
Eu tentei… pensei em 1997 maneiras de como começar essa review do filme “The perks of being a wallflower/As vantagens de ser invisível”, e nenhuma delas era assim… eu tentei também fazer uma seleção de imagens que não se mexiam, rs, consegui algumas. Então, se você não curte gifs e nem uma crítica totalmente no modo fangirling, nem siga em frente. Porque eu simplesmente não consigo falar desse filme sem ligar o fangirl-mode-on e demonstrar, sabe…? All. those. feels!

Prossiga com cautela, você foi avisado. Muitos gifs a seguir. E muitos feelings.
Bem, começando essa crítica propriamente dita, totalmente escrita ao som da trilha sonora do filme – que, logo de cara, indico totalmente!
Ao som de “Come On Eileen”, de Dexys Midnight Runners ♫
Quando fui ver esse filme, eu não estava esperando muita coisa… eu não conhecia o livro que deu origem a ele, então, apesar de ter visto muitos amigos e muitas amigas surtando por causa do filme, eu fui ver sem saber o motivo de tamanhos surtos…

E foi uma surpresa desde o comecinho… O filme tem um feeling totalmente anos de 1990 – então, talvez ele não vá agradar a todo mundo… mas para mim foi uma surpresa e tanto, das boas.
É, eu ainda não li o livro. Eu sei, shame on me. Mas eu tenho essa mania de desconfiar de hypes. Tudo que é hypado demais tende a me incomodar e eu fujo. Foi assim com “Anna and the French Kiss” e, não me julguem, livros do John Green. Muito hype pode me fazer fugir de filmes e livros. Porém, como “Anna and the French Kiss” foi uma das surpresas de 2012, e um dos livros mais queridos do ano, resolvi ver o filme e estou pensando em ler “Looking for Alaska” por causa das quotes lindas que eu li. É, sou eu me rendendo aos hypes… fazer o quê? Até agora, as coisas mais hypadas que li/vi até que eram bem boas. Muito boas…

Quando vi que tinha Teenage Riot, do Sonic Youth, na trilha sonora… isso me despertou tantas lembranças… eu ouvia isso a caminho da escola? Faculdade? Eu ouvia isso com meus amigos estranhos, enfim… eu tinha tudo para curtir o filme, não? Sim, mas, mesmo assim, eu comecei a ver o filme sem esperar demais e a surpresa foi incrível!

Estou ouvindo essa música de novo agora… Ah, as mixtapes! É tão 1990s isso de mixtape. Alguém vinha com uma fita gravada, geralmente com uma qualidade porca, e passava de amigo para amigo e/ou para interesses amorosos… e todo esse clima da época é captado no filme. Comentei com uma colega sobre o fato de eles não terem reconhecido “Heroes”, do David Bowie, lá no túnel, mas, bem, nessa época nem tinha Internet, não era tão fácil achar as informações, a não ser que a gente tivesse um grupinho, geralmente fixo, de amigos, que iam e vinham com fitas, músicas gravadas da rádio, e a gente às vezes esperava tocar na rádio uma música que depois tocaria sem parar, pela primeira vez e era… mágico.

Os personagens do filme são ótimos… Charlie é deprê, mas, bem, com o histórico dele… não que as pessoas precisassem de tantos motivos para serem depressivas, rs. Ou você se juntava aos populares ou aos esquisitos – e eu digo que os grupos dos estranhos, que ouviam esse tipo de música, cortavam cabelos diferente da maioria, usavam camisetas de banda e coisas do gênero, bem, meus amigos na década de 1990 eram assim, e era muito legal! Então, nem preciso dizer que a nostalgia foi total quando vi esse filme…
Ele tem momentos muito tristes, e me peguei derramando lágrimas, em um misto de alegria e tristeza ao mesmo tempo… Se você se identifica com os sentimentos dos personagens, não precisa ter uma vida toda arrombada como a deles para se identificar com o filme.
E… o Patrick!

O Ezra Miller está incrível como Patrick! Poxa, que garota não gostaria de ter o Patrick como amigo? E ou meio-irmão? Ou alguém parecido com ele? Mesmo com problemas, ele é o carinha mais alto-astral da história! <3 Como não o amar? <333

Alguém que tenha habilidade poderia fazer um relógio como aquele torto que ele fez pra mim? Duvido que seja só eu que queira um relógio como aquele hehehe
Ouvindo de novo “Teenage Riot”, me lembrando da camiseta pintada à mão com a capa do álbum do Sonic Youth, quando a palavra “indie” não era mainstream, lol. Esse filme pode fazer com que a nostalgia vire uma doença, rs, mas uma doença boa. Pelo menos para mim que, já com “Dear Teen Me” (cuja resenha acabei de postar) notei que minha adolescência foi bem mais legal do que a maioria… mas Perks deixa mensagens para a vida, sobre amizade, amor e o mundo e tudo e-
Se você ainda não viu o filme, veja. Provavelmente ele ficou ainda mais incrível do que o esperado porque o escritor participou ativamente da criação do filme.

Eu vou ler o livro. Em breve. Ou ouvir, já que ganhei o audiobook dele, pretendo tentar ouvir um… sei lá, acho audiobooks tão estranhos, embora reconheça a praticidade deles… como é curtinho, já coloquei no iPod e vamos ver se consigo ouvi-lo, aí, se eu adorar o livro, como creio que acontecerá, eu compro o livro em papel, porque, sim, eu amo livro de papel, já falei isso aqui várias vezes já, não?
E vou terminar ao som de “Heroes”, do David Bowie (a música do túnel) e me sentindo, claro, infinita! <333 (e relembrando momentos andando de moto com os amigos e fazendo coisas similares ao do túnel, porque, andar de moto para mim me faz me sentir tão livre… hehehe)
Eu disse. Esse filme traz à tona. So. many. feels.

Depois que eu ler/ouvir o livro eu volto para dizer o que achei.
Se vocês não conhecem a trilha sonora, vão ao You Tube e ouçam as músicas e- não vejo a hora desse filme sair em bluray porque eu. preciso. dele.
Ps.: Saindo, depois de editar todo o post, ao som de “Charlie’s last letter” S2






















































