Resenha do livro: Festa no Covil e Entrevista com o autor Juan Pablo Villalobos

Esse “livrinho”, com pouco mais de 90 páginas, não só me cativou, como me fez lê-lo “de uma sentada só”, como dizem por aí.

Quando li a sinopse e o primeiro capítulo, já vi que desejaria muito ler esse livro. O clima me lembrou muito filmes como Machete, Mercenários, a 3a temporada de 24 Horas, e muitos filmes sobre narcotráfico que envolvem especialmente mexicanos dos anos de 1990, claro. Mas o diferencial desse livro é único, e não é o sarcasmo e nem o humor negro: é a narração do ponto de vista de uma criança!

Resolvi fazer essa resenha alguns dias depois de ler o livro para me distanciar um pouco do efeito “uau” que senti logo depois da leitura. Continuo dando nota máxima para o livro, mas me recordei de algumas coisas interessantes.

Uma amiga minha, na maior inocência, deixou passando o filme “O Corvo” enquanto a filha de 3 anos (muito inteligente, mas, ainda assim, uma criança bem novinha) estava na sala com a gente, logo, vendo o filme… Depois de um tempinho, a menina veio até mim perguntar “Por que, se o cara lá é do bem, ela mata um monte de gente?” (referindo-se ao Eric Draven), e eu expliquei a ela, dando vários exemplos do próprio filme ― foi complicado, viu! ― que as coisas não são exatamente “preto-no-branco” e que existem os tons de cinza e nem tudo se divide entre “bondade” e “maldade”. Claro que expliquei em termos menos acadêmicos e mais adequados ao entendimento dela e deu certo. Mas, de modo geral, o pensamento de uma criança é sim desse jeito: bem e mal, sem as escalas de cinza que vamos aprendendo a discernir quando vamos crescendo (não apenas em idade e sim também com experiências).

Esse exemplo foi para apresentar a idéia do livro: o filho de um jefe do narcotráfico, um menino que se sente um príncipe solitário e que conhece poucas pessoas, pelo medo que o pai, lógico, de seu “trabalho” atingir o filho… Vemos todo o desenrolar da história da história sob a óptica dele, e seu desejo pelos hipopótamos anões da Libéria, e seu sarcasmo infantil, e as atitudes adultas ― boas, redutoras, péssimas, necessárias, tudo o que forma o mundo como ele é ― tudo isso sob esse prima do menino e, entre sorrisos e gargalhadas mesclados com aquela pontada de dor no coração toda vez em que somos lembrados de que a narrativa é feita por uma criança e aquilo dá uma certa dor…

Detalhe do relevinho aveludado da parte preta da capa:

“Aliás, os hipopótamos anões da Libéria são máquinas silenciosas de devorar mato. O nome disso é ser herbívoro, um comedor de ervas.”

Eu ia entremear essa resenha com as citações {já adianto que selecionei mais de 100… mas não é justo com vocês, heheh, seria roubar a surpresa geral colocar tudo, então vou me limitar a umas 10, o.k.?}, mas vou colocar abaixo de tudo a amostra do primeiro capítulo e entremear as citações com a entrevista com o próprio autor, vamos lá?

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Resenha do livro: Emergência – Neil Strauss

O que faz uma pessoa continuar em seu país natal, mesmo sabendo que ele está à beira de um colapso? Ou pior… se tiver abandonado seus cidadãos à própria sorte?
Como uma pessoa que está habituada a viver em uma cidade pode sobreviver no caso de um governo parar completamente todos os serviços essenciais?
Quantos dias você aguentaria sem o serviço de luz, de água, de telefone, de internet?

Pois é, ao contrário do que pode parecer, esse não é um livro distópico, Neil Strauss, o autor do livro, descreveu em suas páginas coisas que ele realmente fez. Neil era um cara comum, relativamente conhecido em sua área com contatos bem importantes e influentes no jornalismo musical, e fazia entrevistas, além de escrever para colunas de jornais. Também chegou a lançar alguns livros, mas nenhum tendo a ver com o escopo de “Emergência”, o que torna tudo mais impressionante, pois ele acaba querendo dizer que se ele pôde fazer tudo que descreve nesse livro, você também pode.

Ao olhar para a jornada dele depois de terminar de ler o livro, leva a gente a refletir um pouco sobre a vida que levamos. Que viagem impressionante!

“E como o futuro é desconhecido, não importa o quanto as coisas estejam bem ou mal hoje, ele será sempre uma ameaça. Portanto, no fim das contas, só o que acontecerá amanhã poderá determinar o que é paranoia e o que é bom senso. Você só é paranoico se estiver errado. Se estiver certo, é um profeta.”

Vamos lá?

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Coluna: Polêmicas #1 – Sobre a sinceridade nas resenhas e as parcerias com editoras

Achei importante falar sobre isso, então, aqui estou eu.

Vou começar tecendo alguns comentários gerais. Como, por exemplo, esse lance de “parceria”. Sim, muita gente que não tem blog pode nem entender como isso funciona no geral, e como funciona aqui com a gente. Muita gente se pergunta: “Se os blogs recebem esse livro de graça, é claro que não vão falar mal, porque senão não vão ganhar mais livros, não é?”

Infelizmente, com alguns blogs é assim. Mas, felizmente, pelo que já vi na Internet em geral, não é assim com todos. Credibilidade é algo difícil de se conseguir? Sim. Especialmente quando as pessoas sabem que você ganhou aquele produto. Porque seja livro ou brinquedo, bem, é um produto.

Nós realmente só publicamos resenhas de livros de que gostamos. Eu, Ana, se não gosto de um livro, nem consigo terminar de lê-lo. Se li até o fim, o livro vale a pena. Se o recomendo aqui, é porque a “nota” dele foi acima de 3. Já vou entrar em mais detalhes.

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Resenha do livro: O Livro Maldito – Tudo que você precisa saber se não for um mané

“O Livro Maldito”, como possa classificá-lo? Defini-lo?

Quando vi que esse livro seria lançado aqui no Brasil, fiquei, no mínimo curiosa. Sua leitura é bem rápida, dá para ler em um dia, na verdade, em poucas horas. Alguns capítulos, cheios de dicas de como cometer “deslizes”, são realmente hilários. Há alguns pontos, por outro lado, que haverão de fazer com que você, leitor, tenha medo e entre, talvez, em paranoia, por saber que está sendo vigiado, que seus dados pessoas podem ser usados por criminosos e uma série de coisas que parecem muito divertidas… quando são feitas com outra pessoa, claro, e não quando você é a vítima.

Se eu recomendo a leitura desse livro? É claro! Afinal, conhecer formas de driblar a lei e de cometer crimes não é crime. E se os bandidos conhecem tais métodos, não deveríamos conhecê-los também? No mínimo para saber do que pode ser feito conosco e/ou em nossa sociedade. Pois, embora alguns dos “atos de maldade” deste livro sejam, de modo geral, bem inofensivos, já alguns que podem deixar você, leitor de cabelo em pé e fazer com que fique mais alerta em relação ao mundo que o cerca.

Se você é uma pessoa que não gosta de ser lembrada de como o mundo e as pessoas são cruéis, essa não é uma leitura que vai lhe agradar ― afinal, como consta no aviso da capa, este não é um livro para pessoas politicamente corretas, certo? Bem, depende… Uma pessoa politicamente correta talvez fosse gostar sim de saber como é possível que seu cadeado tenha sido tão facilmente aberto e/ou como seus dados pessoais foram parar nas mãos de algum trambiqueiro e… sim, esta é uma leitura altamente recomendada a vários tipos de pessoas. Pois ele não serve apenas como um manual de como cometer atos ilícitos – ele serve também como um guia para que saibamos como tais atos ilícitos podem ser cometidos e para que fiquemos precavidos.

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