveu em suas páginas coisas que ele realmente fez. Neil era um cara comum, relativamente conhecido em sua área com contatos bem importantes e influentes no jornalismo musical, e fazia entrevistas, além de escrever para colunas de jornais. Também chegou a lançar alguns livros, mas nenhum tendo a ver com o escopo de “Emergência”, o que torna tudo mais impressionante, pois ele acaba querendo dizer que se ele pôde fazer tudo que descreve nesse livro, você também pode.

Ao olhar para a jornada dele depois de terminar de ler o livro, leva a gente a refletir um pouco sobre a vida que levamos. Que viagem impressionante!

“E como o futuro é desconhecido, não importa o quanto as coisas estejam bem ou mal hoje, ele será sempre uma ameaça. Portanto, no fim das contas, só o que acontecerá amanhã poderá determinar o que é paranoia e o que é bom senso. Você só é paranoico se estiver errado. Se estiver certo, é um profeta.”

Vamos lá?

Pedi o livro para resenhá-lo aqui, pois fiquei vidrado na capa. Achei até mais bonita que a versão americana. O acabamento em verniz na parte do vidro realmente dá a impressão de que aquilo é um livro. Comecei a ler e fiquei com medo no primeiro capítulo, pois o comecinho do livro é bem paradinho, afinal de contas, ele estava só começando a nos expor os resultados de suas pesquisas. Achei portanto que se tratava apenas de uma biografia chata ou um simples livro de autoajuda, mas ele entrou na toca do coelho e mostrou a todos como é realmente sobreviver… se fosse apenas isso, já seria interessante, mas o livro também emociona bastante. Me deixou de queixo caído em algumas partes e em outras, em prantos.

“Somos apenas máquinas frágeis programadas com um falso sentimento de que somos importantes. E, de vez em quando, o universo nos envia um lembrete de que realmente não temos importância para ele, empurrando-nos para uma confusão e um pânico por respostas que nos permitam reiniciar nosso programa.”

Você pode se perguntar, como eu quando comecei a ler, por que uma pessoa precisa saber dessas coisas? Imediatamente me lembrei do filme do Thor no momento em que Odin diz que “um verdadeiro rei nunca tem como objetivo a guerra, mas deve sempre estar preparado para ela”.

Bom… não somos reis, mas deu pra entender o ponto? Estamos muito acostumados a viver com os serviços essenciais. Cada pessoa é uma engrenagem e se uma delas pára, o sistema desaba completamente. Para vocês entenderem o livro, precisarão apenas saber como ficou complicada a vida dos americanos desde a época pré-11 de setembro e como tudo mudou para pior depois dos atentados, o horror das revistas minuciosas dos aeroportos, da falta de liberdade (para o país que propunha a maior liberdade do mundo) e a aura de medo de novas vítimas.

“Percebi que as ferramentas de que precisamos para nos proteger são quase idênticas àquelas que as outras pessoas usam para nos matar. Talvez a única diferença entre os caras bons e os caras maus seja a intenção. Porque, por não confiar no Estado, eu me tornara indistinguível de seus inimigos.”

Além disso, deve saber também que portar armas é permitido em vários locais dos Estados Unidos com uma licença. Isso, aliado ao isolamento de uma pessoa em uma casa com um bandido, pode salvar a vida de uma pessoa. Sem contar evitar roubos em situações como arrastões e saques de lojas em caso de terremotos ou de ataques de gangues. Se você se encontrar em uma situação de emergência quem virá ao seu socorro? Já experimentaram gritar “socorro” alguma vez só para ver quem responderia? Pois é… às vezes, ninguém está por perto. Isso acaba acertando outra questão que é a da cultura histórica que eles têm até hoje: a moral do guerreiro.

A moral do guerreiro é uma faca de dois gumes. É essencial para a sobrevivência em tempos de guerra, para garantir a vida da nação (em questão) e a continuidade de uma civilização, no entanto, por outro lado, pode acabar ocasionando perdas, gastos e mortes desnecessárias, em conflitos que poderiam ser solucionados às vezes com diplomacia e bloqueios econômicos. Portanto é algo que talvez deva funcionar melhor se fosse usado em “caso de emergência” e não como uma aura inalterável para todo o sempre, como acontece nos Estados Unidos, por outro lado, paradoxalmente… quando os EUA (ou qualquer país e isso também vale para pessoas) parecem mais ingênuos ou abaixam a guarda é nesse exato instante em que eles são atacados. E quem protegerá o mundo no caso de outro Hitler aparecer? O Brasil? Com seus caças de segunda mão? Não importa quão bom seja seu pessoal, sem equipamento de última tecnologia é muito complicado…

“No fim das contas, porém, todo medo tem a mesma fonte: a ansiedade de que as coisas que damos como certas acabem.”

Uma coisa a se pensar é o seguinte: Se engana quem acha que a moral do guerreiro é cultuada apenas nos Estados Unidos. É só dar uma analisada com cuidado e você verá exemplos até do lado de casa, afinal de contas o lema da bandeira da cidade de São Paulo é, em latim, “Non Ducor, Duco”, que quer dizer “Não sou comandado, comando”, o que demonstra, de certa forma, a moral de não submissão, de não virar a face, de ser superior e de liderar. E como ninguém é perfeito, não poderia ser diferente com outras nações do mundo e seríamos hipócritas, ingênuos ou no mínimo muito novos para não sabermos ou ignorarmos que o próprio Brasil já passou por muitos momentos que fedem pela podridão.

Querem exemplos? Ok…

O país perfeito precisa ter unicórnios, arco-íris e…

Uma que me vêm sempre à memória (sério, não consigo esquecer isso) foi a de que para não quebrar a economia do país, o governo secretamente e sem aviso nenhum até o último centavo todo do dinheiro nas poupanças de toda a nação e, é claro, sem a autorização de ninguém… em 1990. Isso deixou milhares de pessoas à pão e água como exemplifico com a citação do jornal Diário do Grande ABC aqui: “Em cadeia nacional de rádio e televisão, o Brasil inteiro ouviu a então ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, anunciar que o governo havia confiscado todas as poupanças. Era 16 de março de 1990, um dia após a posse do presidente eleito Fernando Collor de Mello. A medida deixou o País em desespero e se tornou o mais escandaloso plano da história da economia brasileira, com centenas de vítimas e um rombo nas finanças do governo.”

É realmente triste colocar tudo na balança e perceber que, na verdade, todos os governos são meio podres, de uma forma ou de outra e você às vezes tem apenas que optar pelo “mal menor”.

Eu aprendi algumas coisas muito legais nesse livro, como, por exemplo, como identificar o melhor governo. Achava, assim como o autor, que o melhor governo era aquele que cuidava mais de sua nação. Ele explica, por meio de casos e fatos, como os governos que menos cuidam dos problemas de seu povo acaba por manter em paz a liberdade dos seus habitantes. Isso meio que acaba transformando o Brasil, às vezes, num lugar até ideal para se viver. E o mais impressionante é eu perceber que ele tem razão e concordar com ele, o que me fez repensar o meu planejamento a longo prazo de sair do Brasil.

Protestos pacíficos no Brasil acabam igualzinho a Woodstock… só que ao contrário.

Por esse mesmo motivo, fico bem triste quando o governo daqui, entre outras coisas, começa a se comportar como na época da ditadura, atirando em civis, preparando os policiais com equipamentos de guerra e impedindo os protestos.

Nem vou me estender sobre  fato de o Estado transferir a responsabilidade de proteção dos cidadãos para eles mesmos, quando o Estado é que deveria zelar por todos. Mas vou citar um exemplo: nesse último ano, cansei de ver propagandas em todos os vagões do metrô, por exemplo, dizendo para as pessoas tomarem conta de suas bolsas para não serem roubadas… chega a ser deprimente e o pior de tudo é: tenta tirar foto para ver o que acontece. Uma vez tirei foto de um hospital para mostrar as podreiras e eles me escoltaram com segurança armado para fora de lá, mas isso é outra história. Isso tudo meio que coloca tudo em cheque e me coloca em uma situação de dúvida novamente parecida com a qual Neil se colocou: o quanto se aguenta/tolera das barbaridades (sejam com direitos civis, ou outros) de seu país natal até que você resolva sair dele e preparar outro lugar para morar quando tudo der muito errado? E qual é o seu limite? O que desejo mostrar com os exemplos acima é que esse livro serve muito bem para a nossa realidade também e não somente para a dos Estados Unidos.

“Se você notar a ausência de pássaros e mosquitos, ou se vir pessoas babando, lacrimejando e com muco escorrendo pelo rosto, muito provavelmente se trata de um ataque químico. Tampe o nariz e a boca, siga contra o vento e use a regra do dedo polegar – que significa afastar-se de um acidente químico o suficiente para que, ao esticar o polegar e olhar para ele, seu dedo cubra toda a cena.”

Imaginem que lá nos EUA eles vivem tendo de sobreviver à ficar preso em casa em tempestades, ter que fazer estoque de alimentos,
proteger casas de furacões, terremotos, etc e as pessoas aprendem macetes de como passar por apuros assim desd

e crianças.
Dá até pra entender o motivo de tantos kits, não é apenas o medo de ataques terroristas.

Voltando ao ponto do livro… De onde virá a ajuda em tempos de crise? De você mesmo! Quantos de vocês sabem manter um abrigo sem uma barraca? Conhecem os primeiros socorros? Já fizeram alguns cursos para aproveitar tudo que seu corpo pode oferecer de essencial?

“A maioria dos sobrevivencialistas tinha vantagem sobre mim. Talvez eles tivessem nascido numa fazenda e soubessem plantar e criar animais; talvez seus pais os tivessem levado para acampar, caçar ou pescar; talvez, quando crianças, eles tiveram alguma experiência em carpintaria, conserto de motores ou instalações elétricas… entretanto, cresci em apartamentos urbanos (…) não apenas não tínhamos quintal ou bichos de estimação, como não havia ar fresco: estávamos tão alto que só abríamos uma fenda nas janelas. Consertar coisas significava chamar a manutenção do prédio. E jantar em casa significava papai comprar comida para viagem ao voltar do trabalho.”

Imaginem esse ser fazendo tudo isso e no começo reclamando do frio, de fome e o progresso até chegar ao fim do livro, depois de tanto tempo se dedicando a tudo isso, desde sua primeira pesquisa, pronto para sobreviver, para viver apenas com o que estiver disponível à mão e como tais experiências mudam uma pessoa para sempre. Imagino que passar por elas deva, no mínimo, fortalecer o caráter de um indivíduo de um jeito bem profundo… bem primal.

E ele ainda lista e comenta sobre as coisas que os sobrevivencialistas dizem são paranoias descabidas e quais delas são realmente perda de tempo. O texto coloca algumas dicas também de como fazer para abrir um cadeado com uma latinha de refrigerante, por exemplo, escapar de um porta-malas ou sobreviver a um tiroteio, mas como essas dicas são apenas entre os capítulos, portanto não fica parecendo igual ao Livro Maldito, nem ao Guia de Sobrevivência a Zumbis, ju

stamente por ter vários detalhes da vida dele.

“(…) o banho que consistia em vários baldes e espelhos. (…) os espelhos eram para procurar carrapatos. A floresta era repleta de carrapatos de veados, que tinham o hábito nojento de pular em cima de seres humanos, enterrar suas cabeças na carne, devorar sangue e, se não fossem impedidos em dois dias, deixar uma lembrança chamada doença de Lyme.”

Nos Estados Unidos podemos encontrar Kits de sobrevivência aos milhares como esse acima… só por precaução.

“Eu estava me tornando um pesadelo de namorado, Mas estava determinado a parar de choramingar (…) me tornar um homem.”

“Quantas pessoas podem dizer realmente que são livres? Quantas podem fazer uma caminhada pelo resto de suas vidas e nunca precisar de coisa alguma da sociedade?”

“Emergência” tem uma escrita meio sarcástica às vezes, um tom sério em outras, com críticas bem sólidas ao governo dos Estados Unidos, afinal de contas o autor é americano. Certas vezes ele diz alguma coisa do governo, de como ele age em caso de acidentes que, de tão burocrática, chega a ser engraçada (como os Vogons em O Mochileiro das Galáxias) e outras me fez chorar. É um conjunto de dicas muito úteis para fazer o pessoal ter uma vida mais independente e até mesmo para os que não tiverem tanta coragem assim, mas quiserem melhorar a qualidade de suas vidas e ampliar suas possibilidades. Embora eu nunca faria algumas das coisas citadas no livro, achei várias coisas nele tão lindas e acabei sentindo uma imensa inveja dele por ter conseguido levar tantas coisas adiante, mesmo com as adversidades e de se preparado para qualquer coisa que possa acontecer.

“Toda semana eu tentava um método diferente de culinária primitiva, enquanto Katie se preocupava, temendo que eu ateasse fogo nos arbustos, na casa (…) cada um desses métodos simples de cozinhar foi um desastre completo. Talvez isso não devesse ser uma surpresa, porque não consigo sequer fazer pipoca no micro-ondas sem queimá-las. Os jantares geralmente começavam às 21h, com convidados famintos recebendo fragmentos comestíveis que eu conseguia retirar da carcaça malcozida de minha experiência culinária, enquanto Katie telefonava para pedir uma pizza (…) mas aos poucos (…) fiquei mais confortável em relação ao fogo do que jamais havia sido na cozinha. O resultado foram algumas das comidas mais macias e saborosas que fiz na vida.”

Espero não ter que vive em uma distopia, algo que estão querendo criar dia após dia, como essa do SOPA, e ainda bem que (quase) o mundo inteiro se pronunciou contra a proposta, gerando protestos em todos os cantos. Adoro ver esse tipo de engajamento que tenta contrapor as revelações drásticas de 1984, de George Orwell, sobre o quão fácil é corromper e modelar a essência humana e fico bem triste em ver outros casos em que as pessoas aceitam coisas como o “novo documento de identidade do Brasil” (veja aqui) que é assustadoramente similar ao “Show Me” de Fringe, que é distópico!

Já que estamos falando em dominação distópica (cujo sentido não é, obviamente de vivermos em uma), que tal virarmos um pouco esse jogo e começarmos a fazer valer os nossos direitos? Reclamar nos órgãos de proteção ao consumidor quando nos sentirmos injustiçados? Processar o Estado quando necessário e participar de mais movimentos políticos. Fazer mais cursos para aprimorarmos a nossa capacidade de trabalho e para melhorar a nossa vida? Bom… nada disso é utópico, basta correr atrás de uma coisa e a seguinte ficará um pouco mais fácil. É isso que acabei aprendendo na vida e que até nesse livro algumas dicas óbvias e outras mais subliminares são apresentadas. Assim como deve haver uma mudança de atitude para que possamos arrumar a nossa casa ou para mudarmos de carreira, foi feito com governos antigos, para que pudéssemos viver hoje em um mundo mais democrático do que antigamente.

Para se pensar: Se há uma coisa na Declaração de Independência dos Estados Unidos que deve sempre ser colocada em primeiro lugar e que pessoas como o Strauss, ou até como o Cory Doctorow (autor do livro O Pequeno Irmão) e nós aqui do icultgen também, realmente respeitam é que ela diz que se um governo se tornar corrupto e injusto com seus habitantes, aqueles que são capazes de fazer alguma coisa, têm o dever de agir e ajudar os que não estiverem aptos (ou não souberem como agir), destituindo o governo em questão e criando um novo sistema que zele pelo que os habitantes realmente precisam. E isso não é um chamado à Anarquia, antes que nos entendam mal. Isso é um chamado à conscientização dos cidadãos de que eles têm e devem lutar por seus direitos.

“Imaginei, enquanto caminhávamos, qual era meu objetivo na vida e por que eu estava tão determinado a sobreviver. Para que servia aquilo tudo? A resposta me veio quase instantaneamente: eu queria sobreviver por que minha vida não estava completa. Se nosso tempo de vida é um filme que começa com um bebezinho gritando e termina com um velho enrugado e artrítico, então não quero sair no meio. Ainda há romance, terror, aventura, comédia, fantasia, família e – o mais excitante de tudo – suspense por acontecer. Quero ver tudo, até o último crédito passar e a tela ficar escura.”

Para fechar… um vídeo com os cabritos do Neil Strauss. É emocionante. Leia o livro p/ descobrir todos os detalhes ;-)

Nota: 5 cabritinhos lindos em honra à Bettie

Resenha e edição de imagens: Alonso Lizzard

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  • http://twitter.com/reginaumezaki regina umezaki

    Awn. Fiquei com vontade de ler. Não acho que eu fosse sobreviver num mundo menos acessível, mas é sempre bom saber uns macetes, né! Vou colocar na lista de leituras… E MEU DEUS, eu nunca tinha visto um vídeo de cabritinhos O: SÃO MUITO AWSOME! Hahaha. Pulam que é uma beleza, hã?
    Acho que nós brasileiros estamos despreparados mesmo. É como disseram na época das chuvas no rio. No estrangeiro eles lidam com terremotos, tsunamis, nevascas, furacões e sobrevivem. Aqui nosso problema é a chuva, e ela mata milhares. Falta infraestrutura.
    Vou ler Emergência e O Livro Maldito também. Espero que me ajudem um dia :D

  • Luiz Paulo Aires

    Confesso que a primeira vez que vi esse livro não me interessei muito, mas essa resenha me fez mudar totalmente de ideia.  E achei interessante que o livro não é distópico e que na verdade mostra aquilo que já acontece.  A situação de emergência é geral mesmo, e é de extrema importância que as pessoas saibam o que fazer, como reagir.

    Gostei muito mesmo! Já vou correndo dar um jeito de ler esse livro.

  • http://twitter.com/maceloca Marcela ORamos

    Oi, pessoal!
    Nossa, essa resenha está incrível!! Parabéns, Alonso, ótimo trabalho de reflexão e crítica da nossa realidade através da análise do livro. As conexões com outros livros e outros acontecimentos deixaram a resenha completíssima! E os trechos citados são emocionantes! Muito bom! A capa desse livro é mesmo linda! Espero que todos gostem e que ele nos sirva de alerta! :D
    Beijos e parabéns mais uma vez.

  • http://twitter.com/BrunoVarela Bruno Varela Chaves

    Que resenha ótima, Alonso, esse livro é muito interessante, é sempre bom estar preparado para tudo mesmo, nunca sabemos o que pode acontecer, o que se passa nas cabeças dos nossos governantes. E a maioria das pessoas não liga muito pra isso, acha se um dia se isso aconteceria aqui, não saberia dizer o que as pessoas fariam, acho que seria um caos só O_O. Gostei mesmo desse livro, vou colocar na lista de leituras, parabéns de novo pela resenha ficou ótima mesmo. 

  • http://twitter.com/Saaneflores Saaneflores

    Já tinha me interessado por este livro quando vocês comentaram brevemente sobre ele na Megapromo, mas agora eu fiquei encantada. Fiquei curiosa para ler esta história, não para ter dicas de sobrevivência, mas por gostar da ideia de alguém que se dedicou verdadeiramente a viver de uma forma diferente da imposta pelo sistema no qual todos nós nos enquadramos. Vou aproveitar para utilizar uma frase que escrevi no comentário da megapromo: “é o tipo de leitura que mexe com a gente e nos leva a fazer algo real com nossas indignações além de só falar sobre elas. ”

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