Eu praticamente devorei esse livro. Era para eu ter lido “Ten” apenas depois de reler “And then there were none”, da Agatha Christie, que é o novo título “politicamente correto”, em inglês, de “O caso dos dez negrinhos”, um dos livros da Agatha que eu mais curto, só que eu li faz tempo, e gostaria de ter relido antes de ler “Ten”, que é uma espécie de retelling do clássico. Porém, o Book Depository não enviou meu livro da Agatha, que acabou se perdendo, sei lá, vai enviar um novo exemplar só agora, então acabei lendo “Ten” sem ter relido o original, digamos assim. O que, de certa forma, foi bom. Pois é complicado ler um livro novo e compará-lo a uma obra da Agatha Christie. Enfim, quando terminei de ler “Ten”, simplesmente amei o livro (que tem uma capa linda, sombria, que dá bem o tom da história, tanto na dust jacket quanto dentro, com as marcas em vermelho como é no livro… lindo! <3) … e não consegui descobrir quem era o assassino antes do final! ah, hehe, parece que não aprendi nada com a trilogia de 4 filmes de Pânico, damn! ;p

Eu não vou dizer exatamente o que da série dos filmes Pânico está ligado ao assassino, pois eu entregaria muita coisa em “Ten”. Além da influência de Pânico, claro, eu tive a sensação de que estava lendo algo que mesclava todos os elementos bons de trash movies como “Eu sei o que você fez no verão passado” (o primeiro), “Carrie, a Estranha” (sem os lances paranormais) e até mesmo elementos de “O chamado” (essa parte é bem legal, e inclui um vídeo, embora seja diferente, totalmente diferente de “O chamado”, a menina do livro, a do diário, bem, não vou detalhar.. mas uma das personagens, digamos assim, tem sua descrição como sendo praticamente uma clone da Samara Morgan. Só que, no livro da Gretchen, pelo menos eu senti que os elementos que tornam os filmes citados meio pelegos não estão presentes.
Quer saber mais? É só continuar lendo depois da quebra.
Bem, Gretchen conseguiu fazer uma narrativa daquelas que fazem com que a gente vá virando uma página atrás da outra e logo, sem nem nos darmos conta, estamos perto do final. Uma festa cheia de adolescentes em uma ilha. Creepy, extremamente creepy.

Meg e seu relacionamento de codependência com a amiga Minnie. Como dava raiva dela. A própria Minnie e sua megalomania. Outras garotas cheias de obsessões. Os meninos. Cada um com seus defeitos. Todo mundo ali reunido tinha feito algo de “ruim” para uma pessoa específica, a dona de um diário que Meg encontra. Será que essa menina não teria morrido realmente e estava se vingando? Será que alguém do grupo deles era o assassino? Desde o começo, minhas desconfianças foram mudando de um personagem para o outro, mas não consegui acertar quem era.
Esse é um ótimo livro para fãs de slasher movies. É claro que os motivos da vingança são clichê. Não espere coisas mirabolantes. Como eu disse, nem é justo comparar esse livro com algum da Agatha Christie. E por isso mesmo, eu repito: é um livro para fãs de slasher/horror/thriller (teen) movies. Não que isso seja ruim. Guilty pleasure ou não, por exemplo, eu adoro “Eu sei o que você fez no verão passado” (o primeiro) e os 4 filmes da série “Pânico”, só para citar dois exemplos. E muita gente morrer. Muita. Gente. Morre.

Minha nota final são 5 “slashes” de tinta vermelha na parede. Dentro do conceito da história e da proposta do livro, ele é excelente.
Algumas quotes selecionadas para vocês ^^
Meg recognized the sharpness in Minnie’s voice. It usually signaled a rapid change in Minnie’s mood, which happened too frequently these days, especially when she stopped taking her antidepressants.
The unspoken words hung in the air like stale cigarette smoke. Meg had been the reason for Minnie’s fall from grace in the greater Seattle junior high social scene.
“It’s not the middle of nowhere. Half of Seattle has summer homes on the San Juan Islands. And we were not going to tell our parents.”
People would kill for an invite. So what if her parents didn’t know where she was? That was the fun of it, right?

“We are friends”, she said. “And we’ll have fun this weekend. I promise.” Even if I die trying.
“Well, if this is a horror movie, you’re the first one to go. The black dude’s always the first one to die.”
On the crisp white wall next to the coat pegs was a huge slash mark in dripping red paint.
Accidents seem to happen to people who were mean to her.
The mysterious red slash and the freaky DVD. Were they all just coincidences or were they somehow related? And if so, how?

The boat was painted white – like the house – with its name painted in bright red letters up near the bow: Nemesis. (…) “Creepy name for a boat.”
With her mood sinking faster than the Titanic, she made her way to the front of the house.
There wasn’t enough antibacterial soap in the world to wash away the feel of that house.
What they had to do now was figure out a way to survive until morning.





















































