Coluna: Ensaios Literários #1: Comparativo entre Romance Negro e o Barril de Amontillado

Uma cilada do Destino

O próprio eu criminoso desvenda aos olhos do outro o seu crime: o jogo lúdico é mudado em suas regras.

Segundo B. Narcejac, em sua teoria sobre o romance policial, Édipo ante a Esfinge foi colocado na situação de um policial que deve, sob pena de morte, raciocinar depressa e precisamente. Ele viveu um romance policial, mas tateando, representando, por assim dizer, um mimodrama.*

Poder-se-ia afirmar que há reminiscências de elementos da tragédia grega nos romances policiais. A cilada que os deuses criam para sua diversão, opondo vidas, enredando-as em suas teias complexas, tecidas, às vezes, com fragmentos de outras existências, destruídas ou parcialmente transmutadas.

Primeiro ponto de questionamento seriam todos os mistérios solúveis?

O homem, como ser humano, é de natureza imprevisível, consistindo-se, em essência, em um mistério indecifrável. Todavia, a ciência vê o homem como máquina e, por conseguinte, parte da engrenagem do mundo. So

b o prisma de Narcejac, “o homem é, portanto, desmontável. Seus raciocínios são associações de ideias; suas ideias provêm de suas imagens; suas imagens são espécies de átomos ligados mecanicamente entre si, conforme as leis da semelhança, do contraste e da contiguidade. Quem sabe aplicar corretamente essas leis sabe ao mesmo tempo decifrar o homem.”

Seria então o ser humano exposto à descoberta. Por ser máquina, não poderia, milimetricamente, ser programado para conceber o “crime perfeito”.

Continue reading

Resenha do livro: Os homens que não amavam as mulheres – Stieg Larsson

Bom, vou começar a minha resenha deste primeiro livro da trilogia Millennium falando sobre como não tive interesse de lê-lo a princípio, e, depois, como ele me cativou.

No ano passado, ouvi muito falar de um “tal” filme sueco chamado “Man som hatar kvinnor” (o nome original em sueco ― depois falo sobre isso) e fiquei com os dois pés atrás de vê-lo porque tem algo que odeio (e quem gosta? Só se for um ser sinistro e repulsivo): estupro.

Bom, enrolei, enrolei, enrolei… Mas num belo dia fui convencida a ver porque a Bárbara do NUPE disse que o filme não era só sobre isso… e não é mesmo! Mas não se iludam, não é só sobre estupro, mas sobre ódio de homens por mulheres, o que acontece na Suécia, sim, mas que também acontece em outras partes do mundo, então seria muita ingenuidade achar que é um problema só deles… Também será publicado aqui outro artigo sobre os filmes sueco e americano, então aqui vou me concentrar no livro em si.

O livro é muito mais do que um livro sobre estupro, embora Stieg tenha escrito a trilogia numa forma de “redenção” por não ter ajudado uma garota que fora estuprada. Ele também era jornalista, assim como o personagem principal, Mikael, então podemos especular que a trilogia “Millennium” seja um “What if…?” do que poderia ter acontecido se tivesse ajudado a garota. Stieg Larsson era editor-chefe da revista Expo e um líder-especialista no tocante a extremistas antidemocráticos de extrema direita e organizações nazistas. Morreu em 2004, logo após entregar para publicação os manuscritos dos três livros que compõem a trilogia “Millennium”. Mas a história é bem mais complexa do que aparenta o primeiro volume.

Vamos lá?

Continue reading

Coluna: 3 Livros legais que encontramos para vocês #3

Vocês se lembram da nossa coluna de indicação de 3 livros? Vamos mudá-la um pouquinho, mas elas continuarão aqui. Dessa vez incluímos notas também, mas sem as imagens, por ser uma coluna e mais “rápida” e terá ao menos uma citação e uma curiosidade no final de cada indicação.

Os 3 livros indicados nessa coluna dessa vez são da mesma editora, no caso, a Galera Record.

O primeiro tem a ver com a Dominação Distópica, o segundo, com uma série de TV (o.k., o primeiro também, hehe) e o terceiro… bem, é da Meg. Porque eu simplesmente não poderia deixar esse livro de fora.

Vamos lá?

The Walking Dead – A Ascensão do Governador

Como começar a falar sobre The Walking Dead? Bem, acho que foi no comecinho de 2010 que devorei os quatro primeiro arcos das HQs. Drama com zumbis? Fiquei meio cética a princípio, mas cedi, li os primeiro 4 arcos e… bem, como eu gostaria que fosse a Galera Record que detivesse os direitos de lançamento dos quadrinhos também, pois a HQM, além de atrasar os lançamentos, não reedita os primeiros arcos (eu tentei achar para amigos, e nem em sebo encontrei… e imagino que, se achasse, estaria com um preço altíssimo, pois está “em falta”).

Ou seja, eu li até o arco 4 dos quadrinhos, que me deu uma sensação de encerramento ali, mas não vou dizer o motivo, afinal, é spoiler, e todo mundo aqui já deve estar cansado de saber que odeio ler e contar spoilers, né? ;)

E é aí que entra The Walking Dead – A Ascensão do Governador. A história se passa durante os acontecimentos entre as primeiras edições até o quinto arco, onde é apresentado o Governador em seu máximo “potencial”, digamos assim.

Mas não se descabelem, para quem acompanha a série de TV (que já digo que é bem diferente dos quadrinhos, que são muuuuito mais impactantes, inclusive fizeram uma mudança meio moralista demais na série de TV… novamente, não posso falar, mas mencionar, eu posso ;p), esse livro também é indicado.

Na verdade, ele é indicado para pessoas com estômago muito forte, pois ele tem, além de zumbis, mortes, estupro… Temos os tipos clássicos: o religioso, o guerreiro, o indefeso, aqueles que têm, mesmo que a princípio, dificuldades de matar… e muito mais coisas feias que os seres que se dizem humanos fazem em situações críticas. Há algumas belas, como a que citarei abaixo.

Uma coisa que curti muito foi isso: por ficar constantemente para trás na hora das brigas com os zumbis, um dos personagens acaba tendo de cuidar da sobrinha, e criam o código “longe”, a palavra que indica à menina quando deve fechar os olhos e tapar os ouvidos, evitando assim ter que ver e ouvir as carnificinas. Isso acaba por fazer uma referência de um arco da história dos quadrinhos lá pela edição 10. Esse tipo de cena revela o lado que puxa para o Drama e que é uma das características mais marcantes dos quadrinhos da franquia, assim como o contraste com a maldade humana revestida em pele de cordeiro. Infelizmente não podemos entrar em mais detalhes, para não estragar totalmente a história para vocês.

Continue reading

Resenha do livro: Sabor de Sangue e Chocolate – Helena Gomes

Bem, vou começar essa resenha dizendo que esse foi um dos melhores livros que li esse ano, o que vocês podem estranhar, já que estamos apenas no começo do ano… mas já li MUITOS livros bons nesse ano, apenas um mais ou menos.

Posso dizer também que foi o melhor livro que li da Helena Gomes e, melhor ainda, esse é um livro que ela escreveu sozinha, sem ser co-autora. Ou seja, o mérito é todinho dela. Quando comecei a ler Sabor de sangue e chocolate, achei que fosse gostar dele, sim gostar, mas não amar… E o livro já começou me fascinando, ainda mais que ela usou a música “Under Pressure” (Queen + David Bowie) para situar Alex, um dos personagens mais legais da literatura (não só YA, mas da literatura em si).

E foi muitíssimo legal saber que ela conecta essa ligação de “Under Pressure” com a história de Alex e não é apenas uma música aleatória. :-)

Sabor de sangue e chocolate é sobre sangue, chocolate, magia, vampiros, seres alheios à criação ― na verdade, seres que existiam em religiões anteriores à imposição da cristandade e muitos que foram demonizados depois disso.

Há um serial killer à solta, meninas viciadas em vampiros… mas não há vampiros. Para quem está de saco meio cheio de histórias de/com vampiros, tive que avisar para não fugirem desse livro magnífico. Mas também não vou contar qual é o ser bem pouco usado na literatura sobrenatural que a Helena usou magistralmente nesse romance que me fez percorrer uma trilha cheia de emoções, suspeitas, alegria, tristeza, romance, tristeza.

Continue reading

Porque leio alguns tipos de livros e outros não e o que me faria reconsiderar uma decisão

Olá! Me chamo Marcela, faço Produção Editorial na UFRJ, o curso mais legal do mundo <3, e gosto tanto dos livrinhos que quero ficar perto deles até na hora de trabalhar e estudar. Sou fã do iCultGen e hoje vim aqui falar com vocês, leitores lindos! Ai, que emoção! *-*

Vou falar um pouco sobre algo muito agradável: paixão… por livros! As diversas formas de gostar dos diversos livros que tem por aí.

Eu sou apaixonada por livros e talvez só exista uma coisa de que eu goste mais do que ler: comprar (livros)! Passo deliciosas horas folheando-os, mas, parando pra pensar, acho que passo ainda mais tempo bisbilhotando livrarias, blogs, catálogos online e tudo que mostre muitos e muitos livrinhos! A graça não é bem comprar, mas, antes de tudo, descobrir coisas novas!

Sabe, essas coisas… não consigo passar por uma pilha de livros sem virar o pescoço pra dar um espiadinha. Ou por um shopping sem dar um pulinho na livraria. E, melhor ainda, quando estou no ônibus, e tem alguém lendo do meu lado, me desdobro toda para descobrir qual é o livro!! Esse é o passatempo preferido da minha viagem! Quando tem algum livro por perto, quero sempre dar uma olhadinha pra saber se é alguma novidade pra adicionar na lista!!

É muuito gostoso descobrir um livro novo, que você não fazia ideia que existia e é adorável, de um gênero que você ama, ou de um autor que você não conhecia e faz muito seu estilo. E na maioria das vezes, tenho vontade de comprar todos!

Às vezes até sem nem saber do que se trata, só de olhar o título, a capa, uma notícia de lançamento e tun tun tun, o lugarzinho reservado aos livros no coração já começa a bater e bombear sangue para todo o resto do corpo e  SAI DA FRENTE QUE EU QUERO. Será que vocês me entendem? Por acaso é assim com vocês também? ;P

Continue reading

Review do filme: As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne

Tive meu primeiro contato com Tintim nas tardes da TV. Assistia à animação sem perder nenhum episódio. Cheguei a ver em torno de 3 vezes cada um. Demorei um tempo até descobrir os quadrinhos e começar a lê-los um por um.

Todos têm algum motivo em especial para gostar da criação de Hergé. Tintim é carismático, protetor, um bom amigo. É um jovem repórter que não tem medo de ir atrás dos bandidos e entra de cabeça em conspirações diversas, como tráfico de drogas, roubos e busca por tesouros antigos. Os problemas parecem que seguem Tintim, não importa aonde ele vá. Não adianta, ele sempre precisa descobrir a próxima pista.

O que mais se destaca no trabalho de seu criador é o zelo que ele teve com a escolha dos tons, do traço delicado. Um contorno minúsculo acima do olho e o personagem ganha uma nova expressão de espanto. Como todo bom quadrinista, Hergé conseguiu marcar para sempre seu nome na história das HQs.

Parte dessa fama e a legião de fãs que ela traz é o que torna uma adaptação como essa tão comentada na Internet. Vi muitos sites comentando que nunca chegariam aos pés do traço de Hergé, mas se esquecem que essa é outra mídia. Na verdade achei até que os criados do filme foram conservadores demais. Vamos falar nesse artigo então, quais foram os pontos mais altos do filme e quais foram as bolas foras também.

A convite da Companhia das Letras, fui assistir à sessão em 3D da sala IMAX do Shopping Bourbon de São Paulo. Nunca tinha ido lá. Fiquei surpreso, pois ver um filme em IMAX é muito envolvente (veja mais detalhes aqui), pois a dimensão extra ajuda bastante na imersão do espectador na ação do filme. Não se esqueçam de dizer nos comentários se já tiveram a oportunidade de assistir ao filme (ou se pretendem ir vê-lo).

Agora faremos uma pequena review do filme fusionada com a nossa coluna “Adaptações”, afinal, alguns filmes não podem ser discutidos sem comentarmos sobre as obras que deram origem a eles. Não se preocupem que tentaremos não entrar no terreno da criatura Spoiler.

Continue reading

Resenha dos quadrinhos em capa dura: As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham, O Terrível

Hergé era um artista bem habilidoso. Consegue exprimir emoções nos quadrinhos como ninguém. Ele criou junto com Tintim, em 1929, uma gama de personagens bem convincentes e cada um com seus trejeitos e histórias pessoais. Tintim deixou Hergé marcado para sempre na história e ganhou até um museu inteirinho dedicado a ele em sua terra natal, Bélgica, em 2009.

As histórias têm inspirações em sua vida pessoal, como vocês podem ver aqui, e são protagonizadas pelo jovem repórter Tintim. O mais legal é que as aventuras sempre começavam com uma inocência básica e envolviam o personagem na trama, conforme ele ia desvendando as conspirações e iam colocando-o cada vez mais em perigo e, além disso, sempre mostravam alguma coisa de outras culturas e diversos lugares do mundo, fugindo bastante do comum, principalmente para aquela época, como maldições Incas, o mistério do Homem das Neves, meteorito em alto mar, tesouro de piratas, roubos e até tráfico de drogas.

Continue reading

Megapromo de Fim de Ano 2011: Kits de livros, quadrinhos, action figure, brindes, etc. até dia 23 de janeiro de 2012

As renas estão todas bêbadas com eggnog… então seremos nós que ajudaremos a entregar os presentes! :-P

Nesse fim de ano, depois do nosso aniversário de 2 anos de blog, passamos de 400 mil visitas. Ganhamos uma hospedagem nova, novas parcerias, novos leitores e muitos amigos, claro. Ficamos bem contentes com a participação de todos, com o entusiasmo e tentamos sempre retribuir da maneira que podemos. Voltamos com uma megapromo, tão grande quanto a anterior. Ainda vamos ter uma montanha de resenhas e, é claro, mais uma promo inteirinha de brindes, marcadores e bottons por volta da virada do ano.

Cada 1 terá uma chance para ganhar cada item escolhido. Os participantes poderão escolher quantos itens quiserem da lista (ou todos, claro) e dizer o motivo porque desejam o item (pode ser breve, mas não muito). Só que, dessa vez, vamos facilitar as regras e acrescentamos uma coisa bem interessante:

Se você escolher mais de 10 itens da lista, terá 3 chances extras para concorrer a um item específico da lista que você mais deseja ganhar!

Aos “promonautas/caça-promoções”, esqueçam, caso seja descoberto que o perfil do ganhador do item seja exclusivamente (ou quase) voltado para promos, ele será desclassificado. Ou seja: mais chances para nossos seguidores que não fazem de promoções uma profissão. Boa sorte, pessoal :-D

Segue a pequena lista de coisas lindas que separamos pra vocês:

  • 1 Action figure da DC – Canário Negro
  • 1 Kit com um livro Morto até o Anoitecer e o chaveiro do livro Filha da Tempestade
  • 1 Capa protetora impermeável para proteger seus livros + 1 bloquinho
  • 2 Marcadores de livro de imã – Darth Vader e outro de Gato fofo
  • 1 Graphic novel do Mestre/Deus Neil Gaiman
  • 2 Graphic novels Guerra 1939-1945
  • 2 HQs de Calvin e Haroldo
  • 2 colares com pingentes de acrílico da casa Stark, de Guerra dos Tronos.
  • E, é claro os livros. Separamos 19 livros pra vocês!

Vamos lá? Não se preocupem que lá embaixo no post terá uma lista para vocês copiarem e colarem os itens nos comentários. Podem ler tranquilamente e selecionar depois os que mais curtirem.

Continue reading

No #NatalHarlequin, o iCultGen ganhará Supostamente Culpada, da Tess Gerritsen

Antes de colocarmos a tão esperada megapromo de fim de ano no ar, vamos dedicar esse post à editora Harlequin.

Quando a editora publicava apenas os bem conhecidos “livros de banca” e romances românticos, embora tenham um considerável e bem fiel público, eles não são o público alvo principal do nosso site, logo não tínhamos tantos motivos assim para fazer parceria com eles.

No entanto, a editora lançou uma linha inteira de livros de fantasia, thrillers e sobrenatural esse ano, atendendo também a  um nicho totalmente novo de público, e é claro que acabamos ficando bem animados, pois esse é o nosso público alvo, que acaba incluindo a gente, afinal acabamos comprando o livro Estudos sobre Veneno, aprovamos e depois decidimos embarcar na parceria.

Tivemos a oportunidade de ver o “Supostamente Culpada” na livraria, por exemplo, e posso adiantar a vocês que o acabamento do livro é lindo, a capa é perfeita.

A editora vai presentear cada blog parceiro com um livro escolhido nesse fim de ano, afinal também merecemos presentinhos, certo?

Trazemos aos leitores nossas opiniões mais sinceras dos livros que vamos lendo no decorrer do ano (sejam cedidos ou não pelas editoras, também publicamos coisas que compramos, ao contrário do que muitos pensam, compramos sim livros e os indicamos a vocês aqui).

Continue reading

Resenha do livro: Marina – Carlos Ruiz Zafón

“Marina” foi o primeiro que li do autor, mais conhecido pelo best-seller “A sombra do vento”. E já posso dizer que é um dos melhores livros que já li na minha vida. Me surpreendi de um jeito que eu não esperava, terminei as últimas páginas com lágrimas nos olhos, mas, embora o final seja bem triste, a beleza, as mensagens do autor e a poesia gótica da narrativa, tudo isso me encantou.

A princípio, fiquei me perguntando por que o livro tinha esse nome. E, quando comecei a ler a história, fiquei surpresa a cada virada de página, pois o encanto da trama ia surgindo aos poucos, e me conquistando, como se o livro flertasse com o leitor, encantando-o para depois jogá-lo em seu suspense com ações sórdidas e hediondas de algumas pessoas.

Mas, antes que você continue a ler a minha resenha, a minha dúvida inicial talvez possa ser a sua: Por que o livro se chama Marina?

Posso dizer, sem revelar muita coisa, para não dizer que não posso contar praticamente nada da história em si, pois para se bem apreciar esse livro, é o ideal que o leitor não saiba muito (ou praticamente nada) sobre a história em si. Mas, quando se chega nas últimas páginas, dá para entender perfeitamente o motivo pelo qual o autor deu o nome dessa personagem ao livro. Não poderia ser mais perfeito, mesmo não sendo tão comercial, esse título.

Continue reading

Resenha do livro: O Silêncio do Túmulo

Arnaldur Indridason nos mostra nesse belíssimo romance policial que a Islândia não é simplesmente um qualquer país da Europa, e sim o que o frio europeu pode trazer, um grande mistério que envolve muitas pessoas, principalmente as de um passado longínquo. Qual é a relação entre um esqueleto encontrado nos tempos atuais e essas pessoas? O Silêncio do Túmulo não é apenas um típico romance policial, aquele de descobrir quem é o assassino, o que levou essa pessoa a cometer esse crime, mas também o drama pessoal que as personagens sofrem durante toda a história. Posso dizer que alguns são muito tristes.

Digo a vocês que o livro começa de uma maneira muito tensa, acho que para algumas pessoas pode ser considerado asqueroso, nojento, doentio e etc. Acho que por esse começo, digo, primeiro parágrafo, me fez querer ler mais, saber realmente o que está por trás de tudo.

Como disse anteriormente, a história se passa na Islândia, mais especificamente em Reykjavík (a maioria dos nomes de lugares e das pessoas são muito difíceis de se pronunciar), onde várias histórias são contadas tanto no passado quanto no presente, mas todas ligadas de alguma forma; é claro que em toda história antiga sempre existem as lacunas é nessa hora que Erlendur e sua equipe de detetives e mais um equipe de arqueólogos entram em cena pra descobrir, pesquisar o motivo pelo qual aquele esqueleto estar enterrado em uma colina próxima ao um canteiro de obras.

Ele soube na hora que era um osso humano, quando o tirou das mãozinhas de um bebê que estava sentado no chão, mastigando-o.

Continue reading