Resenha do livro: Fiquei com o seu número – Sophie Kinsella

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Incrível! Na página 2 eu já me apaixonei por esse livro! Poppy “perdeu” o anel de noivado e pensa em agir como Poirot (detetive famoso dos livros da Agatha Christie, para quem não sabe) – ela se pergunta “O que Poirot faria?” Só que, segundo ela mesma, ele não bebeu provavelmente para usar seu cérebro para solucionar o Assassinato no Expresso do Oriente! Hehe

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E… uau! Como a Poppy sofre com a família do Magnus, eles parecem um porre, só que, desde o começo, eu acho o Magnus o mais chato de todos, com aquela de ser um gênio e ter uma noiva que não é e nunca a defender… ahhhh… Eu adorei quando Sam ajudou a Poppy ao telefone no jogo com aquele povo pedante e… espera, estou me adiantando, o que já é um (terrível) costume meu!

Vamos ver porque eu adorei e dou cinco estrelas (ou cinco celulares perdidos hehe) a esse livro da Sophie Kinsella.

Eu marquei muitas citações. Muitas. Esse livro é adorável. Ele é meio grandinho, então pode assustar um pouco o leitor, mas depois que Poppy finalmente conhece Sam pessoalmente, o dono do celular que ela encontrou no lixo, a história se desenrola com tanta desenvoltura e é tão legal que vamos virando uma página atrás da outra para conhecermos o final da história.

É uma ótima função do celular. Funciona como acompanhante.

Quantas pessoas você já tratou? Centenas. Você diminuiu a dor delas. Tornou centenas de pessoas mais felizes. Antony Tavish já fez alguma pessoa ficar mais feliz?

Agora, sei como os cães farejadores devem se sentir nos aeroportos.

– Nunca vi ninguém dividindo um celular antes – diz Marco. – Isso é doentio.

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E se vocês acham que, por ser um chick-lit, o final é bem previsível, bem, eu achei que a Sophie Kinsella conseguiu tornar um pouco imprevisível o que seria previsível. É, eu amei o final desse livro que mistura humor, que fala sobre inseguranças, e até mesmo que mostra que não é preciso ser um gênio para ser importante para a sociedade.

As reviravoltas na história são bem legais, a própria família dos Magnus não é exatamente o que aparenta ser, e o Magnus em si, bem, ele é um idiota ainda maior do que eu achava no começo. Mas, para não correr o risco de entregar a história aqui, não vou tecer comentários demais.

Na escala de desastres, não é um dos maiores. Não é dos maiores. Um dia espero que eu me lembre desse momento, ria e pense: “Ha, ha, como fui boba em me preocupar…”

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Esse é um livro perfeito para ser lido quando se espera um final feliz e soluções bem pensadas para os problemas dos personagens. Desde que a Poppy perde o tal do anel e encontra no lixo um celular da empresa de Sam, ela acaba sendo levada a dar uma de Poirot, mas não em relação a seu anel de noivado, e sim em relação à empresa do Sam.

O que Poirot faria? Poirot não correria de um lado para o outro em pânico. Ele manteria a calma e usaria as pequenas células cinzentas para se lembrar de algum pequeno e crucial detalhe que seria a pista para resolver tudo.

Quero agarrar o saco de lixo e fazer uma perícia forense no conteúdo usando pinças.

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Eu amei a narrativa, como disse, depois de determinado ponto, não há como parar de ler, e você vai acabar terminando a leitura em poucas “sentadas”. No final do livro, dá um pouquinho já de saudade desses personagens tão incríveis criados por Sophie Kinsella, especialmente Sam e a própria Poppy. O jeito “desajeitado” dela, a forma como ela faz coisas “erradas” que acabam dando certo, é tudo muito divertido, e é legal ver como a insegurança dela vai se desfazendo com o decorrer da história. Os personagens apresentam uma evolução, bem, os personagens mais adoráveis pelo menos, e, como mencionei acima, a família de Magnus guarda boas surpresas.

Os personagens são adoráveis! Sophie criou um grupo de personagens com característica singulares de cada um, até mesmo aqueles que aprecem odiáveis a princípio.

Eles têm supercérebros. São a versão acadêmica de Os incríveis.

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As mensagens de Sam estão misturadas aleatoriamente com as minhas, e isso é bem estranho. Passo por duas mensagens minhas, umas seis de Sam e outra minha. Todas lado a lado; todas coladas entre si. Nunca compartilhei uma caixa de entrada com ninguém na minha vida. Eu não esperava que a sensação fosse tão… íntima. É como se de repente compartilhássemos uma gaveta de roupas íntimas ou algo parecido.

Eu gargalhei altíssimo com a obsessão de Poppy por dentes e quando ela enviou fotos de dentes podres para o Sam! Hilário!!! Esse livro tem todos os toques de uma comédia romântica inteligente e bem arquitetada. {Vi algumas pessoas comparando a graça da história desse livro com “A probabilidade estatística do amor à primeira vista”, que não li ainda, mas que está na minha lista de desejos.} Estou me perguntando porque não li ainda mais livros da Sophie Kinsella. Até agora eu tinha lido apenas os dois primeiros livros da Becky Bloom, mas já me sinto totalmente propensa a arrumar outros livros da autora. Eu poderia falar mais e mais e mais sobre esse livro lindo e incrível, mas sugiro que vocês se deliciem com as citações que separei e corram atrás dele o mais rápido possível. ;) – E as notas de rodapé são um adendo excelente e cômico à narrativa.

“Frase que, na verdade, eu nunca falei. Assim como Humphrey Bogart nunca disse “Toque de novo, Sam” em Casablanca. É uma lenda urbana.”

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Essa é uma das notas de rodapé da Poppy. Que me fez lembrar de que a frase “Luke, I’m your father” também foi misquoted desde… sempre! ;) As notas de rodapé da Poppy tornaram a narrativa tão mais divertida, como se já não fosse legal o bastante! <3

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Ah, e claro, eu ia esquecendo de dizer… não bastou Poppy ter perdido o anel… seu celular foi roubado no mesmo dia, pouco depois disso, na verdade, e foi daí que ela pegou o celular que foi encontrado no lixo. Assim… me faz me lembrar daquela palavra serendipity (que quer dizer capacidade de fazer descobertas valiosas por acidente!)  ;)

Meu celular é minha vida. Não existo sem ele. É um órgão vital.

Ele é meu companheiro. É meu amigo. Minha família. Meu trabalho. Meu mundo. Sinto como se alguém tivesse arrancado de mim os equipamentos que me mantêm viva.

Coisas jogadas na lixeira são lixo. Não são de ninguém. Foram descartadas no mundo. Essa é a regra.

Os rostos ao redor da mesa estão imóveis e de queixos caídos, como uma fileira de versões daquele quadro, O Grito.

É bem viciante ir descendo pelas infinitas trocas de e-mails para entender a história.

Quem compraria um broche feito de diamantes amarelos no formato de uma aranha por 12.500 libras?

– E-mails para um monte de destinatários é coisa do demônio. – Sam nem muda de tom. – Eu preferiria dar um tiro na cabeça a responder a um deles.

No fim das contas, esse foi um livro que amei ter lido, um chick lit, uma história contemporânea para quebrar um pouco o clima de terror, ficção científica e fantasia das minhas últimas leituras. Para quem gosta de uma boa história contemporânea e adulta, divertida e com romance, “Fiquei com o seu número” é uma excelente pedida. E me arrisco a dizer que até homens poderiam gostar desse livro, pegar escondido da namorada ou mulher e tal, apesar da capa cor de rosa hehe – porque, afinal, um executivo e uma fisioterapeuta dividem uma caixa de entrada de celular! ;)

Não tenho ideia do que dizer depois. Não falo japonês, não sei nada sobre negócios japoneses, nem sobre cultura japonesa. Além de sushi. Mas não posso exatamente ir até ele e dizer “sushi!” do nada. Seria como chegar perto de um executivo americano bambambã e dizer “hambúrguer”.

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A arte da capa é um show à parte, muito linda, não ficando nenhum pouco atrás da original. Assim como “Nada é para sempre”, de Ali  Cronin, essa história também se passa na Inglaterra, no caso, Londres, e eu adoro “viajar” com os contemporâneos por lugares diferentes dos habituais (i.e., Nova York e outras cidades dos Estados Unidos), tal como foi com “Anna and the French Kiss” e as “visitas” a diversos lugares de Paris.

Como a gente tende a ficar depois de ler esse livro….. Ah-mazing <3

Cinco estrelas ou cinco celulares perdidos para este livro! <3

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Written by Ana Death

Ana Death

You either die a hero or live long enough to see yourself become the villain.

  • http://twitter.com/vanwisnie Vanessa

    Outro livro da Sophie Kinsella entrando na minha lista de livros desejados junto com “Menina de vinte”! No ano passado foi a primeira vez que eu li um livro dela, “O segredo de Emma Corrigan”, e muitas vezes eu tive que parar a leitura para morrer de rir. “A probabilidade estatística do amor à primeira vista” também está na minha lista de desejos!

    • http://twitter.com/anadeathduarte ツ Ana Death Duarte ツ

      A probabilidade estatística… tá na minha lista tb XD

      E vários da Sophie XD Especialmente o Menina de vinte <333

      E quero achar o meu Avalon High! Não acho *chora*

  • http://whosthanny.com/ Thanny

    Ainda tenho minhas dúvidas, mas se for pra ficar igual ao gif no final do livro, acho que vou gostar HAHAHAHAHA (tenho que parar meu preconceito com chick-lit)

    • http://twitter.com/anadeathduarte ツ Ana Death Duarte ツ

      Perde o preconceito, mulé! Pelo menos com os da Sophie Kinsella, não teve um livro dela que já li até hj q me decepcionou!!!!!! <33333 É daqueles livros pra abraçar e ficar q nem o gif da foto <333

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