
Uma caçada no tempo. É com isso, mas não só com isso, claro, que nos deparamos nessa obra de H. P. Lovecraft. Já comentamos sobre o estilo do autor, como vocês podem ver na resenha de Nas montanhas da loucura, na resenha de Um sussurro nas trevas e na do O Caso de Charles Dexter Ward. Então, a princípio, vou me focar na obra em si, em mais uma bela tradução trazida ao público, dessa vez, em de “The Shadow Out of Time”.
A história lida com viagem no tempo, um tema que costuma ter muitos buracos, pois há diversos paradoxos que muitos autores não conseguem resolver em seus livros e/ou filmes sobre o tema. O que achei mais interessante é que são as mentes que viajam no tempo, no corpo de um hospedeiro, digamos assim, enquanto a mente original está no futuro, a mente do hospedeiro fica no corpo do hipnotista, no passado, e ambos vivenciam experiências, e quando a mente que foi ao passado volta para o futuro, sobram as pseudomemórias (que muitos de nós chamamos de déjá vu), que, nessa noveleta de Lovecraft, compõem grande parte do terror do personagem que vai descobrindo, aos poucos, que foi “tomado” por uma mente alienígena do passado. Terrível, não? Com uma boa mescla de histórias de ladrões de corpos, com a mitologia lovecraftiana dos deuses alienígenas, ela segue nos contando, em primeira pessoa, como de costume em suas obras, a história do homem que passou por tal experiência… como ela lida com isso? O que pode ser esperado dessa obra tão ousada, ainda mais para e época em que foi escrita? Leia mais a seguir.

