Resenha do livro: Minha Alma para Levar – Rachel Vincent

É bem provável que não só eu como vocês também, leitores, tenhamos lido tantos livros YA sobrenaturais… que precisamos de algum “quê” a mais para adquirir uma obra nova do gênero, não?

Pois bem, a Editora Harlequin está com uns lançamentos muitos legais, tanto em Fantasia (vejam a resenha de Estudos sobre Veneno, que já indiquei aqui pra vocês), e agora, vou trazer a vocês a resenha de “Minha alma para levar”. Um dos YA sobrenaturais que mais amei ter lido esse ano (e cuja autora já me conquistou, e já estou de olho em outra série dela, sobre werecats hehee)

Bom, a frase da Kirkus Review, dizendo “Os fãs de Crepúsculo vão amar” pode deixar vocês com pé atrás – se, assim como eu, também detestarem Crepúsculo, claro ―, mas não se enganem. Infelizmente, parece que virou moda comparar tudo com essa “saga”.

Pois bem, começarei essa resenha dizendo que, muito ao contrário de Crepúsculo, nossa heroína em “Minha alma para levar” não é submissa, não depende dos homens para fazer alguma coisa (embora ela seja esperta e saiba muito bem usar a ajudinha deles quando necessário hehe), aliás, ela não é chorona, reclamona… e a Kaylee não é ― pasmem! ― nem um pouco chata! Além disso, a visão de Rachel Vincent não e machista, o clima sexy entre Kaylee e Nash (que eu já falei pra Ziih que é um mocinho tão legal quanto vários da Meg Cabot ou mais ainda…) é encantador… e, embora esse livro lide com morte, posso afirmar que ele é relativamente bem feliz!

“Nash se afastou e me olhou, uma profunda necessidade fulgurando por trás de seus olhos. A intensidade daquela necessidade, a estonteante profundidade de seu desejo, me atingiu como uma onda na lateral de um navio, ameaçando me lançar para fora. Ameaçando me arremessar naquele mar turbulento, onde a corrente certamente me levaria embora.”

Sim, para fãs da mitologia celta/irlandesa, esse livro é um deleite. Temos as bean sidhes como personagens principais no livro, além dos anjos da morte ― e um deles, curiosamente, se chama Tod, que quer dizer Morte, em alemão.

“Anjos da morte não gostam que os outros mexam nos brinquedos deles.”

Querem saber mais? Perderam esse temor inicial de que poderia realmente ter algo a ver com Crepúsculo? Continuem a ler xD

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Resenha do livro: Deuses Americanos

AVISO AOS VIAJANTES:

“Deuses Americanos”, do Neil Gaiman, é praticamente um clássico moderno, e nesse ano ele completa dez anos de existência, além de ser ganhador dos prêmios Hugo e Nebula. Neil criou um mundo interessante nessa obra, mas devo adiantar a vocês que a história é bem triste… Ou seja, tem que estar preparado para lê-la, e não é de uma sentada só, já que o livro leva os leitores a refletir sobre diversos aspectos da vida, não só individual, como das pessoas como um todo.

O próprio autor faz uma advertência aos navegantes no início de seu livro, e vocês entenderão, após a leitura, o motivo pelo qual ele diz que “só os deuses são reais” nessa frase: “Nem é preciso dizer que todas as personagens, vivas, mortas ou mortas-vivas utilizadas nessa história são fictícias ou foram usadas em um contexto fictício. Só os deuses são reais.”

Deuses Americanos também pode ser entendido, sob determinado ponto de vista, como uma grande metáfora do autor inglês que mora e trabalha nos EUA. Assim como, em um sentido mais amplo, pode ser compreendido como uma história sobre como nós, humanos, vamos nos afastando não somente das crenças antigas, como vamos nos desapegando e, de certa forma também, vamos anulando parte de nossa história a cada era, que tende a, hoje em dia, ficar cada vez mais curta.

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Resenha do livro: Avatar – Os relatórios confidenciais do mundo de Pandora e Review do filme

Antes: “Avatar”, o filme.

Primeiro, nessa parte, vamos falar algumas das coisas não exploradas pelas outras reviews que encontramos para só então explorar a obra derivada, vamos passar pelos véus das aparências, indo além das influências óbvias de Pocahontas, viraremos essa caixa de Pandora de cabeça para baixo.

“Avatar” acabou se tornando um daqueles filmes do tipo “Ame ou Odeie” quando filmes com roteiros incrivelmente inferiores e mal-amarrados e sem base alguma chegaram inclusive a ganhar o Oscar de melhor filme, o que já não me espanta mais, pois isso vem acontecendo com uma incrível frequência.

Fiquei um pouco relutante de ver o filme depois de tanta propaganda negativa por parte de muita gente que achou defeitos onde não existiam, dizendo que o filme era cheio de clichês, e só os efeitos especiais que o salvavam, entre outros absurdos. Uma das coisas que me deu realmente mais agonia foi a crítica de que “Avatar tinha uma base maniqueísta, um vilão sem motivos, etc.” E foi, depois de tantas críticas negativas que resolvi finalmente assistir ao filme por curiosidade e, surpresa? Amei!

Sim, “amar, verbo intransitivo”*. Amei! Como verbo transitivo, amei o filme, a narrativa, as críticas a como o ser humano destrói a natureza para obter o que quer, invade terras alheias para tomar o que deseja, mesmo que tenha que destruir civilizações por causa disso. A história não é tão antiga assim.

O filme me fez lembrar imediatamente do discurso do índio, apelidado de Chief Seattle, da tribo Suquamish ao presidente dos Estados Unidos. É ensinado até hoje nas escolas, como forma de exemplificar o terror que o povo conquistado sofre em certos tipos de colonização. Embora o monólogo em si seja aproximado, pois uma das testemunhas foi a responsável por anotar o que foi dito e além disso havia sido traduzido por outra pessoa em mais um dialeto antes do inglês.

…Até mesmo as rochas, que podem parecer indiferentes e mortas, ou como o suor que cai no chão enquanto andamos pela costa sob o sol, estão carregados de memórias emocionantes eventos conectados com as vidas de meu povo, até mesmo a poeira em que você está pisando agora responde com mais afeição às pegadas nossas do que às suas, pois estão repletas de sangue de nossos ancestrais, nossos pés descalços são conscientes do toque favorável dele… – discurso do Chief Seatle

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Resenha do livro: Em busca de Merlim – A verdade por trás da lenda

“A verdadeira história de Merlim que os cristãos primitivos ocultaram.”

Como apaixonada pelas histórias dos druidas, dos celtas e sempre que posso leio livros sobre o assunto, ao ver esse título, ele me chamou a atenção de imediato.

Muita gente não faz a mínima idéia de que muita coisa – isso para não dizer praticamente tudo – da história dos povos pagãos foi modificada e/ou distorcida pelos cristãos.

Neste livro, temos comprovações históricas dos fatos. O autor buscou as verdadeiras origens não só de Merlim, como também do restante dos personagens que ele cita e explora em sua obra.

Tanto para quem tem interesse no tema, como quem curte uma boa abordagem histórica, uma pesquisa séria e interessantíssima sobre o assunto vai adorar esse livro.

Bem, esta desmistificação das lendas aparece logo no início deste livro, e o autor vai mostrando a verdade, os fatos históricos e os caminhos não só de Merlim como de outros personagens erroneamente disseminados pelos “contos” e relatos cristãos sobre esses personagens pagãos.

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Legend of the Seeker & RPG: Comparações e Curiosidades

Não contém spoilers!

Se você ainda não conhece a série, não deixe de vê-la “a qualquer custo”. Envie e-mails para a Warner, para a AXN ou para qualquer torre de observação da terra-média e implore e façam suas magias para que a coloquem no ar no Brasil o mais rápido possível. A série precisa de mais divulgação por aqui. Então façamos nossa parte!

Para quem não puder acompanhar de maneira nenhuma, fica a dica de ler pelo menos o primeiro livro da saga “Sword of Truth”, na qual a série foi inspirada, escrita por Terry GoodKind, sendo o primeiro, “Wizard’s First Rule” (lançado pela Rocco como “A Primeira Regra do Mago”. Infelizmente único publicado até o momento no Brasil). Goodkind escreveu essa saga, composta de 11 livros até agora. Vendeu 25 milhões de exemplares e foi traduzido para 20 idiomas.

Voltando à série, foi adaptada por Sam Raimi com o aval da emissora ABC. Isso mesmo! O criador de Homem-Aranha (o filme)? Sim… quer dizer, não! Não que Homem-Aranha não tenha sido um bom filme… Uma de suas obras memoráveis é o Ultra-Mega-Clássico-Cult-B-de-Terror-Zumbi “Evil Dead – A Morte do Demônio” e suas continuações, além de Hércules – a série, “Xena, a Princesa Guerreira” e também, recentemente, encarregado da adaptação do fantástico MMORPG: World of Warcraft (vulgo WoW) para o cinema (em produção).

Levando em consideração Xena e Hércules… o leitor é levado a concluir:
Então isso ficou “pelego”? Por que deveria então ver a série?

Portanto, resolvi fazer esse review-artigo exaltando alguns detalhes cruciais para quem ainda tem dúvidas e experimentem um pouco da qualidade desse trabalho.

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Resenha do livro: Marcada – House of Night

Editora Novo Século

Bem, o que falar sobre uma série de livros que já ultrapassou 3 milhões de vendas no mundo? Vou começar dizendo que, ao contrário da “saga” Crepúsculo, a House of Night (Morada da Noite) é realmente boa.  Não contém spoilers!

Comecei a ler “Marcada”.. já havia ouvido falar bem, mas nada como a nossa experiência! Poderia continuar com “Malditas!” – as autoras fazem uma história que vai muito além de uma simples história de vampiros para adolescentes. A leitura prende, os elementos da cultura cherokee, além da crítica ferrenha à religião monoteísta e ao fanatismo que está marcada com o Povo de Fé, de uma hipocrisia sem tamanho!

Os atores e atrizes mais bem-sucedidos do mundo eram vampiros. Os vampiros dominavam as artes, uma das razões pelas quais tinham tanto dinheiro – e também um motivo para que o Povo de Fé os considerassem egoístas e imorais. O Povo de Fé assistia seus filmes, suas peças, concertos, comprava seus livros e sua arte, mas ao mesmo tempo falava mal deles e os menosprezavam, e Deus era testemunha que jamais se misturariam a eles. Hello – alguém falou em hipocrisia? – Zoey Redbird

Mas estes elementos, assim como os personagens nerds, não estão no livro por mero acaso, nem só para arrecadar fãs unindo elementos que estão “na moda”. Não, as referências nerds.. bem, quem é nerd sabe, a gente sempre enfia uma frase de um filme ou de uma série predileta em nossas falas na vida real, sai por aí com uniforme de Star Trek, etc., mas voltemos à trama.

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Curiosidades sobre Angus Young & AC/DC

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O AC/DC está pra pisar em solos brasileiros e resolvemos contar algumas curiosidades (algumas já conhecidas, mas outras, tenho quase certeza que não!) Começarei pela provavelmente desconhecida ou menos conhecida…

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“Angus” é o nome do ‘Deus jovem’ dos Celtas, o representante da eterna juventude, do amor e da beleza. “Young” quer dizer jovem em inglês.

“Angus, o “deus jovem”, é o expoente da eterna juventude, do amor e da beleza. Como seu pai, tem uma harpa. Mas a sua é de ouro, a de seu pai é de carvalho. Sua música é tão doce que quem a ouve não pode resistir ao seu encanto e o acompanha.”(*)

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Os Druidas na Sociedade Celta

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Normalmente é do senso comum encarar o papel dos druidas na sociedade celta como sendo fundamental para sua organização , ao ponto de quase fazer de sinônimo druídico como sendo “celta” por definição. Ora, se não vejamos :

Em primeiro plano o druidismo parece ter sido mais uma tradição gaulesa levada as ilhas britânicas do que propriamente algo criado lá e “exportado” para as vizinhanças, nesta perspectiva na origem deve ter mais haver com os Ligures ( povo de origem mediterrânea ) e ter sido por sincretismo associado as crenças celtas e de lá difundido principalmente pelos Parisi. Logo é de supor que haveria um hipotético período anterior ao contato com os Ligures onde a cultura celta era organizada com elementos não-druidico.

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