
Hergé era um artista bem habilidoso. Consegue exprimir emoções nos quadrinhos como ninguém. Ele criou junto com Tintim, em 1929, uma gama de personagens bem convincentes e cada um com seus trejeitos e histórias pessoais. Tintim deixou Hergé marcado para sempre na história e ganhou até um museu inteirinho dedicado a ele em sua terra natal, Bélgica, em 2009.

As histórias têm inspirações em sua vida pessoal, como vocês podem ver aqui, e são protagonizadas pelo jovem repórter Tintim. O mais legal é que as aventuras sempre começavam com uma inocência básica e envolviam o personagem na trama, conforme ele ia desvendando as conspirações e iam colocando-o cada vez mais em perigo e, além disso, sempre mostravam alguma coisa de outras culturas e diversos lugares do mundo, fugindo bastante do comum, principalmente para aquela época, como maldições Incas, o mistério do Homem das Neves, meteorito em alto mar, tesouro de piratas, roubos e até tráfico de drogas.


Recebemos esse livro já faz um tempinho para análise e resenha, mas embora já tenhamos lido alguns arcos de quase todos os citados no livro, quisemos esperar para assistir a todas as novas adaptações dos personagens.






Essa é a minha segunda resenha de alguma obra do Neil Gaiman, depois do 
Maus: A História de um Sobrevivente (A Survivor’s Tale), é uma graphic novel publicada em 1986, escrita e desenhada por Art Spiegelman, com base nas histórias contadas pelo pai, judeu polonês sobrevivente do holocausto.
O que o torna especial diante dos infinitos relatos sobre o período, além dos traços marcantes do autor, foi a não omissão de detalhes, lembranças e gestos do pai do ilustrador na tentativa de torná-lo heróico ou qualquer coisa próxima a isso, mantendo-o e a todos que sobreviveram, como figuras essencialmente humanas, com defeitos, qualidades e naturalmente, traumas.
Além de não esconder detalhes sobre as histórias do pai, Art inclui também uma história que havia publicado anos antes onde ilustra um desabafo do próprio autor em relação ao suicídio da mãe durante sua infância.
Se você não curtiu o filme “Príncipe da Pérsia”, ou até achou legalzinho, mas poderia ser melhor… mas curte o jogo, histórias orientais, e uma história em quadrinhos com ótimo roteiro, bem desenvolvida e com uma leitura que flui, essa graphic novel precisa ir pra sua estante!
“Batman – Cacofonia”