Megapromo de Fim de Ano 2011: Kits de livros, quadrinhos, action figure, brindes, etc. até dia 23 de janeiro de 2012

As renas estão todas bêbadas com eggnog… então seremos nós que ajudaremos a entregar os presentes! :-P

Nesse fim de ano, depois do nosso aniversário de 2 anos de blog, passamos de 400 mil visitas. Ganhamos uma hospedagem nova, novas parcerias, novos leitores e muitos amigos, claro. Ficamos bem contentes com a participação de todos, com o entusiasmo e tentamos sempre retribuir da maneira que podemos. Voltamos com uma megapromo, tão grande quanto a anterior. Ainda vamos ter uma montanha de resenhas e, é claro, mais uma promo inteirinha de brindes, marcadores e bottons por volta da virada do ano.

Cada 1 terá uma chance para ganhar cada item escolhido. Os participantes poderão escolher quantos itens quiserem da lista (ou todos, claro) e dizer o motivo porque desejam o item (pode ser breve, mas não muito). Só que, dessa vez, vamos facilitar as regras e acrescentamos uma coisa bem interessante:

Se você escolher mais de 10 itens da lista, terá 3 chances extras para concorrer a um item específico da lista que você mais deseja ganhar!

Aos “promonautas/caça-promoções”, esqueçam, caso seja descoberto que o perfil do ganhador do item seja exclusivamente (ou quase) voltado para promos, ele será desclassificado. Ou seja: mais chances para nossos seguidores que não fazem de promoções uma profissão. Boa sorte, pessoal :-D

Segue a pequena lista de coisas lindas que separamos pra vocês:

  • 1 Action figure da DC – Canário Negro
  • 1 Kit com um livro Morto até o Anoitecer e o chaveiro do livro Filha da Tempestade
  • 1 Capa protetora impermeável para proteger seus livros + 1 bloquinho
  • 2 Marcadores de livro de imã – Darth Vader e outro de Gato fofo
  • 1 Graphic novel do Mestre/Deus Neil Gaiman
  • 2 Graphic novels Guerra 1939-1945
  • 2 HQs de Calvin e Haroldo
  • 2 colares com pingentes de acrílico da casa Stark, de Guerra dos Tronos.
  • E, é claro os livros. Separamos 19 livros pra vocês!

Vamos lá? Não se preocupem que lá embaixo no post terá uma lista para vocês copiarem e colarem os itens nos comentários. Podem ler tranquilamente e selecionar depois os que mais curtirem.

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Resenha do livro: Amores Infernais

Vários Autores: Melissa Marr ― Gabrielle Zevin ― Scott Westerfeld ― Justine Larbaiester ― Laurie Faria Stolarz

Quando vi quem eram os autores dos contos desse livro, isso já me animou bastante. Fiquei curiosa para saber se o Westerfeld se copiaria, já que ele fez um conto distópico, por exemplo.

Livros “apenas” românticos tendem a me cansar. Isso é um fato inegável. Então, ao lerem a minha resenha de um livro cujo tema principal é um romance, é legal vocês terem em mente que não é meu gênero predileto, e minhas opiniões aqui são de quem realmente se surpreendeu com a obra.

O tema romance sobrenatural tem tudo para dar certo, se os(as) escritores(as) souberem conduzir a trama. E temos, em Amores Infernais, autores(as) muito bem sucedidos em seus contos/suas noveletas. Nada é exageradamente meloso, temos pontos de vista masculinos e femininos, o que é legal, porque torna o livro uma leitura agradável tanto para homens quanto para mulheres. É legal ver o ponto de vista dos meninos, e não apenas das meninas, em relação a seus sentimentos, e em Amores Infernais temos isso também.

Foi difícil decidir de qual dos 5 contos eu mais gostei. Decidi ler esse livro em exatos cinco dias, um conto por dia, pois achei que isso aumentaria o envolvimento com cada uma das histórias – e funcionou.

Os contos são mais longos do que o “normal”, então, ao menos para mim, eles se enquadram mais na categoria de noveletas. E, ao contrário de muitos contos que terminam deixando a gente com vontade de ler mais, parecendo que a história ficou incompleta, em Amores Infernais não é assim. Percebi que as histórias foram muito bem desenvolvidas, a ponto de produzirem uma sensação de encerramento muito boa ― e, claro, seria muito legal ler mais sobre aqueles personagens, aqueles mundos, mas isso não quer dizer que os contos terminaram sem pé nem cabeça.

Depois de terminar de ler os 3 primeiros contos, já havia decidido que o livro valia a pena. Mas o último conto, da Melissa Marr, autora de “Wicked Lovely”, acabou me envolvendo ainda mais do que o que eu havia amado antes. Como pode?

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Resenha da Graphic Novel: Sinal e Ruído – em capa dura – Neil Gaiman e Dave McKean

Essa é a minha segunda resenha de alguma obra do Neil Gaiman, depois do volume 2 de Coisas Frágeis. Sempre achei que teria muito mais dificuldade de escrever algo sobre as obras do criador de Sandman, porque, pelo menos de tudo que li dele até agora, há muito que se absorver, apreender, interpretar, e muitas vezes eu temia que as resenhas fossem ficar mais parecendo tratados, mas, afinal, além de dizer se uma obra é boa ou ruim, eu gosto de ver quais são os temas que ela aborda ― então, de agora em diante, vou passar a resenhar cada vez mais obras, tanto os livros quanto os quadrinhos, daquele que eu, admitidamente, considero meu autor predileto de todos os tempos. Porém falar de “Sinal e Ruído” não é uma tarefa fácil. Além de ter sido escrita por Neil Gaiman, ela foi criada em parceria com o também genial Dave McKean, e tem as marcas dos dois ― tanto do artista gráfico quanto do escritor.

Assim, em primeiro lugar eu tenho a dizer que a edição nacional da Conrad é linda. Ela tem as mesmas dimensões da versão importada {21,5 x 29,5cm}, e a tradução é bela, mantendo a poesia, a beleza tanto na narrativa em si quanto na escolha de palavras. Sinto muito prazer ao ler uma obra assim em português, especialmente quando é do meu escritor predileto. =]

Quem está acostumado com a arte de Dave McKean, seja por suas diversas obras em dupla com Neil Gaiman [como Sandman] ou em outros quadrinhos, como “Asilo Arkham” (em dupla com Grant Morrison), por exemplo, haverá de reconhecer seu estilo único em “Sinal e Ruído”. Estilo este que nos leva ao mundo não só do personagem principal, que descobre que [e isso não é spoiler] está morrendo de câncer quando estavam nascendo ideias para um filme sobre o suposto apocalipse que ocorreria no ano de 999 d.C. ― filme este que, segundo as previsões médicas, ele não dirigirá, pois já teria morrido, isso se conseguisse finalizar o roteiro. Não vou entrar em detalhes-spoilers sobre o andamento da história em si, mas passarei a abordar os elementos que compõem a narrativa e apresentarei os motivos pelos quais eu recomendo a leitura de “Sinal e Ruído” que, embora tenha um tom geral muito triste, é uma história belíssima que merece ser lida e relida.

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Conto: Lúcifer em Soberba versus Inveja VII.XIV.L.L.L.

Um conto de Ana Death

Lúcifer estava sentado à beira do mar, com seus longos cabelos negros presos, mesclando-se normalmente aos mortais que por ali passavam. Apenas outros caídos como Ele poderiam ver a marca que o distinguia…

E Ele pensava que este seria apenas mais um dia calmo desde que abrira mão de governar o Inferno. Não que só tivera dias calmos a partir de então, mas predominava a calmaria. Até que fora sugado, quase literalmente, por uma das mais antigas invocações.

* * *

Ele ainda se lembrava de quando havia caído, na Terra, e fora amparado por uma garotinha sem voz após ter sido apedrejado. Lembrava-se do dom que a ela concedera – o da cura – e de devolver-lhe sua voz que Deus havia lhe roubado. Eram coisas como essas que, após a guerra, fizeram com que Ele abandonasse o Inferno para viver na Terra.

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Parábola: Lúcifer, um amigo

Inaugurando a seção de ficção/contos do iCultgeneration, começamos com esta parábola, utilizando a mitologia cristã, aproveitando a época natalina, justamente para ajudar as pessoas a refletirem que o bem e o mal dependem muito dos olhos de quem os vê. Em breve também resenharemos A Batalha do Apocalipse por motivos similares.

Lúcifer viu-se num deserto, espáduas sangrando, corpo nu envolto em líquido vermelho, sentindo tanto quanto qualquer mortal o frio noturno e os grãos de areia das dunas penetrarem em seus cortes como finas adagas elaboradas pelo mais talentoso artesão, o Criador.

Aquele que era o portador da luz, o mais belo e o mais inteligente dentre os anjos, fora banido do céu e esperava menos da humanidade que lhe chamaria demônio do que ousaria esperar sequer uma centelha de luz vinda dos céus para salvá-lo.

Na noite fria, recém caído, temia por procurar abrigo entre os mortais. Dias foram passados; Lúcifer andava e, sangrando, procurava um lugar para descansar de seu tormento. Chegando a uma vila, após dias de exaustão, seu rosto banhado por lágrimas cor de vinho tinto era evitado por todos, homens e mulheres, que faziam o sinal-da-cruz à sua aparição e fechavam todas as portas, proferindo blasfêmias.

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