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	<title>iCult Generation</title>
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	<description>Cultura Pop, Nerd, Resenhas de livros, Séries de TV e Artigos</description>
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		<title>Crítica do filme: Os Vingadores (The Avengers) em IMAX 3D &#8211; Sem Spoilers</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 01:07:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adaptações]]></category>
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		<category><![CDATA[Dominação Distópica]]></category>
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		<description><![CDATA[Primeiro vou fazer um breve relato da “saga” até eu finalmente conseguir ver esse filme em IMAX 3D&#8230; e ela começa com “Os Deuses Asgardianos me Odeiam, Eu Sou um Urso Polar e Vou Hibernar&#8230;” Era assim que eu me sentia a cada dia em que tentava, em vão, pelo esgotamento dos ingressos, pela bagunça nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-7169" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_1.png" alt="" width="480" height="200" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7174" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_21.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro vou fazer um breve relato da “saga” até eu finalmente conseguir ver esse filme em IMAX 3D&#8230; e ela começa com <em>“Os Deuses Asgardianos me Odeiam, Eu Sou um Urso Polar e Vou Hibernar&#8230;”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7176" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_9.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Era assim que eu me sentia a cada dia em que tentava, em vão, pelo esgotamento dos ingressos, pela bagunça nas bilheterias, porque online só com cartão de crédito e se você imprimir, enfim&#8230;, com uma única sala passando em IMAX 3D um filme que, em 19 dias de exibição arrecadou mais de 1 Bilhão de Dólares, só me pergunto por que tão pouco investimento em salas IMAX 3D no Brasil&#8230; mas&#8230; aí eu também teria que reclamar da imensidão sufocante de opções dubladas e&#8230; prefiro ir direto ao ponto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Eis que, em um belo dia, eu decidi: eu só vou. Fui direto pro shopping e não voltei pra casa até ter visto o filme. Claro que IMAX 3D seria a primeira opção, e eu não desistiria antes de tentar, mas eu não voltaria para casa nem que visse em 2D, menos dublado, claro.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7182" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_17" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_17.gif" alt="" width="500" height="61" /></p>
<p style="text-align: justify;">Fui vestindo minhas roupas como me preparando para uma batalha, rs. Coloquei a minha camiseta que faria uma homenagem indireta ao Tony Stark, já que eu não tinha aquelas com as frases do filme como “No offense, but, I don’t play well with others”, e usei a da Linux Mall, com os dizeres “<a href="http://www.linuxmall.com.br/produto/camiseta-anti-social.html" target="_blank">I’m not anti-social, I’m just not user-friendly</a>” (que eu “roubei” do Alonso, lol, mas ele rouba as minhas e não vamos lavar roupa suja em público, rs).</p>
<p style="text-align: justify;">Pra fechar, coloquei o meu Mjölnir de estanho, que mandei fazer faz um bom tempo e que sobrevive até hoje, pois, valorosa como Thor, eu ia ver esse filme! E consegui!</p>
<p><span id="more-7168"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7180" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_11.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">IMAX 3D em uma palavra = mágico. Não consigo descrever em palavras aquela sensação, não dá. Então, eu digo, é mágico!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7181" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_14" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_14.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">O filme em si. Eu vinha esperando por esse filme não exatamente desde quando foi anunciado, mas sim desde quando foi anunciado que o Joss Whedon estaria “arrumando” coisas no filme e tomaria a frente do projeto. E como conheço e amo vários trabalhos do Joss, e amo os Avengers (tirando o Capitão América. Eu. Realmente. Não. Gosto. Dele.), fazia muuuito tempo em que eu esperava para ver esse filme e não só ele não decepcionou como superou as minhas expectativas.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7183" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_7.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">O roteiro bem feito, algo típico do Joss, por mais que os <em>haters</em> dele digam que não, conseguir fazer um filme violentíssimo como aquele com PG13!&#8230; *salva de palmas* Conseguir colocar um monstro verde, um deus Asgardiano, um deus Asgardiano-gigante de gelo ensandecido, dois humanos sem superpoderes, mas que confiam em suas habilidades, um “supersoldado”, e, claro, Tony Stark, em um único filme poderia render um imenso de um fracasso. Mas, não, nas mãos de Joss, foi um tremendo de um sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7184" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_13" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_13.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">O brilhantismo não reside apenas no visual do filme, e sim na escolha de palavras, nos diálogos cortantes, nas “piadinhas” em meio ao maior caos acontecendo em plena Terra&#8230; e na personalidade de cada um. É incrível que, em um filme com tantos personagens “principais”, tenha dado para conhecermos as personalidades mais a fundo de todos os Vingadores principais (e de alguns personagens secundários também)! Mesmo dos que não tiveram filmes “só deles”.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7178" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_3.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">E o Hulk? O Joss me fez AMAR o Hulk! Sério, nenhum filme do Hulk feito antes tinha conseguido captar nem de longe a essência do atormentado Bruce Banner e ali, na minha frente, eu vi a realização de um sonho. Se não posso dizer “realização de um sonho que eu nutria desde criança”, pois, embora eu lesse quadrinhos, especialmente os da Marvel, desde os 8 aninhos, eu não acompanhava tuuuudo, e hoje em dia prefiro as graphic novels, é, de certa forma, uma realização de um sonho de criança-adolescente-adulta ver o quanto esse filme conseguiu captar a essência de cada um dos super-heróis, suas falhas, sim porque eles são falhos, não existe essa de super-herói perfeito, viu, Sr. Capitão América? Simples: porque não existe perfeição.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7189" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_17" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_17.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7185" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_6.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não saí do cinema antes da cena pós-créditos (que no Brasil foi só uma) e nem até o final da música tema, do Nine Inch Nails, “We’re In This Together”, embora já tivesse gente limpando o cinema. Ouvir essa música perfeita, depois daquele filme perfeito&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7186" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_5.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ah, é&#8230; esqueci de dizer que ele era <a href="http://dominacaodistopica.wordpress.com" target="_blank">distópico</a>, mas precisa mesmo? rs</p>
<p style="text-align: justify;">A curiosidade mor é que o Pentágono achou “irreal” a S.H.I.E.L.D. e não um deus Asgardiano e um monstro verde entre outras coisas (li isso no Omelete, traduzido de alguma fonte internacional da qual agora não me lembro) ― e pra mim isso é mais distópico ainda! <strong>Na nossa realidade! </strong>Pelo único olho de Odin! O. (esse é o emoticom do único olho de Odin arregalado hehe)</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7179" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_15" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_15.jpg" alt="" width="590" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, é uma crítica curta, sem spoilers, pois sei que muita gente já viu, mas teve gente que não conseguiu ver ainda, ou talvez não tenha visto em IMAX – e eu repito. IMAX é mágico. <strong>Deve ter sido criação Asgardiana &lt;3</strong></p>
<p style="text-align: center;">Nota: 5 Tesseracts</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7175" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_16" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_16.png" alt="" width="586" height="130" /></p>
<p><strong>Crítica: Ana Death Duarte </strong></p>
<p style="text-align: center;">Agora vejam só que coisa linda (altamente recomendado ver em Full HD e com o som no máximo):</p>
<p style="text-align: center;"> <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2012/05/16/critica-do-filme-os-vingadores-the-avengers-sem-spoilers-imax-3d/"><img src="http://img.youtube.com/vi/NPoHPNeU9fc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"> Música tema do filme, do Nine Inch Nails – We’re in this together:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2012/05/16/critica-do-filme-os-vingadores-the-avengers-sem-spoilers-imax-3d/"><img src="http://img.youtube.com/vi/PicMMxk20aE/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://dominacaodistopica.wordpress.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-6960" title="dominacaodistopica_logopararesenhasv3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/dominacaodistopica_logopararesenhasv31.png" alt="" width="160" height="165" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7188" title="critica_filme_osvingadores_semspoilers_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/critica_filme_osvingadores_semspoilers_12.png" alt="" width="100" height="102" /></p>
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		<item>
		<title>Resenha do livro: O Livro da Avó &#8211; Luís Silva</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/05/14/resenha-do-livro-o-livro-da-avo/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[Avó]]></category>
		<category><![CDATA[Bons tempos]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em clima de dias das mães atrasado, essa é praticamente uma micro-resenha, mas não é porque o livro não seja bom, nem belo, muito pelo contrário. É que ele é curtíssimo, e procurei concentrar em poucas palavras também o quanto ele é lindo e emocionante.  “O livro da avó” é um conto português, em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7162" title="resenha_olivrodaavo_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_olivrodaavo_1.png" alt="" width="617" height="454" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em clima de dias das mães atrasado, essa é praticamente uma micro-resenha, mas não é porque o livro não seja bom, nem belo, muito pelo contrário. É que ele é curtíssimo, e procurei concentrar em poucas palavras também o quanto ele é lindo e emocionante.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7164" title="resenha_olivrodaavo_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_olivrodaavo_4.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;"> “O livro da avó” é um conto português, em que um adulto conta suas recordações de sua avó, um retrato singelo do amor de um neto por sua avó, curtinho, mas que vale a pena ser relido, folheado novamente&#8230; e quem tem uma avó querida (e/ou teve) vai sentir a emoção aflorando à pele a cada página virada. O livro é curtíssimo, em capa dura, belamente ilustrado, e nos fascina com sua beleza, com a forma como Luís Silva consegue tocar nos corações das pessoas. Uma leitura bela e muito agradável, seja para criança, adolescente ou adulto. Não há como fugir à nostalgia ao ler esse livro, que é lindo e recomendo com muito carinho!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-7161"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7165" title="resenha_olivrodaavo_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_olivrodaavo_2.png" alt="" width="617" height="365" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7166" title="resenha_olivrodaavo_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_olivrodaavo_5.png" alt="" width="617" height="373" /></p>
<p style="text-align: justify;">O livro da avó é indispensável para aqueles que como eu querem guardar não apenas as lembranças em sua memória, como também uma homenagem física àquela que fez parte de suas vidas em momentos de alta intensidade, no meu caso, minha avó me apresentou filmes de Hitchcock às altas horas da noite, me fazendo perder o medo, ou sentindo medo comigo, rs, me fazia bonecos de pano, sapinhos, me dava os brinquedos que eu queria, me contava histórias, enfim, me ajudava a viver em um mundo encantado e viver como criança, uma criança feliz que estaria preparada a ser uma adulta com excelentes lembranças no futuro, o que é indispensável para a construção do caráter de uma pessoa ― não estou dizendo que se você não teve avós presentes é uma pessoa pior por isso. As circunstâncias da vida podem ser triste, e crianças podem sequer nem ter conhecido essa pessoa maravilhosa que todos deveriam ter em sua memória, que é homenageada belamente nesse livro: a avó.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota: 5 cookies deliciosas que só nossas avós sabem fazer! &lt;3</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7163" title="resenha_olivrodaavo_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_olivrodaavo_7.png" alt="" width="507" height="142" /></p>
<p style="text-align: justify;">Resenha: Ana Death Duarte<br />
Edição de imagens e fotos: Alonso Lizzard</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=22380915&amp;sid=1896271751458353933705446" target="_blank"><strong>Curtiu? Veja aqui onde comprá-lo</strong></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Resenha do livro: @mor &#8211; Daniel Glattauer (ARC)</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/05/09/resenha-do-livro-amor-sumadeletras-arc-daniel-glattauer/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 12:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas de livros]]></category>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[ARC]]></category>
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		<category><![CDATA[Suma de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[troca de emails]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao som de Mein Herz Brennt, do Rammstein, para totalmente entrar no clima, tanto porque combina com o livro, e porque a banda é alemã, o livro é de um autor alemão, o título da música, traduzido, é “Meu coração sangra”&#8230; bem, vou começar a falar do @mor&#8230; Embora a premissa seja, talvez, para muitos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7152" title="resenha_amor_suma_email_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_amor_suma_email_6.png" alt="" width="617" height="483" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ao som de Mein Herz Brennt, do Rammstein, para totalmente entrar no clima, tanto porque combina com o livro, e porque a banda é alemã, o livro é de um autor alemão, o título da música, traduzido, é “Meu coração sangra”&#8230; bem, vou começar a falar do @mor&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a premissa seja, talvez, para muitos, batida ― conhecer um estranho pela internet e os dois acabarem se apaixonando ― como temos aí por exemplo vários filmes, como “Mensagem para você”, entre outros, neste livro, o que poderia ser igual é totalmente diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começa quando Emma, uma mulher casada, decide cancelar uma assinatura da revista <strong>Like </strong>e, por um erro de digitação, acaba enviando vários e-mails a Leo, cujo sobrenome é <strong>Leike</strong>&#8230; e chega um momento em que ele responde, não apenas dizendo que ela está enviando e-mails para a pessoa errada, como também, ele acaba cancelando a assinatura para ela.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7153" title="resenha_amor_suma_email_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_amor_suma_email_2.png" alt="" width="580" height="401" /></p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí, os dois começam a trocar e-mails, e esse é um tremendo diferencial do livro: sim, ele é apenas e tão somente composto de e-mails! Não há narrador, somente e-mails! Somos <em>voyeurs</em> do que acontece na vida deles e de terceiros, marido de Emma/Emmi, ex-namorada de Leo, melhor amiga de Emma/Emmi&#8230; mas estou me adiantando&#8230; primeiro, vamos refletir&#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Nós produzimos formas imaginárias virtuais, quadros fantasmagóricos acabados um do outro. Fazemos perguntas cujo encanto consiste no fato de não serem respondidas (&#8230;) nós nos comunicamos no vácuo. (&#8230;) Graças a uma revista ruim sabemos que vivemos na mesma cidade. Mas fora isso? Nada. Não há outras pessoas ao nosso redor. Nós não moramos em lugar algum. Não temos qualquer idade. Não temos rosto. Não distinguimos entre dia e noite. Não vivemos em tempo algum. Temos apenas nossos respectivos monitores, rigorosos e sigilosos por si só, e temos um hobby em comum: interessamo-nos respectivamente por uma pessoa completamente estranha.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quantas vezes você confiou mais em contar algo da sua vida, algo mais íntimo a alguém que nunca viu pessoalmente? A alguém que só conhece via internet? Talvez nunca tenha acontecido, mas, embora pessoas, na minha opinião, retrógradas, insistam que seja impossível criar laços via internet, eu tenho ótimas amigas que, ao menos por enquanto, só conheço via internet. E elas não são menos importantes para mim do que as que tenho em carne e osso. E já fiz amizades do outro lado do “mundo” também, os meus amigos suecos e finlandeses, e dá sim para criar uma intimidade com palavras, se você souber como se expressar&#8230; é uma coisa tão incrível que só vivenciando mesmo. E não estou falando em termos de amor, e sim de amizade. Pura e simples, sincera e honesta.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que você não vai revelar sua vida inteira a um(a) estranho(a) na internet, mas quem revela sua vida INTEIRA a alguém? Pensem nisso&#8230;</p>
<p><span id="more-7151"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7154" title="resenha_amor_suma_email_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_amor_suma_email_3.png" alt="" width="580" height="524" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Material de divulgação da editora nesse ARC (prévia impressa) que recebemos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da capa “fofinha”, acredito que esse livro seja indicado tanto para homens quanto para mulheres, pois, embora pareça um romance puro e simples (eu já falei a vocês que normalmente não gosto de romances pura e simplesmente? rs), o autor nos leva às profundezas mais belas e sórdidas do ser humano, suas coisas mais intrínsecas, seus egoísmos, seus jogos de sedução, sentimentos de posse sobre o que não tem, mas também não quer perder&#8230; a paixão como um todo, e não somente entre os dois&#8230; tudo vai subindo num crescendo digno, ao menos para mim, dos relatos de Henry Miller sobre sua June (sem as partes <em>porn</em>, e obviamente com outro estilo de escrita, mas acho que deu pra entender aonde eu quis chegar, ao menos para quem conhece Henry Miller =])! Não no mesmo estilo de escrita, mas com um grande nível de paixão, tão intenso, que pode transformar a vida de pessoas mornas, reacendendo uma chama meio apagada dentro delas mesmas&#8230; acostumadas sejam com seus fracassos, com seus círculos viciosos, ou com sua vida boa-mas-não-tanto.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Escrever é beijar com a cabeça.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Os personagens falhos, como nós, humanos somos, e não idealizados, foi algo que também contribuiu para que @mor tenha sido um romance com um efeito tão bombástico para mim! Gosto de fantasia em livros de fantasia, e algo mais real em um romance, talvez&#8230; <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7155" title="resenha_amor_suma_email_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_amor_suma_email_4.png" alt="" width="612" height="388" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;&#8230; agora estou recolhendo os pedaços esquizofrênicos em que me parti nos últimos dias. Se conseguir colar os pedacinhos, darei notícias.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sair do “lugar comum” é legal, e ando fazendo muito isso com livros ultimamente, fugindo da minha zona de conforto&#8230; e ando me surpreendendo. @mor foi um bela surpresa, eu realmente não esperava tamanha intensidade, tamanho ritmo, tamanha paixão, tamanhos jogos, posso dizer que é muito melhor do que (e não só por ser em formato de livro e não de filme) o filme mencionado lá no primeiro parágrafo desta resenha, e inclusive muitíssimo melhor do que “De olhos bem fechados”, a quem Leo se refere como “o filme das vendas nos olhos”.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Novos tempos não podem nunca ser como os velhos tempos. Quando se tenta, eles parecem tão somente antigos e gastos, como aqueles pelos quais se suspira (&#8230;) quem lamenta pelo tempo que passou está velho e de luto.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O livro também serve como uma ótima avaliação de traços psicológicos das pessoas, mas admito que me prendeu tanto e me envolvi tanto com a história em si que não consegui ser analítica demais, apenas fui sendo levada por essa torrente de emoções e medos e tudo isso somado ao vento norte&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não posso falar muito mais do que isso sem entrar no campo dos temíveis spoilers. Por isso a resenha não é tão longa, mas espero que tenha sido o suficiente, junto com as citações, para convencê-los a lerem este livro que me cativou, especialmente a mim, alguém que não costuma gostar de romances.</p>
<p style="text-align: center;">Nota: 5 caixas de mensagens lotadas</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7156" title="resenha_amor_suma_email_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_amor_suma_email_5.png" alt="" width="550" height="118" /></p>
<p style="text-align: justify;">Resenha: Ana Death Duarte<br />
Fotos, print de tela e edição de imagens: Alonso Lizzard</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Resenha do livro: O Verão e a Cidade &#8211; Candace Bushnell</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 22:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas de livros]]></category>
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		<category><![CDATA[Candace Bushnell]]></category>
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		<description><![CDATA[Como começar a falar de “O verão e a cidade?” “Ah, é um livro rosa só para descontrair”. Sim. E não. Sim, é um livro rosa, sim, é descontraído, mas não, não é apenas “para descontrair”. Então nem venham com essa de “vamos ler apenas livros que mudem nossas vidas” referindo-se a livros que muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7138" title="resenha_veraoeacidade_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_1.png" alt="" width="612" height="433" /></p>
<p style="text-align: justify;">Como começar a falar de “O verão e a cidade?” “Ah, é um livro rosa só para descontrair”. Sim. E não. Sim, é um livro rosa, sim, é descontraído, mas não, não é apenas “para descontrair”.</p>
<p style="text-align: justify;">Então nem venham com essa de “vamos ler apenas livros que mudem nossas vidas” referindo-se a livros que muita gente que conheço diz que leu e nem conseguiu chegar na metade, ou que são recomendados por professores desgostosos com a vida e o salário (não são todos, mas tem uns, viu&#8230;) que nos enfiam clássicos (especialmente os nacionais de José de Alencar) em nossas goelas, sem nada para fazer com que desçam um pouquinho melhor&#8230; Há clássicos legais, sim, como um de meus favoritos, de que falarei em breve, <em>O Retrato de Dorian Gray, </em>entre outros (mais para a frente falarei sobre isso na história de “O verão e a cidade” em si). Mas não empurrem suas chatices literárias pra cima dos outros ou um motivo simples: porque é chato.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7139" title="resenha_veraoeacidade_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_12.png" alt="" width="550" height="492" /></p>
<p style="text-align: justify;">Momento “preconceito literário é chato” off, foi uma experiência muito legal ler sobre uma série de TV que adoro e que já vi ser muito incompreendida&#8230; que é ofensiva às mulheres e tal. E não é bem assim. É só prestar mais atenção que as mensagens estão lá, às vezes nem tão subliminares assim&#8230; Eu notei tantas mensagens subliminares na série que, bem, vamos voltar à resenha, pois futuramente farei uma comparação aqui entre o livro e a série Sex and the City.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, isso aí em cima não foi enrolação, haha, é porque esse é o <strong>segundo </strong>livro da série, e eu já falei sobre <a title="Coluna: 3 Livros legais que encontramos para vocês #3" href="http://www.icultgen.com.br/2012/04/02/coluna-3-livros-legais-que-encontramos-para-voces-3/" target="_blank">o primeiro livro dessa série aqui</a>, Os diários de Carrie e, dou uma dica&#8230; se você ficou com vontade de ler o primeiro, aconselho que já pegue o segundo também ― que bom que eu já tinha o meu aqui, porque, embora muitas coisas tenham sido resolvidas no livro 1 da série&#8230; ah, aquele <em>cliffhanger</em>! Ele me deixou feliz e feliz. Já explico porquê. E, se não leu o primeiro livro, sugiro que pare agora nessa introdução, porque, e é inevitável, haverá spoilers do primeiro livro.</p>
<p><span id="more-7135"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7143" title="resenha_veraoeacidade_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_7.png" alt="" width="582" height="464" /></p>
<p style="text-align: justify;">Foi o máximo a forma como a Carrie encontrou/conheceu a Samantha, mas aquele cliffhanger&#8230; realmente, eu surtaria se não tivesse já o segundo livro da série aqui comigo! Então eu fiquei feliz porque sabia que a Sam estaria (bem) presente neste segundo livro, e feliz porque tinha O verão e a cidade já aqui ou teria que sair correndo atrás dele (o primeiro eu já tinha comprado em um combo, junto com Sex and the City e Quinta Avenida, e o segundo veio com a parceria com a Galera Record). E calhou de ter a promoção na Internet perto do lançamento do segundo e vou parar com o momento verborragia. Ou não. Porque estou meio que “imitando” o ritmo frenético do livro. É assim. Não como minha resenha, risos, é eletrizante, rápido, muita coisa acontece em pouco tempo&#8230; porque não é mais vida em cidadezinha no interior. Estamos falando de Nova York, então&#8230;</p>
<blockquote><p><em>“Sempre aja como se soubesse para onde está indo, mesmo que não saiba.” &#8211; Carrie</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“E sempre use sapatos com os quais consiga correr.” &#8211; Samantha</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7144" title="resenha_veraoeacidade_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_5.png" alt="" width="542" height="372" /></p>
<p style="text-align: center;">A Sarah Jessica Parker era uma figura! <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">A impressão que tenho da Carrie adolescente, nos idos de 1980, nessa série, é de que os caras com quem ela se envolvia não eram lá os melhores&#8230; mas suas “amigas” antigas de Castlebury&#8230; Pelo amor da Grande Maçã! Maggie&#8230; aliás, cujo apelido era “Magwitch”, não? &#8230; quando vai a NY reclama de tudo, da cidade, da própria Carrie e de suas atitudes, acha que seu lado é o certo quando ela faz o que quer e Carrie, bem, ela é criticada até na frente do namorado pela suposta amiga. Criticada é pouco&#8230; A garota odeia a si mesma e ao mundo e eu mudaria o “w” do apelido anterior dela, pois nesse livro ela é uma MagBitch, isso sim!</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Como ousa me atacar? E por que tudo sempre gira em torno dela?” </em><em>―</em><em> Carrie</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ainda bem que uma das personagens de quem eu mais gostava na série da HBO, Sam (isso! Samantha Jones! &lt;3) está presente no livro, mas eu&#8230; sei lá, adorei o livro, mas é interessante ver como até livros com capas lindas e cor-de-rosa fazem a gente refletir sobre a vida em si.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Nunca. Não considero o que faço um emprego. E sim uma carreira.” </em><em>―</em><em> Samantha Jones, em resposta à pergunta de se pararia de trabalhar quando se casasse.</em></p>
</blockquote>
<p>(Ao contrário do lugar horrendo em que “hospedam” Carrie assim que ela chega a Nova York&#8230;)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Ando de fininho pelo corredor do apartamento, passando os dedos pela parede cor de ervilha para me equilibrar, pensando em por que alguém pintaria um corredor com uma cor tão feia.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-7142" title="resenha_veraoeacidade_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_8.png" alt="" width="292" height="397" />E olhando para uma lata de sopa Campbell’s (de tomate, claro!) vazia aqui ao meu lado, eu gostei de ver as mudanças de Miranda, que começa nesse livro *não vou revelar spoilers de como ela e Carrie se conheceram, calma*, e me lembrando da Miranda da série de TV e da Miranda do livro&#8230; bem, Sex and the City, a série de TV, e essa <em>prequel </em>que a Galera Record está lançando e que vai ser transformada também em série de TV, só que dessa vez pela CW (espero que fique tão legal quanto os livros) são cativantes. E quem souber ler nas entrelinhas vai ver ali críticas sociais à Humanidade em si, aos comportamentos das pessoas, e não a “homens” e “mulheres”.  Claro que existem exceções, mas as pessoas, como diz Miranda nesse livro, acabam repetindo padrões&#8230; e se nem sabem reconhecer que têm padrões, bem, isso já é prejudicial. O.k., isso pode ir mais longe e virar meio Freudiano, mas é interessante o quanto eu não consigo entender como algumas pessoas não gostam da série de TV e gostam dessa <em>prequel</em>, então eu queria perguntar a vocês? É por causa de alguma das atrizes? (Curiosidade mesmo).</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“O taxista sacode o punho para fora da janela e observo. E me dou conta: é como se sempre tivesse vivido aqui. Nascida da cabeça de Zeus, uma pessoa sem família, sem passado, sem história.” – Carrie sobre Nova York</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Carrie já havia entrado em Brown e vai fazer um curso em Nova York para “ser escritora”. Lembram-se lá em cima quando mencionei os clássicos? Então, momento “preconceito literário é chato on” de novo, o pedantismo não fica de fora nem na aula e nem fora dela, e é bem aqui que vou colocar essa reflexão bem legal dela:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7145" title="resenha_veraoeacidade_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_3.png" alt="" width="582" height="332" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“A Strand é uma lendária loja de livros usados onde se pode encontrar qualquer obra por um preço baixo. É cheia de mofo e todos os vendedores são metidos, como se fossem os guardiões da chama da alta literatura. </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Além disso, Carrie conhece muita gente famosa, em grande parte (ou sempre, rs), por meio de Sam, e chega à seguinte conclusão: isso não a torna exatamente <em>famosa</em>, mas lhe abre portas, e, em alguns grupos, faz com que seu “status” seja elevado. Sei bem como é&#8230; Os olhares de “como assim você conheceu o Blixa Bargeld?” (quando eu trabalhava com imprensa musical) ― e eu respondia, com um sorriso de orelha a orelha, não só isso (eu tenho um autógrafo dele, mas, é mais legal dizer a segunda parte&#8230;), eu <strong>abracei</strong> o Blixa Bargeld, antes de ele sair correndo antes de todo o resto da imprensa entrar no camarim da banda! <em>(Para quem não curtiu/viveu o pós punk, era guitarrista e backing vocals da banda Nick Cave e the Bad Seeds e líder da banda alemã Einstürzende Neubauten, em cujo show eu estava. <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </em><em>)</em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Qual o sentido em ser escritora se ninguém vai ler o que você escreveu?” </em><em>―</em><em> Carrie</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Teensei [agente de pessoa famosa] parece alguém que poderia comer criancinhas no café da manhã.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://piributterfly.deviantart.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-7146" title="resenha_veraoeacidade_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_4.png" alt="" width="582" height="362" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Como quanto mais perto do final do livro, menos eu posso relevar, para não estragar a graça da história&#8230; e muita coisa deixei de fora mesmo, pois é legal vocês irem tendo as surpresas conforme eu tive (algumas são totalmente conectadas a episódios da série, e devem agradar aos fãs da série adulta de TV, embora, como digo, essa série de livros possa ser lida sem que se tenha visto a série de TV) &#8230; digamos que seremos apresentadas a uma, um, uns, não vou dizer quem e nem quantos (além de Miranda, que já mencionei heh) personagens de Sex em the City. O livro é fabuloso.</p>
<blockquote><p><em>“19h - </em><em>Strip pôquer.<br />
</em><em>21h - </em><em>Mais strip pôquer.<br />
</em><em>22h30 - </em><em>Estou usando o sutiã de Samantha na cabeça.<br />
</em><em>(&#8230;)” </em><em>―</em><em> Carrie</em><em> </em></p>
<p><em>“Nossa. Homens podem ser tão inseguros.” </em><em>―</em><em> Carrie</em></p>
<p><em>“Todo mundo precisa fazer terapia. Caso contrário, ficamos repetindo os mesmos padrões prejudiciais. (..) Achar que não se tem um padrão prejudicial já é um padrão prejudicial.” </em><em>―</em><em> Miranda</em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cameronh17.deviantart.com"><img class="size-full wp-image-7141 aligncenter" title="resenha_veraoeacidade_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_6.png" alt="" width="582" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Carrie aprende, e, ao ver os defeitos dos outros, ela também vê os seus&#8230; Muita gente no livro não aprende nada também, mas uma grande parte dos personagens evolui, especialmente depois de&#8230; fiquem curiosos! <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' />  E, o leitor atencioso (sim, leitor, porque, mesmo o livro tendo a capa cor-de-rosa, presumir que um homem não vai lê-lo é sexista! Humpf!) vai sacar as mensagens nas entrelinhas <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Decidi que deve existir um tipo bem particular de solidão em Nova York, porque, quando se começa a pensar nos milhões lá fora comendo, comprando ou indo a cinemas e museus com amigos, é muito deprimente não ser uma delas.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Posso ter aprendido algo sobre mim, afinal. Tenho o que Miranda chamaria de ‘limites’.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Aliás, terminando essa resenha “imitando” (maleporcamente) o estilo da Carrie, que não está só na série de TV, como nessa série de livros também&#8230; as perguntas!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7147" title="resenha_veraoeacidade_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_2.png" alt="" width="582" height="377" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É fácil começar um relacionamento, mas&#8230; como fazê-lo durar? O quanto se deve ceder? O quanto se pode suportar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os dois lados devem ceder um pouco&#8230; creio eu, pois, seja em termos de amor ou amizade, como citou a própria Miranda, se a pessoa não admitir seus “padrões” (que podem ou não ser errados), ela já tem padrões (e, possivelmente, erros). Amizades vão e veem, mas existe sim a amizade duradoura. Vou usar um clichê, mas nunca o usei aqui, então está valendo: basta saber “dourar a pílula”. E agora chega, porque senão, risos, em vez de resenha, vai acabar virando um manual de autoajuda LOL (o que me fez me lembrar de uma cena da série e-)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7137" title="resenha_veraoeacidade_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_10.png" alt="" width="442" height="569" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ps.: Desconsidero os filmes que vieram depois, porque o final da série foi mais que perfeito, mesmo com todos os momentos tristes, e só pelas sinopses eu já torci o nariz.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-7140" title="resenha_veraoeacidade_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_9-214x300.png" alt="" width="214" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Estava na cara que era uma (duas!) tentativa(s) de ganhar dinheiro com algo que fez sucesso em seu tempo, e, além de tudo, no segundo filme descaracterizaram até o computador da Carrie&#8230; que <strong>sempre</strong> usou um Mac, e inclusive chegou a ter brigas feias com um dos namorados por causa do computador que ela tratava com amor e carinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Detesto quando fazem sequências desnecessárias de obras de que gosto. Então, atualmente, no meu multiverso, ignoro-as, como se não existisse na versão da Terra em que eu vivo, como o filme do Lanterna Verde e do Wolverine ― que me contaram que existe em alguma outra Terra por aí ^^ (piada de comic-nerd aqui haha).</p>
<p style="text-align: justify;">Essa série de livros, ao contrário, resgata o espírito da série de TV, e, por ser uma <em>prequel</em>, deixa tudo ainda mais divertido, bem explicado, sem ser didático&#8230; porque outra coisa que detesto é isso: excesso de didatismo. <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Nota: 5 big apples <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7136" title="resenha_veraoeacidade_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/05/resenha_veraoeacidade_11.png" alt="" width="510" height="108" /></p>
<p>Curiosidade: <a href="http://pt.wikihow.com/Fazer-um-Cosmopolitan" target="_blank">Como fazer um Cosmo</a> Achei a receita em português ^^</p>
<p>Resenha por: Ana Death Duarte<br />
Edição de imagens (e fotos do livro): Alonso Lizzard</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://links.lomadee.com/ls/emo5OTtiamNkcHlFQjsyMzk0OTI3MjswOzEzNTszMzUzNzg3NTs7QlI7MTs-.html?kw=O+Ver%C3%A3o+e+a+Cidade+-+Candace+Bushnell" target="_blank">Curtiu? Veja aqui onde comprá-lo pelo melhor preço</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-5455" title="logo_galera" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2011/11/logo_galera.png" alt="" width="91" height="105" /></p>
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		<title>Coluna: Ensaios Literários #1: Comparativo entre Romance Negro e o Barril de Amontillado</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/04/29/coluna-ensaiosliterarios-num-1-comparativo-entre-romancenegro-barril-de-amontilhado/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 00:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios Literários]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma cilada do Destino O próprio eu criminoso desvenda aos olhos do outro o seu crime: o jogo lúdico é mudado em suas regras. Segundo B. Narcejac, em sua teoria sobre o romance policial, Édipo ante a Esfinge foi colocado na situação de um policial que deve, sob pena de morte, raciocinar depressa e precisamente. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7123" title="coluna_ensaiosliterarios_g" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_ensaiosliterarios_g.png" alt="" width="617" height="245" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Uma cilada do Destino</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O próprio eu criminoso desvenda aos olhos do outro o seu crime: o jogo lúdico é mudado em suas regras.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo B. Narcejac, em sua teoria sobre o romance policial, Édipo ante a Esfinge foi colocado na situação de um policial que deve, sob pena de morte, raciocinar depressa e precisamente. Ele viveu um romance policial, mas tateando, representando, por assim dizer, um mimodrama.*</p>
<p style="text-align: justify;">Poder-se-ia afirmar que há reminiscências de elementos da tragédia grega nos romances policiais. A cilada que os deuses criam para sua diversão, opondo vidas, enredando-as em suas teias complexas, tecidas, às vezes, com fragmentos de outras existências, destruídas ou parcialmente transmutadas.</p>
<p><img class=" wp-image-7124 alignright" title="coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_3.png" alt="" width="160" height="232" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Primeiro ponto de questionamento seriam todos os mistérios solúveis?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O homem, como ser humano, é de natureza imprevisível, consistindo-se, em essência, em um mistério indecifrável. Todavia, a ciência vê o homem como máquina e, por conseguinte, parte da engrenagem do mundo. So</p>
<p style="text-align: justify;">b o prisma de Narcejac, “o homem é, portanto, desmontável. Seus raciocínios são associações de ideias; suas ideias provêm de suas imagens; suas imagens são espécies de átomos ligados mecanicamente entre si, conforme as leis da semelhança, do contraste e da contiguidade. Quem sabe aplicar corretamente essas leis sabe ao mesmo tempo decifrar o homem.”</p>
<p style="text-align: justify;">Seria então o ser humano exposto à descoberta. Por ser máquina, não poderia, milimetricamente, ser programado para conceber o “crime perfeito”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-7120"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-7126 alignright" title="coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_2.png" alt="" width="280" height="308" /></p>
<p style="text-align: justify;">As sutilezas psicológicas podem embaçar a lente da lupa do detetive, condenando inocentes a um flagelo desmerecido (vide “Os Irmãos Karamázovi”) ou por mostrar demais, pode desviar a atenção do que é real e literalmente claro (e verdadeiro), como no conto “Romance Negro”, de Rubem Fonseca, em que se preconiza a existência do crime perfeito&#8230; pelo menos na literatura. Não obstante, a vida, esta imperfeição, ainda insiste por imitar a Arte.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Narcejac, o verdadeiro romance policial deve prender-nos pela curiosidade, uma curiosidade ferida e dolorosa, agradável porque a esperança de um desfecho satisfatório a sustenta e a excita sem descanso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Segunda interrogação: Seria tão “lógico” desvendar um crime/mistério como resolver (mesmo a mais difícil) uma equação matemática?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A verdade pode assumir um caráter tão absurdo que soa como inverossímil/paranoia (vide “Romance Negro”); pode não ser percebida pelos olhares, ouvidos e cérebros (como a morte de Basil Hallward, em “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde) ou ainda sequer investigada (como a vingança perpetuada por Montresor contra Fortunato, em “O Barril de Amontillado”, de Edgar Allan Poe).</p>
<p style="text-align: justify;">As graduações da inteligência humana diferem muito, sendo o criminoso, mesmo sem ter consciência plena do fato, por vezes mais “cérebro” que o investigador.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-7125" title="holmes" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/holmes.gif" alt="" width="159" height="210" /></p>
<p style="text-align: justify;">John Landers, personagem de “Romance Negro”, em seu relato do crime, em certa passagem esboça o que seria o ponto falho da investigação. <em>“A polícia voltou sua atenção para pistas falsas, suspeitos inocentes. Mais uma vez eu fora salvo pela estupidez da polícia.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, não só o criminoso pode falhar em sua busca do crime perfeito, como o investigador, em sua jornada em busca da solução do Enigma, acabando, um ou outro, senão ambos, por ser(em) devorado(s) pela Esfinge. Papin, o detetive de Rubem Fonseca, em “Romance Negro”, é uma paródia de Dupin, de Poe, e de Sherlock Holmes, de Conan Doyle. Os dois últimos usam a lógica e a dedução com mestria enquanto o primeiro se rende à primeira explicação aparentemente plausível que lhe oferecem&#8230; a oferta é aceita e não se fala mais nisso.</p>
<p style="text-align: center;" align="center">x x x</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><a href="http://lorenzothekiller.deviantart.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-7127" title="coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_8.png" alt="" width="492" height="480" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Desde tempos imemoriais encontram-se as origens do chamado “romance noir” (r<em>oman noir</em>, em francês). Os humanos têm sempre de buscar um problema e, ávidos e angustiados, buscam a solução, e partem para outra jornada, usando da semiótica da vida, por um desejo (também imemorial) que não se sacia quando é satisfeito. Daí as “Aventuras de Sherlock Holmes”, “A Carta Roubada”, “O Mistério de Marie Rogêt”, “O Falcão Maltês”,  Romance Negro”, além de uma série de outros romances policiais&#8230; sempre a necessidade da descoberta&#8230; até mesmo em “O Barril de Amontillado” e em “Romance Negro”, se o crime não é desvendado <em>dentro </em>da história, nós, leitores, desfrutamos o <em>prazer</em> da descoberta, pois sabemos <em>quem</em> é o <em>assassino</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Terceiro questionamento: Lidos uma vez, perderiam estes ‘romances negros’ seu encanto?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.threadless.com/submission/333719/Romantic_Noir/comproll,113"><img class="aligncenter size-full wp-image-7128" title="coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_9.png" alt="" width="612" height="329" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sim e não. Dependerá do leitor: se este busca saber somente o segredo da Esfinge, deverá fechar o livro e condená-lo ao esquecimento, fazendo-o repousar eternamente em uma estante empoeirada pelo tempo. Requiescat in pace. Se o leitor, ao contrário, for um perscrutador, em uma (ou em várias) releitura(s), acompanhará passo a passo a composição do texto, a qual, segundo Poe, deve ter como primeiro passo um efeito. Navegará no rio da narrativa, deixando-se levar pelas águas da leitura, produzir-se-á uma reflexão conduzida de cada sugestão espontânea da imaginação. Entreverá o processo de criação, como se a composição de um ser humano, com células, fibras, ossos, sangue, carne, tão complexo como o mundo da linguagem, reflexo das contingências da humanidade, em um sentido tão amplo quanto o porquê de existirem a luz e as estrelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui se escaparia da armadilha da leitura. O próximo e decisivo passo: adentrar uma caverna escura, negra como a noite, negra como o romance em questão.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.flickr.com/people/napalmphoto/"><img class="aligncenter size-full wp-image-7131" title="coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_10.png" alt="" width="542" height="407" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O filho quer saber sua origem – a uma mesa sentam-se apenas perceptíveis vultos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Narcejac: <em>“Por definição, o romance policial é um problema. É um todo cujas partes estão intimamente ligadas. Que um romance de espionagem proponha um problema, e já se torna um policial.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Poe: <em>“Minha intenção é demonstrar que nenhum ponto da composição pode ser atribuído ao acaso ou à intuição e a obra marchou, passo a passo, rumo à solução, com a precisão e a rigorosa lógica de um problema matemático”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Narcejac: <em>“O romance policial é o modelo muito aperfeiçoado da investigação científica. Enquanto não compreendermos, sofremos. Mas, desde que compreendemos, experimentamos uma alegria intelectual incomparável.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Poe: <em>“O analista obtém sua floria nesta atividade espiritual cuja função é desemaranhar.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Narcejac: <em>“Produz-se, no leitor, a mesma transformação que no neurótico nas mãos de seu psiquiatra.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ouvem-se ecos. Um livro se abre. Metalinguagem: as origens do romance negro no “Romance Negro”:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.buzzymultimedia.com/dream-within-a-dream-edgar-allan-poe-shirt.html"><img class="aligncenter size-full wp-image-7132" title="coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_12.png" alt="" width="492" height="427" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Poe: <em>“All that we see or seem </em><em>Is but a dream within a dream”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Bille / Rubem Fonseca: <em>“Dizem que para a chamada escola inglesa, crime, criminoso e vitima existem apenas para permitir ao detetive o trabalho de solucionar o Enigma. Segundo esse ponto de vista, os autores ingleses não perderiam muito tempo na descrição dos personagens e de suas motivações. Por outro lado, na escola americana, o Enigma é um pretexto para o crime.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Landers / Rubem Fonseca: <em>“O objetivo honrado do escritor é encher os corações de medo, é dizer o que não deve ser dito, é dizer o que ninguém quer dizer, é dizer o que ninguém quer ouvir. Esta é a verdadeira poiesis.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Ali [em Édipo Rei], também o enigma (da esfinge) não é o essencial, solucionar a charada é apenas resultado de uma cilada do destino para que Édipo, depois de matar o pai, case com a mãe e cometa o outro crime, o mais grave, o do incesto. Freud, o admirador de Conan Doyle, confirma.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desvendar um segredo&#8230;?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7129" title="coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_ensaiosliterarios_romancenegro_barril_amontillado_11.png" alt="" width="542" height="388" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Montresor / Poe: <em>“Contra a parede nova tornei a erguer a velha pilha de ossos. E neste meio século, nenhum mortal desarrumou esta pilha.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">In pace requiescat.</p>
<p style="text-align: justify;">O leitor, se chegou até aqui, apos a tomada da palavra pelos mestres, deve estar se perguntando qual o objetivo deste arremedo de ensaio sobre o <em>roman noir</em>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Os livros que nas estantes repousam devem ser abertos, lidos e relidos. Escrutínio deve ser feito, tal como se examina um cadáver buscando provas do assassinato, indícios do autor do crime. O cérebro humano funciona como se fosse elástico. Inclua mais informações, pense, repense&#8230; e você há de se tornar um sábio.**</p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<ul>
<li>* Ação dramática representada em pantomima.</li>
<li>** Poe, Edgar Allan – O Escaravelho de Ouro e Outras Histórias – Ática, 1993</li>
<li>Doyle, Sir Arthur Conan – Um Estudo em Vermelho – FTD – 1994</li>
<li>Narcejac, Boileau – O Romance Policial, Ática</li>
<li>Fonseca, Rubem – Romance Negro e Outras Histórias – Companhia das Letras &#8211; 1992 / Editora Nova Fronteira</li>
</ul>
<p><strong>Colunista: Ana Death Duarte<br />
Edição de imagens: Alonso Lizzard. Imagem título <a href="http://minimoon.deviantart.com" target="_blank">aqui</a>. </strong></p>
<p>Texto original de 1995 – revisto e alterado em 04/01/2010<br />
Cedido também para a revista impressa Mob Ground.</p>
</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Resenha do livro: Sexo, Sono ou Scrabble &#8211; Dr. Phil Hammond</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 04:40:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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		<description><![CDATA[Aviso: Esse livro é voltado ao público adulto. Na introdução, com título homônimo ao do livro, Dr. Phil discorre sobre os três Ss, e Scrabble é um jogo bem mais conhecido (e jogado) nos Estados Unidos do que no Brasil, mas quem vê bastante seriado americano já deve ter visto no mínimo uma partida Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7109" title="resenha_sexosonoscrabble_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_9.png" alt="" width="617" height="460" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Aviso: Esse livro é voltado ao público adulto</span>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na introdução, com título homônimo ao do livro, Dr. Phil discorre sobre os três Ss, e Scrabble é um jogo bem mais conhecido (e jogado) nos Estados Unidos do que no Brasil, mas quem vê bastante seriado americano já deve ter visto no mínimo uma partida <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">Ele sugere até o uso de Scrabble como preliminar para o sexo, já que o casal pode montar palavras provocantes no Scrabble – e tem também o Strip Scrabble e&#8230; bem, falaremos de joguinhos sexuais mais para a frente.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7110" title="resenha_sexosonoscrabble_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_8.png" alt="" width="530" height="293" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Para alguns, pode ser o maior inferno adivinhar as insinuações e formar as palavras. Ser forçado a brincar de jogo de tabuleiro no Natal com parentes jurássicos pode causar trauma para o resto da vida, mas todos os casais deveriam jogar um Scrabble pré-nupcial antes de trocar as alianças.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Mas Phil também adverte o leitor que tais jogos de tabuleiro no estilo “família” (O Jogo da família, propriamente dito, na minha opinião, é o mais horrível!) pode virar instrumento de tortura nas mãos erradas&#8230; então, todo cuidado se faz necessário. Embora eu não vá fazer um tratado aqui sobre como se pode conhecer uma pessoa pelo jeito que ela joga, hehe, essa introdução é ótima, e nos leva às partes em que o livro é dividido, às conclusões, às piadas, aos mitos desmitificados e às muitas verdades que muitos preferem ignorar.</p>
<blockquote><p><em>“A  maioria das pessoas passa a vida toda tentando equilibrar prazer e desgosto.”</em></p></blockquote>
<p><span id="more-7105"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-medium wp-image-7111" title="resenha_sexosonoscrabble_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_5-242x300.png" alt="" width="242" height="300" />A questão eterna do prazer. A religião atual, a predominante, invadiu, segundo o próprio Phil relata, muitas áreas e a medicina não ficou para trás. Alguns dos horrores são por eles relatados, além de que, ele constatou o seguinte: a palavra <strong>prazer </strong>é mencionada apenas duas vezes no <em>Oxford Textbook of Medicine</em> (e ligada a uso de preservativo e fisioterapia), ao passo que a palavra “estresse” é mencionada exatas 127 vezes! (Isso mesmo ― CENTO E VINTE E SETE VEZES!!!)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Durante a Revolução Industrial, a ética no trabalho baseava-se no discurso religioso e a pessoa se sentia culpada caso não se escravizasse frente ao maquinário da linha de produção.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Meu questionamento é, tanto tempo depois: será que isso mudou tanto assim? Você, com ou sem religião, talvez por “resquícios”, nunca se sentiu culpado caso não se escravizasse para terminar aquele trabalho a tempo e/ou porque alguém (supostamente) precisava daquilo para aquele dia&#8230; só para descobrir que nem mexeriam no que você fez até muito tempo depois?</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-7112" title="resenha_sexosonoscrabble_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_10.png" alt="" width="300" height="288" />Pois bem, se eu for parar para analisar cada item interessantíssimo que Phil aborda nesse livro, vou acabar escrevendo outro, rs. Então, infelizmente, vou ter que me concentrar em alguns tópicos, fomentar um pouco de discussão entre vocês e, obviamente, despertar em vocês o desejo de ler esse livro hehe. Falando em desejo, as letras da capa do livro são todas em relevo e glossy, bem gostosas de passar a mão <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' />  (vide imagem ao lado).</p>
<p style="text-align: justify;">Este não é apenas um livro sobre sexo, embora seja bem humorado não só quanto ao sexo, mas quando fala de coisas delicadas também. E realmente aborda alguns assuntos muito delicados e outros pra lá de delicados.</p>
<p>Algumas das perguntas mais bizarras:</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;">A felicidade é contagiosa como gripe suína?</li>
<li style="text-align: justify;">Tirar meleca é uma maneira educada de se masturbar em público?</li>
<li style="text-align: justify;">Por que alguns médicos ficam encarando o paciente, enquanto outros ficam olhando os pés? (na verdade, os médicos fazerem isso é mais bizarro, na minha opinião, heh, do que a pergunta em si)</li>
<li style="text-align: justify;">Será que algum médico já comeu o cocô de algum paciente? (ele responde a isso, a resposta é “sim”, e como sou má, mwahahahah, vocês só vão saber lendo o livro, haha ;p}</li>
<li style="text-align: justify;">É verdade que tomar ecstasy é menos arriscado do que andar a cavalo? {o pior é que um político fez uma pesquisa que deu origem a tal pergunta&#8230; tensíssimo!}</li>
</ol>
<p>Citações:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Meu grande mentor na clínica médica costumava dizer o seguinte ‘A vida é uma piscina de merda, e nosso dever é direcionar a pessoa para a parte mais rasa’.” </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Muita gente com pressão normal sofre derrame, e muita gente com pressão alta vive até ficar velhinho.”</em></p>
</blockquote>
<p>Curiosidades: Ele cita até ER (Plantão Médico)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7107" title="resenha_sexosonoscrabble_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_2.png" alt="" width="568" height="466" /></p>
<p style="text-align: center;">TODOS AMAM O CLOONEY</p>
<p style="text-align: justify;">Ele desmistifica o lance de “leitos azarados”, para quem não sabe, ele conta detalhes terríveis de como era feita a lobotomia&#8230; uma das práticas, a meu ver, mais abomináveis, uma das mais feias manchas na história da Medicina ― em resposta à pergunta “<em>Os médicos ainda removem pedaços do cérebro com um picador de gelo?”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito pouca pesquisa sobre o prazer é feita, por causa da obsessão com o negativo. E o autor dá bastante ênfase nisso no livro. Triste, não? Não o fato de ele mencionar isso tantas vezes, mas sim de a medicina, a sociedade, o “todo” não se preocupar com o prazer e sim com o dever.</p>
<p>Observação interessante:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Quando se está sozinho, a música é provavelmente a forma mais rápida de melhorar o humor, mas não dá pra passar a vida toda grudado num iPod porque: a) você vai ficar surdo e b) não vai ter amigos. Você precisa é de muita variedade no prato de prazer.”</em></p>
</blockquote>
<p>E essa também não pode passar batida:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“<em>Se você é empregador, contrate pessoas capazes de realizar o trabalho e lhes dê a liberdade para fazê-lo sem as 147 metas e os 326 indicadores de desempenho&#8230; a não ser que você queira fazer um seriado sobre a ruína delas.</em>”</p>
</blockquote>
<p>E como eu não poderia deixar passar batido, já que estamos no Ano da #DominaçãoDistópica,</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Um estudo realizado com crianças dos EUA descobriu que elas são capazes de reconhecer cem logotipos de empresas, mas não dez flores locais.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7113" title="resenha_sexosonoscrabble_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_3.png" alt="" width="568" height="226" /><img class="alignright size-thumbnail wp-image-7116" title="novologodd" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/novologodd1-150x150.png" alt="" width="150" height="150" />Triste. Muito. Triste. Sabem por quê? Há mais motivos, mas vou citar apenas alguns&#8230; Saber reconhecer cem logotipos de empresas pode ser muito útil se você trabalha com isso e tal, mas não saber reconhecer dez flores locais e, pior, não saber para que servem, depois de um apocalipse, um ataque nuclear, uma guerra, a instalação de um governo distópico, não saber para que servem as coisas da natureza, mesmo para quem mora em uma cidade, que talvez tenha que fugir para as colinas, pode fazer com que você coma plantas envenenadas, não saiba qual erva é a certa para se curar, coisas do gênero.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, especialidade é algo “necessário” em nossa época, mas informar-se um pouco sobre mais coisas vai tornar você mais esperto, e mais propenso a sobreviver. Momento <a href="http://dominacaodistopica.wordpress.com/" target="_blank">#DominaçãoDistópica</a> off e voltando ao livro em si. =)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas não se iludam! Sim, Muito mais da metade do livro fala sobre sexo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se a segunda parte do livro era sobre “peculiaridades” dos médicos e da medicina, a terceira é mais voltada a perguntas relacionadas ao sexo em si.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7115" title="resenha_sexosonoscrabble_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_4.png" alt="" width="542" height="404" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos às perguntas mais bizarras dessa parte?</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;">Por que meu escroto parece cinquenta anos mais velho do que eu?</li>
<li style="text-align: justify;">Por que meu escroto é envolto por uma pele de galinha? (HAHAHAHHAHAHAHAHAHA Sério, vou ter que selecionar só algumas perguntas, porque essa parte é uma das mais hilárias, hehehe)</li>
<li style="text-align: justify;">O clitóris tem pernas? {Ah, gente, só consegui pensar no filme do South Park – Maior, Melhor e Sem Cortes -  HAHAHAHAHHAHAHA. Se não viram, vejam. <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  O clitóris desempenha um papel MUITO IMPORTANTE nesse filme hehe}</li>
<li style="text-align: justify;">É possível se livrar de um cocô daqueles? {Resposta contida no livro e vocês vão ter que ler lá&#8230; porque sou má, claro, haha}</li>
<li style="text-align: justify;">Quanto tempo depois da morte do gato eu posso fazer sexo? O______O</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Guia de sexual surreal </strong>contém algumas das perguntas mais insanas e respostas que, desde o início, o autor responde com clareza séria, ao mesmo tempo em que mantém o humor, porque, apesar de parecer piada, os assuntos tratados nesse livro <strong><em>são sérios</em>. Há muito tabu em relação ao sexo e muito vem do puritanismo que, não só antigamente como, ainda hoje </strong><strong>―</strong><strong> que infelicidade! </strong><strong>―</strong><strong> insiste em dizer que o único objetivo do sexo é reprodução. Lamentável!</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Há pessoas que usam o humor ou o sexo para se livrar de agressões, mas raramente o resultado é prazer e risos mútuos. (&#8230;) <strong>DICA: </strong>Se explicar uma piada a um público em silêncio, você morrerá. Se explicar uma manobra sexual a uma parceira em silêncio, você provocará uma explosão de risos. [Algo como] ‘Agora estou massageando seus seios, depois irei apertá-los.’”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7114" title="resenha_sexosonoscrabble_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_11.png" alt="" width="526" height="404" /></p>
<p style="text-align: justify;">Outro momento hilário para descontrair vocês: “Tentar colocar camisinha num pênis flácido é um ótimo exercício aeróbico (cinco mil calorias por hora), mas é algo fadado ao desastre.” Tá, é tragicômico, mas a vida não é assim, cheia de momentos tragicômicos? Que graça seria levar uma vida toda certinha, monótona? Tem muito mais coisa nesse livro legal a ser comentada, como as linguagens corporais (há uma seção “para ele”, uma “para ela”, e uma “para compartilhar”), e a seção do jogos sexuais – que não são reservados aos pervertidos. Não, não são. E uma vida sexual saudável também torna as pessoas menos rabugentas, e assim elas se tornam menos rabugentas também. Eu disse uma vida sexual saudável, o que também implica sentir prazer, e não fazer sexo “por obrigação”, e que também pode incluir ― agora vem o grande choque ― o prazer individual, a palavra que muitos temem e têm até vergonha de dizer: masturbação. Mas vamos ao jogos, quero dizer, risos, vou comentar um pouquinho sobre a parte dos jogos antes de encerrar a resenha&#8230; (não conseguindo me esquecer de a Samantha, de Sex and the City, indo a uma loja trocar o que supostamente era uma massageador sei-lá-do-que e que tinha todo o formato de um vibrador e que, obviamente, ela usava como um vibrador e- foi fabuloso!) Acho que é a parte que, segundo o próprio autor, contém as perguntas mais estapafúrdias, risos (o.k., ele disse ridículas, mas eu considerei algumas estapafúrdias mesmo, mas, ah, vá, se o objetivo dele era responder às perguntas que 1. Muita gente tem vergonha de fazer; 2. Médicos pseudo-sérios esquivam-se de responder 3. Insira qualquer desculpa aqui, esse livro só não é mais perfeito porque poderia ter mais volumes! =]</p>
<p>Comentário final meu:</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, e se vocês, homens, acham os “apelidos” ou “xingamentos” para o pênis feios&#8230; que tal esses, para a vagina (cuja palavra em si já é feia)?: fufu, mimi, mumu, troço, alegria, flor, perereca, xoxota, perequita, perseguida&#8230; entre outros pavores&#8230; e a “digníssima”(só que ao contrário) “porcelana fina”. E o pênis seria as “jóias da família”. Qual o problema de as pessoas falarem pênis e vagina, pelo amor da Santa medicina? Ou pinto e boceta? É palavrão? Mas é menos ridículo. Se sentiu insultado? Não lamento. Esse livro <strong>não é</strong> <strong>indicado</strong> para quem tem pudores.</p>
<p>Nota: 4 pecinhas de Scrabble, formando a palavra &#8220;sexo&#8221; + 1 travesseiro</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7106" title="resenha_sexosonoscrabble_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sexosonoscrabble_6.png" alt="" width="292" height="100" /></p>
<p><strong>Resenha: Ana Death Duarte</strong><br />
Edição de imagens: Alonso Lizzard. Links para os artistas nas imagens.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Curtiu?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> <a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=Sexo,+Sono+Ou+Scrabble?+-+Phil+Hammond&amp;mdsrc=23814198" target="_blank">Encontre o livro pelo menor preço</a></strong></p>
<p style="text-align: center;">Editora:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5443" title="editora_parceira_16v2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2011/11/editora_parceira_16v2.png" alt="" width="125" height="125" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rastreando Distopias #2: Manual de Sobrevivência num mundo caótico &#8211; Autora convidada: Megan Crewe</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/04/21/rastreando-distopias-2-manual-sobrevivencia-mundo-caotico-autoraconvidada-megan-crewe/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 01:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dominação Distópica]]></category>
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		<category><![CDATA[Sobrenatural]]></category>
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		<category><![CDATA[Epidemia]]></category>
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		<description><![CDATA[No último dia 7 de março, pedi diretamente à autora Megan Crewe para traduzir um post muito legal dela aqui para nossa Dominação Distópica e ela topou Aqui está o link para o post original (Traduzindo: Um outro mundo, não tão parecido com o nosso) e, para quem ainda não sabe, ela é a autora do livro distópico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7090" title="rastreandodistopias_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/rastreandodistopias_1.png" alt="" width="622" height="246" /></p>
<p style="text-align: justify;">No último dia 7 de março, pedi diretamente à autora Megan Crewe para traduzir um post muito legal dela aqui para nossa Dominação Distópica e ela topou <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">Aqui está o <a href="http://www.megancrewe.com/blog/?p=1826" target="_blank">link para o post original</a> (Traduzindo: Um outro mundo, não tão parecido com o nosso) e, para quem ainda não sabe, ela é a autora do livro distópico “The way we fall”.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois do artigo dela, farei uns comentários também (o que chamei aqui de “minha intervenção”) <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7074" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_11.png" alt="" width="607" height="288" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-7080" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_6.png" alt="" width="342" height="498" /></p>
<p>Agora, sem mais delongas, vamos às dicas da Megan de&#8230;</p>
<p><strong>* Como sobreviver a uma epidemia *</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com a palavra, Megan Crewe (traduzida por mim, Ana Catnip ;P)</p>
<p style="text-align: justify;">“Agora que assustei vocês com todas aquelas doenças sinistras que existem na vida real (1), e a que criei no romance <em>The Way We Fall</em>, que tal algumas dicas do que fazer caso se depare com uma deflagração epidêmica em potencial?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-7073"></span></p>
<p style="text-align: justify;">(Aviso de isenção: Não sou médica, nem faço papel de médica na TV. Essas sugestões têm apenas base nos meus melhores conhecimentos e nas pesquisas realizadas para a escrita deste meu livro.)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-7084" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_4.png" alt="" width="592" height="346" />Mantendo-se em segurança durante uma epidemia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma nova gripe aviária<strong> </strong>ou suína (ou alguma outra espécie de doença) está se disseminando. Dezenas de pessoas em sua cidade (seja ela grande ou pequena) estão doentes, e algumas morreram. Como fazer para evitar pegar a doença?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mantenha-se informado. (2)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Obtenha notícias a partir de múltiplas fontes, para certificar-se de que tenha uma noção do quadro geral. Descubra como se espalha/dissemina a doença, que grupos são os de mais alto risco, e de quais sintomas deve estar ciente, tanto em si como nos outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7075" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_3.png" alt="" width="442" height="308" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Evite lugares públicos (3)</strong>, como veículos de transporte em massa, shopping centers, parques, cinemas, museus, etc. É óbvio que isso não é possível para a maioria de nós, mas, ao máximo, simplesmente não fique por perto de outras pessoas se não for necessário. Com quanto menos pessoas entrar em contato, menores são as chances de se deparar com alguém que esteja infectado.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7077 alignright" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_2.png" alt="" width="180" height="179" /></p>
<p style="text-align: justify;">- <strong>Quando se tem que ficar perto de outras pessoas (4)</strong>, lave suas mãos com frequência. É fácil pegar micróbios nas mãos por estarmos constantemente encostando em coisas com as quais outras pessoas entraram em contato (5) (e, potencialmente, tossiram ou espirraram nelas), mas, ainda bem, também é fácil lavar as mãos e deixá-las limpas antes de tais micróbios entrarem realmente em nossos corpos.</p>
<p style="text-align: justify;">- <strong>Evite pôr as mãos nos olhos, a menos que tenha acabado de lavar as mãos. </strong>Com mais frequência, essa era a pergunta que as pessoas mais respondiam errado em meu questionário a respeito de sobrevivência: muitas pessoas presumem que os lugares mais vulneráveis em nossos corpos são boca e nariz. No entanto, o ácido em nossos estômagos dissolve a maioria dos germes que poderiam conseguir chegar até lá pela garganta, e o sistema de muco no nariz ajuda a expelir invasores indesejados. Nossos olhos, contudo, quase não têm barreiras para impedirem bactérias e vírus de entrarem sorrateiramente mais a fundo em nossos corpos. <strong>Se realmente precisar esfregar os olhos, lave as mãos primeiro!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7079" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_7.png" alt="" width="612" height="433" /></p>
<p style="text-align: justify;">- Se <strong>tiver </strong>que ficar por perto de alguém que estiver apresentando sintomas (por exemplo, no trabalho) (6), tome o máximo de precauções quanto  possível. Lave as mãos depois de interagir com infectados ou possíveis infectados. Evite cumprimentar com as mãos essas pessoas e também evite outras formas de contato físico com elas. Se puder, use uma máscara cirúrgica como forma de proteção extra.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7078" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_8.png" alt="" width="500" height="285" /></p>
<p style="text-align: justify;">- <strong>Mantenha seu sistema imunológico saudável. </strong>Tome vitamina C regularmente (7). Há também suplementos de ervas que, supostamente, não é comprovado, melhoram muito o funcionamento do sistema imunológico ― seria legal procurar mais informações a respeito disso (8). Tente ficar em boa forma física (9), fazendo exercícios moderadamente. Porém, também relaxe agora, e se dê ao luxo de ter um tempinho para relaxar e se divertir ― porque o stress pode interferir em sua capacidade de lutar contra uma doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o presente momento, não nos deparamos com um surto epidemiológico nem um pouco tão grave quanto o que varreu a ilha de Kaelyn (10). Vamos ter esperanças de que isso nunca venha a acontecer! <em><strong>Porém, nesse meio tempo, não dói se preparar.</strong></em>”</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-7082 aligncenter" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_5.png" alt="" width="342" height="497" /></p>
<p style="text-align: justify;">Fim do artigo da <em><strong>Megan Crewe (foto acima)</strong></em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7081" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_14" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_14.png" alt="" width="492" height="280" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8212;- Agora vem a minha “intervenção” &#8212;-</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(10) Personagem de &#8220;The way we fall&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">(9) <a href="http://www.icultgen.com.br/2010/11/06/reviewfilme_zombieland_zumbilandia/" target="_blank">Alguém aqui se lembra/viu o filme Zombieland</a>? Não viu ainda? Corra até a locadora mais próxima, casa de algum amigo fã de zumbis que tenha o filme, veja se tem no Netflix, enfim, corra, Logan/Lola(***), corra! (bom exercício) e assista ao filme. Vale a pena <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">(8)  Procurar informações com fontes realmente confiáveis, como médicos e especialistas, não digitar qualquer coisa no Google e achar que descobriu o pote de ouro no fim do arco-íris, ok? <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">(7) Regularmente não é sinônimo de a cada 5 minutos. Sério. Também é bom se informar o máximo de vitamina, não apenas C, que o corpo tolera. Novamente, consulte fontes confiáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">(6) Se você trabalha em um hospital, por exemplo. Não consigo me esquecer da cena no hospital no filme (remake) <a title="5 Dicas de filmes de zumbis – Uma lista… Nem Um Pouco Óbvia" href="http://www.icultgen.com.br/2010/11/02/5-dicas-de-filmes-de-zumbis-%e2%80%93-uma-lista-nem-um-pouco-obvia/" target="_blank">Madrugada dos Mortos</a>&#8230; e em vários outros filmes&#8230; e em como, no dia a dia, costumamos fingir que nada está acontecendo, <strong>mesmo </strong>quando vemos nos noticiários que há epidemias acontecendo e se disseminando. Não ignorem a realidade. Se têm amor à vida. Pode sim acontecer com você.</p>
<p style="text-align: justify;">(5) Outra coisa que as pessoas tendem a ignorar – talvez até para viverem em uma “falsa” paz. Sim, o DNA humano fica nas coisas por muito tempo&#8230; algo que se aprende até em séries como CSI. Mas também não precisa ficar com germafobia, hehe. No entanto, cuidados são necessários, mesmo que sejam, no mínimo, os básicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-7085 alignleft" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_13" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_13.png" alt="" width="342" height="342" />(4) Eu me lembro de como chegaram a, no pseudo-fim da epidemia da Gripe A, colocar pessoas infectadas junto a não infectadas, porque &#8220;estava tudo bem&#8221;. Não estava. Eu faria de tudo ao meu alcance para NÃO FICAR NEM UM POUCO PERTO DESSAS PESSOAS INFECTADAS. Mas, se você realmente não tiver como evitar, tome todas as precauções necessárias. <strong>Mas&#8230; sim, falte no trabalho se houver alguém realmente estiver cuspindo as tripas no chão, pois, sinceramente, sua vida vale mais do que seu trabalho, não? Você pode conseguir outro trabalho&#8230; e outra vida?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7083" title="mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mantendo_se_em_seguranca_durante_epidemia_9.jpg" alt="" width="520" height="349" /></p>
<p style="text-align: justify;">(3) Para quem trabalha em casa: já notaram que ficam mais doentes quanto frequentam lugares públicos? Se não notaram, que tal prestar atenção? Então, imaginem o pior, em meio a uma epidemia, isso piora. E mesmo para quem tem certa imunidade por já andar em meio a tais locais, é uma epidemia nova, à qual provavelmente, ninguém ou quase ninguém tem imunidade. Provavelmente sua casa é o lugar mais seguro. Mesmo. Estoque comida, etc. Sua vida é importante. Mesmo. Ou não? O.o</p>
<p style="text-align: justify;">(2) Nos filmes, parece que as pessoas não veem filmes. Nas séries, também. Não em todos os filmes em séries&#8230; mas em muitos: é impressionante! Cito novamente o remake de Madrugada dos mortos. O.o Afinal de contas, informação é poder. <strong><em>Scientia est potentia</em></strong>. (<a href="http://www.icultgen.com.br/2011/12/03/resenha-do-livro-1984-george-orwell/" target="_blank">1984 ― link da nossa resenha</a>)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(1) </strong>Sobre as<strong> </strong>doenças da vida real.<strong> </strong>Elas são muitas. Ignorá-las não fará com que elas sumam.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7076" title="cardio" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/cardio.gif" alt="" width="500" height="254" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ps.: (***) “Corra, Logan corra”, para quem não sabe, é um trocadilho com o livro distópico “Logan’s Run” [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Logan%27s_run" target="_blank">aqui, nesse link da Wikipedia, em inglês</a>, tem um pouco sobre o livro, filme e seus spin-offs – <strong>cuidado com spoilers</strong>, e eu ainda tento entender porque tem tanto spoiler por lá, mas não encontrei uma fonte mais completinha, infelizmente... =/] e &#8220;Corra, Lola, Corra&#8221;, bem, é exatamente o título do filme alemão <a href="http://www.imdb.com/title/tt0130827/" target="_blank">Lola Rennt </a>(traduzindo literalmente seria “Lola corre”), que em inglês ficou &#8220;Run Lola Run&#8221;, e não é distópico, mas tem um título legal para trocadilhos, a Lola tem um cabelo vermelho lindo e ela realmente corre no filme, ou seja, de qualquer forma tem relação com o tema, justamente porque correr, segundo uma das “regras de Zombieland” é algo que precisaremos fazer muito em um futuro apocalíptico! <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">Espero que tenham curtido o artigo da Megan e minhas “intervenções” xD</p>
<p style="text-align: justify;">Até mais,</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ana Catnip  (a.k.a. Ana Death Duarte)<br />
Edição de imagens: Alonso Lizzard </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://dominacaodistopica.wordpress.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-7101" title="novologodd" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/novologodd.png" alt="" width="155" height="155" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Evento imperdível para os gamers: Games in Concert</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 03:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos e shows]]></category>
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		<category><![CDATA[Sonic]]></category>
		<category><![CDATA[Super Mario World]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Municial de Santo André]]></category>
		<category><![CDATA[The Legend of Zelda]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já perdi as contas de quantas vezes joguei vários desses jogos. De quantos macetes tive de aprender na marra, das revistas com tutoriais e de quantos saves foram bem suados de serem obtidos. No fim das contas, passada a década de 1990 e a de 2000, as franquias que eu tanto amava continuaram a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7037" title="gamesinconcert_teatromunsantoandre_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/gamesinconcert_teatromunsantoandre_2.png" alt="" width="620" height="302" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu já perdi as contas de quantas vezes joguei vários desses jogos. De quantos macetes tive de aprender na marra, das revistas com tutoriais e de quantos saves foram bem suados de serem obtidos. No fim das contas, passada a década de 1990 e a de 2000, as franquias que eu tanto amava continuaram a ser renovadas. O engraçado disso é que a lista só aumenta. Não consigo dar tchau para um jogo que curto muito, não importa se já zerei uma ou 10 vezes. Alguém consegue?</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7040" title="gamesinconcert_teatromunsantoandre_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/gamesinconcert_teatromunsantoandre_5.png" alt="" width="560" height="656" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que o Games In Concert traz pra gente nada mais é do que a união do melhor da trilha sonora dos games que você tanto ama, tocados por uma treinadíssima orquestra, incluindo um pianista em conjunto com a banda Smash Bros. Além disso, quem curte também metal, vai adorar o mix. Quem daqui ainda não tiver ouvido ainda a maravilha que é unir uma música sinfônica com rock, não sabe o que está perdendo!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-7036"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7038" title="gamesinconcert_teatromunsantoandre_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/gamesinconcert_teatromunsantoandre_4.png" alt="" width="560" height="587" /></p>
<p style="text-align: justify;">O ponto mais importante é o seguinte: <strong>Não se esqueça de comprar seu ingresso antecipado</strong>. De acordo com o pessoal da organização, a procura foi tanta que pode ser que o Teatro fique lotado e pode não sobrar ingresso para quem deixar para comprar no último dia e em cima da hora, mas é aí que vem outra parte que completa o conforto, o Teatro.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7039" title="gamesinconcert_teatromunsantoandre_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/gamesinconcert_teatromunsantoandre_3.png" alt="" width="560" height="216" /></p>
<p style="text-align: justify;">O local escolhido para o evento foi o Teatro Antônio Houaiss (o conhecido Teatro Municipal de Santo André). Quem ainda não o conhece, ele tem poltronas bem confortáveis e fica em Santo André, bem perto de São Paulo e de fácil por trem.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-7041" title="7043989701_baa2051273_c" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/7043989701_baa2051273_c.jpg" alt="" width="480" height="391" /></p>
<p style="text-align: center;">Veja a imagem em um tamanho maior <a href="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/7043989701_baa2051273_c.jpg" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignright  wp-image-7042" title="7044040471_b3f8282201_b" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/7044040471_b3f8282201_b.jpg" alt="" width="314" height="819" />Mas eu não moro perto da capital de SP, nem do ABC… Sento e choro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Então, a outra notícia boa é que se você morar bem longe, o Games in Concert partirá para uma turnê passando em vários estados do Brasil, então não se esqueça de segui-los nas redes sociais para ficar por dentro das novidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Não importa se você passou pela época de assoprar fitas, se teve que manter a tampa do playstation aberta com um palitinho ou se você já tentou hackear o controle do Wii pra usar no computador também, a paixão é a mesma: os Jogos. Ver, ouvir, sentir e vibrar com os sons inesquecíveis de seus games favoritos representados com tanta destreza faz do Games in Concert um evento imperdível.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais informações:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom, como não podemos fazer um pergaminho de dezesseis páginas, risos, o site deles é muito mais organizado para isso, com todas as datas, preços, contato, entre outras infos. Falando nisso, você pode comprar o seu ingresso via internet também <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: left;"><strong>Sessões, local e data:</strong></p>
<p style="text-align: left;">Dia: 22 de abril de 2012<br />
Praça 4o Centenário número 01, Centro, Santo André &#8211; SP<br />
1ª Sessão: 18h00<br />
2ª Sessão: 20h30</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Preço: </strong></span><strong><span style="color: #0000ff;">R$ 35 Reais</span>*</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>*O valor real do ingresso é R$ 70, mas foi concedido um desconto para não estudantes também, assim todos pagam o mesmo valor. Se você curtir animes e quiser ir também no evento AnimABC, há um preço promocional específico no site (vejam nos links abaixo), além disso, alguns dos pontos de venda estão sujeitos a taxa de serviço.</em></p>
<p><a href="http://www.gamesinconcert.com/ingressos/formas-e-valores.html" target="_blank">Vejam aqui</a> as opções de pagamento online e opção de compra do ingresso do AnimABC também.<br />
E os pontos de venda <a href="http://www.gamesinconcert.com/ingressos/pontos-de-venda.html" target="_blank">aqui<br />
</a>Pagamento online por boleto e instruções gerais <a href="http://ticketbrasil.com.br/evento/gamesinconcert-sp/ " target="_blank">aqui</a></p>
<p>Release:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>O ‘Games In Concert’ é um Espetáculo que une uma Orquestra Clássica e uma Banda de Game Music tocando em perfeita harmonia Grandes Clássicos das musicas de Video-Games no melhor estilo Rock Sinfônico, apresentando uma forma inovadora e divertida de Concerto. Com Across Orchestra, Banda Smash Bros e o Pianista Marco Aurélio de Almeida sob a Regência de Rafael Waisman e Direção Geral de Átila Cumagai, o ‘Games In Concert’ vai além de apenas uma apresentação musical contanto com um grande aparato de Iluminação e Projeções que juntos fazem do Espetáculo uma experiência inesquecível para os amantes dos Games! O Espetáculo que conta com cast de músicos de primeira linha e une musicalmente o Clássico e o Moderno para homenagear em uma Noite de Gala as mais de três décadas de Video-Games que empolgaram, emocionaram e divertiram gerações de jogadores.</em><br />
<em> Além de seu grande elenco de músicos o ‘Games In Concert’ possui também em seu time mais de 50 profissionais trabalhando em seus bastidores, entre eles, técnicos, operadores de áudio, iluminação, contra regras e assistentes de produção.</em><br />
<em> A Première do ‘Games In Concert’ acontecerá no Teatro Municipal de Santo André no dia 22 de Abril de 2012 com apenas duas únicas apresentações e dando início a Tournée Nacional do Espetáculo que tem por objetivo percorrer vários Estados do Brasil!</em><br />
<em> Convidamos você para esta Grande Estréia!</em></p>
</blockquote>
<p><a class="twitter-follow-button" href="https://twitter.com/GamesInConcert_" data-show-count="false" data-lang="pt" data-size="large">Seguir @GamesInConcert_</a><br />
<script type="text/javascript">// <![CDATA[
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<p><iframe style="border: none; overflow: hidden; width: 520px; height: 290px;" src="//www.facebook.com/plugins/likebox.php?href=http%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FGamesInConcert&amp;width=520&amp;height=290&amp;colorscheme=light&amp;show_faces=true&amp;border_color&amp;stream=false&amp;header=true&amp;appId=187105401371474" frameborder="0" scrolling="no" width="320" height="240"></iframe></p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.gamesinconcert.com/">Site do Games in Concert</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">Crédito das imagens: <a href="http://www.flickr.com/photos/gamesinconcert" target="_blank">Flickr do Games In Concert</a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Texto de apresentação antes do release: Alonso Lizzard</strong></p>
<p style="text-align: left;">Realização:</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Across Entertainment</strong></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong>E aí? quem curtiu e ficou morrendo de vontade de ir? <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Resenha do ARC do livro: Oksa Pollock e o Mundo Invisível</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/04/16/resenha-do-livro-oksa-pollock-e-o-mundo-invisivel/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 04:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[ARC]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Foldingodo]]></category>
		<category><![CDATA[Ninjas]]></category>
		<category><![CDATA[Oksa Pollock]]></category>
		<category><![CDATA[PollockMania]]></category>
		<category><![CDATA[Suma de Letras]]></category>

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		<description><![CDATA[Aviso: Recebemos esse ARC da editora para ler a história e poder trazer essa resenha a vocês a tempo da época do lançamento do livro. Também recebemos uma peruca, risos, que vocês verão a seguir. Em breve colocaremos uma foto do livro final aqui. Agora, vamos à resenha: “Gosto de infância.” É o que me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7025" title="resenha_oksa_pollock_suma_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oksa_pollock_suma_10.png" alt="" width="622" height="467" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Aviso: Recebemos esse ARC da editora para ler a história e poder trazer essa resenha a vocês a tempo da época do lançamento do livro. Também recebemos uma peruca, risos, que vocês verão a seguir. Em breve colocaremos uma foto do livro final aqui. Agora, vamos à resenha:</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-7028" title="resenha_oksa_pollock_suma_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oksa_pollock_suma_9.png" alt="" width="317" height="774" />“Gosto de infância.” É o que me veio à menta durante a leitura de Oksa Pollock e o Mundo invisível. A história é light, deliciosamente cômica e definitivamente refrescante.</p>
<p style="text-align: justify;">Oksa Pollock é uma menina de 12/13 anos de família russa e excêntrica. Cultiva um adorável respeito pelas habilidades ninja, pratica caratê e jamais se atrasa.</p>
<p style="text-align: justify;">Como não poderia deixar de ser, ela tem o peso do mundo nas costas, não apenas por ser uma figura importante, mas também por ser adolescente – o que por si só já é uma espécie de fim do mundo, se você for tão dramático quanto Oksa Pollock.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se os outros leitores considerarão uma qualidade ou um defeito, mas a narração do livro acompanha a personagem no ar teatral e levemente exagerado. Eu gostei, como também gostei de Oksa – e do leque inteiro de personagens, por sinal. Cada um tem um núcleo dentro de si, com suas excentricidades, segredos e histórias. Desde Baba (não a Yaga, a Pollock, avó de nossa intrépida heroína), com suas poções, plantas e humores, até Tugdual, com suas roupas, música e conflitos – e este último nem tem tanto destaque na história, só me senti obrigada a comentá-lo por causa da aparência nórdica. COMO NÃO COMENTAR UM CARA DE BELEZA NÓRDICA? Thor me puniria loucamente.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Oksa olhou para ele, encantada com sua beleza nórdica e intrigada com a profunda tristeza que transparecia e ele não procurava esconder. Poucas semanas antes, ele havia dito lamentar que as pessoas não o vissem por trás das aparências. E ela agora compreendia o que quisera dizer.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A história apresenta vários tipos de clichê sem jamais perder o ar de ‘queria ter 12 de novo’. Mesmo sendo repetido, tudo é novidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-7022"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“O que Gus tinha? Simplesmente uma aparência incrível, um look dos diabos e um ar tímido que as meninas a-do-ra-vam. Mas para Oksa, que o conhecia muito melhor do que todas elas, havia outras qualidades, mais raras: era um amigo fiel, atencioso, modesto, gentil, inteligente&#8230;”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A mudança (de Paris para Londres), a nova escola com os bullies, os tímidos, o professor sargentão, a descoberta de um segredo grandioso e de um mundo de novas informações, etc. Tudo isso ao lado do sempre fiel Gus Bellanger, melhor amigo de Oksa, tão adorável quanto ela, dono de uma personalidade amigável e gentil.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7031" title="resenha_oksa_pollock_suma_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oksa_pollock_suma_12.png" alt="" width="542" height="417" /></p>
<p style="text-align: center;">As autoras. Foto: toroptsov.com</p>
<p style="text-align: justify;">E como este é um livro que fala de magia e de um outro mundo, é justo comentar um pouco disso, certo?</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Sentou-se no primeiro degrau da escada e, com as mãos nos olhos, tentou recuperar a visão que tivera da coisa. Uma criatura surgiu, com nariz pequeno e chato, orelhas de abano, boca de comprimento desmedido e olhos grandes e redondos.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-7026" title="resenha_oksa_pollock_suma_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oksa_pollock_suma_8.png" alt="" width="333" height="775" />Eu. Quero. Um. Foldingodo! (imagem ao lado).</p>
<p style="text-align: justify;">O nome é complicado e a criatura em si ainda mais, mas se essa história é um alívio cômico para crises de tristeza, esses personagens são uma cereja no bolo. Donos de uma mania estranha de falar complicado e facilmente influenciados pela cultura ao seu redor, como filmes e livros, os Foldingodos são pura solicitude e adoração à família que servem, de sua amável maneira esquisita.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“-Jovem Graciosa e jovem amigo, os dez sinais do relógio vão soar aos nossos ouvidos, é a informação que todos os estômagos aguardam” Mas estai tranqüilos! Os Foldingodos sabem prevenir tais inconvenientes e prepararam quitutes que encherão de água as bocas.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“-Foldingodo conhece todos os desejos confinados no fundo dos corações Graciosos – explicou o Foldingodo. – Todos os segredos.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para os mais exigentes, as explicações do livro, tanto das criaturas quanto do passado de Edefia e da história dos personagens, podem parecer ‘muito explicativas’. Isso porque, de fato, a vida de Oksa para de ser narrada nestes momentos – ela estuda e aprende sobre esses fatos, e acaba lecionando também ao leitor.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Leomido deu um pontapé na perna de Oksa, e Abakum segurou sua mão, pedindo que se controlasse. Em vão: como resposta, Oksa deu um sorriso meio satisfeito, meio sonso, tipo “sou-uma-adolescente-digna-do-nome-e-faço-o-que-quero-e-quando-quero” e continuou a orquestrar o balé aéreo das pequenas chamas.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-7029" title="resenha_oksa_pollock_suma_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oksa_pollock_suma_3.png" alt="" width="490" height="455" /></p>
<p style="text-align: justify;">O conhecimento não é introduzido como uma parte natural do mundo. É algo apresentado em momentos específicos e há passagens de pura informação (tanto para a pequena Pollock quanto para nós, leitores). Ele é, no fim das contas, um livro de introdução, apenas o início da série, servindo mais para apresentar toda uma nova mitologia, os fatos e conflitos do que para oferecer soluções. Isso é algo que deve ficar claro ao leitor: <strong>Esse é apenas o começo</strong>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Imóvel e decidida, juntou até o menor dos pensamentos e a mais ínfima porção de energia. E não precisou de muito tempo para que a torneira cedesse&#8230; Poucos segundos depois, um fio de água formou um espantoso turbilhão nos ares, se contorcendo com graciosas curvas, até cair aos pés de Oksa.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7027" title="resenha_oksa_pollock_suma_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oksa_pollock_suma_6.jpg" alt="" width="600" height="300" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Desde bem pequena, Oksa tinha o costume de ir ver a avó à tardinha, depois das aulas. Os pais estavam sempre tão ocupados, e Dragomira tão disponível! Oksa podia sem erro contar com ela.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quando paro para pensar, acho que esse é o presente perfeito para um adulto dar a uma criança, se estiver disposto a conversar com ela. Uma parte importante da narrativa é a família – o livro todo grita FAMILIA, DIÁLOGO e outras palavrinhas que hoje em dia fazem falta. Apesar do já citado ar levemente teatral, a relação de Oksa com os pais, a avó, o tio-avô e os amigos é bem realista e tem uma vibração diferente do que é comum em livros hoje em dia. Lembra aquelas famílias cômicas e desajustadas apenas na medida certa, mas acima de tudo unidas. Vale elogiar um pouco mais a construção da protagonista, que mostra ser um perfeito espécime de pré-adolescente de 12 anos: não é brilhante, nem extremamente madura, tampouco emocionalmente controlada. É inteligente, aplicada, dramática e cômica.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paintedcookiedesigns.blogspot.com.br/2011/08/mathnerd-ninjas.html"><img class="aligncenter  wp-image-7023" title="ninjas" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/ninjas.gif" alt="" width="402" height="328" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“De fato, ela nunca se atrasava, pela simples razão de correr incrivelmente rápido. Bastava se pôr na pele de uma corça fugindo de algum predador, ou então de um personagem mágico, dotado de poderes fabulosos, e complicavam-se as forças e a velocidade das pernas. Seu papel favorito era o de uma formidável guerreira ninja, com poderes sobre-humanos.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Apesar de acreditar que ele seja voltado mais para o público infanto-juvenil, o livro me encantou pela simpatia e descontração. Alguns compararam a Harry Potter, mas sinceramente, o menino bruxo não era fã de ninjas. Se pode-se comparar os dois livros, <em>também quero comparar Oksa Pollock e o Mundo Invisível a uma tarde de verão tomando sorvete ou a um dia de inverno comendo pipoca, ambos acompanhados de uma quantidade bem saudável de diversão e risadas</em>. Pra mim, faz muito mais sentido. Puro aconchego e alegria, altamente indicado para adultos que querem voltar à infância por algumas horas, crianças que gostam de ser crianças e até velhos rabugentos, porque eles podem dizer que não gostaram depois, mas vão ler e dar risada do mesmo jeito.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Oksa era como uma irmã. Não, mais do que uma irmã! Melhor do que uma irmã! Seu alter ego.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Enfim, corações de pedra e mal-humorados crônicos à parte, todos podem ler. Na verdade, aconselho a ler. É engraçado, simpático, despretensioso e, como eu já disse, uma delícia de história.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7024" title="resenha_oksa_pollock_suma_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oksa_pollock_suma_11.png" alt="" width="550" height="232" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota final: 4 Reginas com a peruca que a Suma de Letras enviou para ajudar a espalhar a #PollockMania <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /> </strong></p>
<p><strong>Resenha: Regina Umezaki<br />
Twitter: <a href="http://twitter.com/reginaumezaki" target="_blank">@reginaumezaki</a></strong><br />
Edição de imagens: Alonso Lizzard.<br />
Ilustrações dos personagens: Divulgação. Imagem ninjas, link na imagem. Foto do ARC do livro: Alonso Lizzard. Em breve teremos fotos da edição final. <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: center;"><em>Veja que legal a campanha de divulgação do livro na Croácia <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2012/04/16/resenha-do-livro-oksa-pollock-e-o-mundo-invisivel/"><img src="http://img.youtube.com/vi/AK8DGFK9lvQ/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>e o Booktrailer do livro:</em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2012/04/16/resenha-do-livro-oksa-pollock-e-o-mundo-invisivel/"><img src="http://img.youtube.com/vi/V4wMbAKWL8g/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Curtiu?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://links.lomadee.com/ls/YnVZVzsxOV9nb2JwYTsyMzg4MzczMzswOzEzNTszMzUzNzg3NTs7QlI7MTs-.html?kw=oksa+pollock+e+o+mundo+invisivel" target="_blank">Compre o seu exemplar e embarque na PollockMania também</a> <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </strong></p>
<p style="text-align: center;">Editora:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5395" title="editora_parceira_1v2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2011/10/editora_parceira_1v2.png" alt="" width="125" height="125" /></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Resenha do livro: Os homens que não amavam as mulheres &#8211; Stieg Larsson</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/04/08/resenha-do-livro-os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-stieg-larsson/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 20:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom, vou começar a minha resenha deste primeiro livro da trilogia Millennium falando sobre como não tive interesse de lê-lo a princípio, e, depois, como ele me cativou. No ano passado, ouvi muito falar de um “tal” filme sueco chamado “Man som hatar kvinnor” (o nome original em sueco ― depois falo sobre isso) e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7005" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_29" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_29.png" alt="" width="615" height="439" /></p>
<p style="text-align: justify;">Bom, vou começar a minha resenha deste primeiro livro da trilogia Millennium falando sobre como não tive interesse de lê-lo a princípio, e, depois, como ele me cativou.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-7006" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_28" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_28.png" alt="" width="350" height="233" />No ano passado, ouvi muito falar de um “tal” filme sueco chamado “Man som hatar kvinnor” (o nome original em sueco ― depois falo sobre isso) e fiquei com os dois pés atrás de vê-lo porque tem algo que odeio (e quem gosta? Só se for um ser sinistro e repulsivo): <strong>estupro</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, enrolei, enrolei, enrolei&#8230; Mas num belo dia fui convencida a ver porque a Bárbara do <a href="http://www.nemumpoucoepico.com/" target="_blank">NUPE</a> disse que o filme não era só sobre isso&#8230; e não é mesmo! Mas não se iludam, não é só sobre estupro, mas sobre <strong>ódio de homens por mulheres</strong>, o que acontece na Suécia, sim, mas que também acontece em outras partes do mundo, então seria muita ingenuidade achar que é um problema só deles&#8230; <strong>Também será publicado aqui outro artigo sobre os filmes sueco e americano, então aqui vou me concentrar no livro em si.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6990" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_23" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_23.png" alt="" width="224" height="183" /></p>
<p style="text-align: justify;">O livro é muito mais do que um livro sobre estupro, embora Stieg tenha escrito a trilogia numa forma de “redenção” por não ter ajudado uma garota que fora estuprada. Ele também era jornalista, assim como o personagem principal, Mikael, então podemos especular que a trilogia “Millennium” seja um “What if&#8230;?” do que poderia ter acontecido se tivesse ajudado a garota. Stieg Larsson era editor-chefe da revista Expo e um líder-especialista no tocante a extremistas antidemocráticos de extrema direita e organizações nazistas. Morreu em 2004, logo após entregar para publicação os manuscritos dos três livros que compõem a trilogia “Millennium”. Mas a história é bem mais complexa do que aparenta o primeiro volume.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos lá?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6955"></span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Temas e nuances</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6991" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_22" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_22.png" alt="" width="600" height="273" /></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns momentos irônicos e ou cômicos vêm dos personagens mais diversos, vejam alguns exemplos:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“É fascinante como os nazistas sempre conseguem colocar a palavra ‘liberdade’ em sua propaganda, não é mesmo?” – Henrik Vanger</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Também não sou muito chegada a limpeza doméstica, mas quando caixas de leite começam a atrair moscas, eu junto tudo e jogo fora.” </em></strong><strong><em>―</em></strong><strong><em> Salander a Plague</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O livro fala sobre especulação financeira, corrupção política, crimes corporativos, segredos familiares, preconceito racial, social, é tanta coisa! A gente viu o filme sueco e eu (Ana) tinha aproveitado uma oferta doidona no ano passado no Book Depository e comprei uma edição de colecionador. Por uma pechincha. Mesmo assim, ele ficou enfeitando a estante porque ainda tínhamos receio do quanto sofreria ao ler o que vi nas telas. Na verdade, foi uma surpresa. No bom sentido. A história é f-o-d-a! O Alonso tinha lido a edição em português e eu (Ana) não me controlei, quis dar meu ponto de vista também, só que como já tinha comprado a em inglês, acabei lendo a minha, mas dei umas olhadas na tradução do nacional também e tirei de lá as citações que aparecem aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi muita gente dizer que o começo do livro é arrastado ― e talvez tenhamos entendido o motivo por trás disso: são muitos detalhes sobre crimes de colarinho branco, corrupção, o mistério da família de Vanger, o julgamento de Mikael, são tantas informações&#8230; o que não quer dizer que não seja bem feito. Amamos o livro! &lt;3<strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6977" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_12.png" alt="" width="300" height="300" />O que quero dizer é que, talvez por ter trabalhado como tradutora não só de livros antes, como freelancer de textos técnicos, acostumei me acostumando com o jargão e eu (Ana) até meio que curto boa história de corrupção corporativa. Adoro! Para quem não gosta, talvez isso realmente torne o começo arrastado. Além disso, notei que a impressão, até o final da leitura, era de que o texto era jornalístico (lembrando que Larsson) era jornalista, porém, analisando isso mais a fundo&#8230; cheguei a outra conclusão: parece que você está lendo/vendo tudo o que aconteceu através das lentes de câmeras de segurança. Mas também temos insights de pensamentos de vários dos personagens, então, o mínimo que posso dizer é: deem uma chance ao livro!</p>
<p style="text-align: justify;">Se nem a Lisbeth, outra faceta importante do livro conseguir conquistá-lo, bem&#8230; talvez você pense em desistir&#8230; ou não&#8230; mas também posso garantir que a Lis não é o único personagem interessante nessa trama (é claro que ela é foda!), mas Mikael é bem delineado, tem suas nuances, alterna entre o jornalista e o ser humano, mostra seu lado mulherengo e “fofo” e tudo isso, e tudo pelo que ele passa na história&#8230; é muito tenso e denso. Eu (Ana) sei que uso demais essas palavras em resenhas, mas é verdade. Tem livros que são intensos, tensos e densos ― essa tríplice. E este não foge à regra. Tive que largá-lo em vários momentos e segurar o choro, querer socar a parede em face à repulsa de vários personagens, o quão falta de “humano” há em alguns que se dizem “seres humanos”, além de refletir sobre o mundo, é claro. <strong>Se você conseguir terminar de ler esse livro e não tiver um sentimento de repulsa, se não despertar nada em você&#8230; tenha medo. Talvez você não seja tão humano assim.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7001" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_15" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_15.png" alt="" width="595" height="488" /></p>
<p style="text-align: justify;">Temos todo o background de Mikael tão bem detalhado no livro! &#8230; e adorei o personagem – claro, ele tem falhas, então, mais um motivo pelo qual o livro é bem humano. Sobre o apartamento dele, sobre como seria perder o que conquistara, tudo por um julgamento por algo que ele havia publicado e que fora totalmente armado para que ele fosse preso e o corrupto saísse ileso.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Mas o risco de perder o apartamento não era nada comparado à enorme bofetada profissional que sofrera, cujos danos levaria algum tempo para reparar, supondo que fossem reparáveis.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Era uma questão de confiança. Num futuro próximo, muitos redatores hesitariam em publicar artigos em sua revista. Ele ainda tinha amigos capazes de entender que fora vítima do azar e das circunstâncias, mas não poderia mais se dar ao luxo de cometer o menor erro.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O mais doloroso, porém, era a humilhação.&#8221;</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Lisbeth Salander. Ela é uma diva. [Poderíamos inserir aqui o meme “Só que ao contrário” heheh] Só que totalmente destoante do que as pessoas consideram belo e certo, ela é o avesso do que a sociedade hipócrita e despótica considera ideal. Seus piercings, seu comportamento antissocial, e mais uma série de coisas que não vou detalhar aqui para não estragar a história, fazem de Lisbeth uma Diva. Sim, com D maiúsculo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://nikolett17576.deviantart.com"><img class="aligncenter  wp-image-6978" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_10.png" alt="" width="394" height="545" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Lisbeth Salander nunca esquecia uma afronta e estava disposta a tudo, menos a perdoar.”</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não sei dizer se é ou não um livro que dá para ser lido em poucos dias, porque minha leitura se arrastou não pelo livro em si, mas pelas mil e uma tarefas que tive que fazer nessa semana ― inclusive a Dominação Distópica. Mas posso garantir que o livro é bom. Pensando bem, o ideal não é ler em poucos dias, pois há sim muita informação para ser absorvida, por isso talvez eu (Ana) tenha aproveitado bem o livro, tendo levado (e não é vergonha admitir isso, já que ler não é uma competição) 17 dias para terminar de ler este livro. Fazendo anotações a cada sei lá quantas páginas, de tudo que eu queria dizer. Posso não ser uma Lisbeth Salander, que faz relatos extensivos e profundamente detalhados, mas estou me aprofundando aqui em detalhes que não consegui deixar passarem batido.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Mas e pra quem não curte o tema policial? O que há além disso?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://_achen089.deviantart.com"><img class="alignleft  wp-image-6982" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_14" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_14.png" alt="" width="296" height="441" /></a>É, não posso dizer para vocês pularem as páginas que possam parecer chatas para vocês&#8230; mas o livro é muito mais sobre o lado sombrio do ser humano do que sobre a investigação em si (que tem um grande foco, lógico, mas que serve de plano de fundo para a declarada mostra das coisas mais íntimas do ser humano. Tanto as boas&#8230; quanto as repugnantes).</p>
<p style="text-align: justify;">Esse livro não é para quem não aguenta ler temas pesados&#8230; mas tente dar uma chance a ele, porque, muitas vezes conhecer o Mal, acaba evitando que as pessoas não façam aquilo, mesmo que seja sem querer. E não estou falando apenas do estupro, como também de todas as outras maldades que o livro joga na nossa cara e desmascara. Dói. Muito. Mas vale totalmente a pena. Sair do mundo dos unicórnios saltitantes às vezes é bom, mesmo que doloroso. Foi assim quando li Bela Maldade, mas neste livro, Stieg Larsson expõe as estranhas mais pavorosas de certos seres “humanos” de um jeito&#8230; cru, tenso, tétrico, intenso, doentio, mas excelente.</p>
<p style="text-align: justify;">Se há falhas na narrativa? Se poderia ser menos longo, menos detalhado, se poderíamos ser poupados de saber todos os detalhes sobre os cafés da manhã etc.? Talvez, mas, no fim das contas, percebi que isso me fez entrar mais na trama, tentar entender o cotidiano dos personagens, seus hábitos, além de me proporcionar essa sensação de estar vendo câmeras de segurança – e ainda de ouvir os pensamentos de alguns dos personagens como se houvesse ali um grilo falante, ou, para ser mais <em>tech</em>, se houvesse um chip de escuta em seus pensamentos e sentimentos mais íntimos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.communityofsweden.com/photos/photo/?photo=66622"><img class="alignright size-full wp-image-6983" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_13" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_13.png" alt="" width="310" height="480" /></a>Posso afirmar também que o livro trata da história da família disfuncional de Henrik Vanger ― que é um estereótipo (não no mau sentido, neste livro) de famílias que carregam o fardo de ter alguns de seus membros nazistas, que, na época do desaparecimento de Harriet, a menina por quem Henrik contrata os serviços de Mikael, as mulheres nem tinham direitos ainda ― sim, coisa muito triste, mas é verdade. Nazistas, sim, há nazistas, mas não-nazistas cometem tantas atrocidades nesse livro&#8230; =/ Mas há sim homens legais nesse livro! Assim como há caras legais no mundo e caras nojentos que merecem&#8230; bem [insira aqui o que você acha que eles merecem!]</p>
<p style="text-align: justify;">O chefe de Salander, longe de ser perfeito, é um cara legal, digno. Algumas das mulheres da família Vanger conseguem ser tão asquerosas quanto os homens&#8230; é terrível assim. E se você acha que vai parar de chorar/ter nojo e vontade de vomitar quando acaba a parte dos abusos sofridos por Salander, prepare o coração, porque logo virá algum outro momento em que novamente algo repulsivo será retratado em detalhes nojentíssimos. E não é sensacionalismo, creio que seja para abrir os olhos das pessoas. Se você prefere ignorar que o mundo é feio, continue de olhos fechados e não o leia. Mas garanto que não é pior do que muitos dos programas sensacionalistas que você acaba vendo sem querer ou não na TV. Não condeno ninguém que não queira ler este livro, mas estou sim os incitando a aceitar o desafio.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Outras polêmicas</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6979" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_6.png" alt="" width="492" height="364" /></p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao nome/título do livro. Houve muita controvérsia entre fãs nas épocas dos lançamentos quanto aos títulos. Muitos suecos criticam (e, em parte concordo com eles, ainda mais agora que terminei de ler o livro) que era “errado” mudar o título em inglês para “The girl with the dragon tattoo”. O.k., tem a garota, tem a tatuagem de dragão, mas o livro não é só sobre Lisbeth, a hacker, injustiçada, rebelde, a anti-heróina maravilhosa que nos conquista a cada página! ;p</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6992" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_20" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_20.png" alt="" width="599" height="309" /></p>
<p style="text-align: justify;">“Man som hatar kvinnor” quer dizer, literalmente, “Homens que odeiam mulheres”, o que foi amenizado na versão francesa, que foi a versão utilizada para tradução da Espanha e no Brasil, até onde eu (Ana) pesquisei; no inglês foi traduzido direto do sueco, e em alemão, não consegui confirmar com certeza, mas parece que também foi.  No alemão, o nome ficou “Verblendung”, que quer dizer “cegueira, estado de ser incapaz de ver algo”, além de poder ser traduzido também como “cobertura”, no caso, a cobertura do caso de Harriet e de coisas do passado de Salander e da própria família Vanger. Só que eu soube que houve uma tradução anterior que se chamava &#8220;Männer, die Frauen hassen“, que quer dizer “Homens que odeiam mulheres”</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, por motivos publicitários, esse título foi mudado, com a desculpa de que ninguém compraria um livro como esse nome ― o que não deixa de ser uma tremenda de uma hipocrisia, já que é exatamente esse um dos temas mais ressaltados no livro, para não dizer o principal. O.o</p>
<p style="text-align: justify;">Gostei de, no filme original sueco, ter sido mantido o título original, embora em português tenha ficado “Os homens que não amavam as mulheres” ― “não amar” não é sinônimo de “odiar”. Você pode “não gostar” de gatos e não necessariamente odiá-los a ponto de matá-los! E, nesse caso, nem estou colocando a culpa na Companhia das Letras, pois esse mesmo “problema” existe em outras traduções, como a espanhola também, que se chama “Los hombres que no amavan a las mujeres.” Além disso, sem querer passar spoilers demais, há coisas que acontecem nos dias em que o livro é narrado, atualmente, portanto não é algo que ficou no passado e “não amavam” ou qualquer forma desse uso verbal em outro idioma deixa uma idéia de que isso ficou no passado, o que não é o caso. Exemplos (do próprio livro)?</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Na Suécia, 18% das mulheres foram ameaçadas por um homem pelo menos uma vez na vida.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Na Suécia, 13% das mulheres foram vítimas de violências sexuais cometidas fora de uma relação sexual.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Na Suécia, 92% das mulheres que sofreram violências sexuais após uma agressão não apresentaram queixa a polícia.&#8221;</em></strong></p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Sobre a edição resenhada</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6995" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_26" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_26.png" alt="" width="620" height="378" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foto: Livraria Saraiva</em></p>
<p style="text-align: justify;">A edição que recebemos é a edição econômica nova (que é chamada assim, pois não tem orelha), porém ela vem com a ilustração da capa preta, como era aquela edição mais cara antiga. Aparentemente, eles padronizaram, criando essa versão mesclada para todos. Um ponto bem positivo é que o papel é excelente, pólen soft e ele aguentou a nossa dissecação sem desmontar nem amassar (realmente maltratamos o coitado e ele está inteirinho). Vide a imagem lá de cima &#8211; a primeira e a segunda do post (fizemos questão de tirar as fotos depois de lê-lo).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6996" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_25" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_25.png" alt="" width="620" height="404" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foto: Livraria Saraiva</em></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao texto, na nossa opinião, seria bem legal se a Companhia das Letras aproveitasse o momento para inaugurar uma nova edição que fosse traduzida direto do sueco. Ficamos meio chateados por perdemos algumas nuances da história, o que tende a acontecer com uma &#8220;tradução da tradução&#8221; (algumas nuances, ou muitas, não saberia dizer, porque não sou expert em sueco, sei algumas coisas básicas de comunicação e um tanto sobre a cultura, porque fiz um curso básico e tive contato com bandas e amigos nórdicos – suecos, dinamarqueses e finlandeses). Como eu (Ana) disse lá em cima, o Alonso leu em português enquanto eu lia minha edição em inglês e, embora os dois sejam traduções, a em inglês foi feita do sueco. E como usei a edição nacional para pegar citações e ver uns trechos notei algumas coisas “estranhas”, como “orco” (quem leu/viu os filmes do Senhor dos Anéis sabe que ficou “orc” mesmo em português do Brasil ― “orco” foi como ficou em Portugal. Em determinado momento, na edição brasileira, lemos “repugnante batom preto”. Não tinha nenhuma palavra nesse trecho que quisesse dizer “repugnante”, na versão em inglês, que foi traduzida do sueco, indicando que há adjetivos que talvez não deveriam estar ali.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://plzkthxbai.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/20090612-IMG_5879.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6993" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_24" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_24.png" alt="" width="600" height="278" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, iBook, por exemplo, que era o computador da Apple mais moderno na época em que se passa a história, foi trocado pelo genérico “notebook”. Embora tenhamos lido muitas reclamações em diversos sites de como “é irritante ver a descrição da configuração do computador da Salander em várias páginas”, quem é (ou conhece) um hacker e/ou um usuário avançado de computador, sabe da importância de um bom hardware. Então, trocar iBook por notebook foi algo que me pareceu muito ilógico, e que deve ter sido feito já na tradução francesa, já que todas as outras marcas (e são várias) foram mantidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-6998" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_27" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_27.png" alt="" width="173" height="419" />Imagino que seja bem difícil encontrar no Brasil um(a) bom(boa) tradutor(a) de sueco que traduza literatura (e não textos técnicos). Na verdade deve ser mais algo como um &#8220;<em><strong>Onde está Wally&#8230; versão Sueca?</strong></em>&#8220;, risos, mas se houver uma coisa rara como essas por aqui, deve viver ocupado e possivelmente teria tarifas altíssimas. Mas será que não valeria a pena encontrar um achado desses? Pois as outras traduções dos diversos livros que li da Companhia das Letras (antes e depois da parceria do blog aqui com eles) eram lindas, se não perfeitas, porque a perfeição é algo inatingível, e sei disso como tradutora também, eram quase perfeitas. Adianto a vocês que, embora algumas partes possam parecer confusas em português por causa da tradução ― e ainda temos o problema de não sabermos “de quem é a culpa?”: do tradutor brasileiro? Do tradutor francês? De ambos? Porque eu já li diversos comentários de pessoas (que parecem) sérias na Internet sobre alguns dos horrores das traduções francesas. Uma das mais recentemente criticadas foi a da série “The Iron Fey”. Conclusão: talvez você sinta ainda um pouco mais arrastado, em português, o começo, pela estranheza de algumas coisas da tradução, mas lá pela página 200 e pouco, o ritmo do próprio livro se acelera e parece que a tradução acompanhou isso em termos de qualidade (está bem menos estranho).</p>
<p style="text-align: justify;">Só mais um exemplo de algo que me deixou em dúvida, e não tenho o original para comparar: em inglês, traduzido do sueco, Salander diz/pensa que vem cuidando sozinha de sua vida desde seus 10 anos de idade. Na edição em português, ficou “Eu mesma me encarrego disso há dez anos.” (Salander pensando em como ela cuida de si sozinha.)</p>
<p style="text-align: justify;">Esperamos que a Companhia das Letras veja essas nossas considerações como uma crítica sincera, como sempre fazemos aqui, pois adoramos a editora, e acho que não só a gente do icultgen, como vários leitores, ficariam felizes com uma retradução (algo que vive sendo refeito, vide 1984, por exemplo).</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Voltando aos temas do livro</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-6980" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_5.png" alt="" width="242" height="306" />Voltando ao tema (aos temas) do livro: Se um dos temas primordiais do livro é o ódio puro e simples dos homens pelas mulheres, não seria, pela decisão de marketing para venda, meio incoerente mudar o título para qualquer coisa que não seja “Homens que odeiam mulheres? =/</p>
<p style="text-align: justify;">Obs.: Novamente chamo a atenção a vocês para o fato de que isso não ocorre apenas na Suécia. O autor é sueco e esteve (porque ele morreu logo depois de entregar os manuscritos destes 3 livros, como já mencionei antes) retratando problemas de seu país que não deixam de ocorrer em outros países. {Aliás, no próprio Brasil, há um político querendo instaurar uma “bolsa-estupro”. Nojento, não? Nem vou citar fontes nem nada. Gostaria que isso fosse uma piada de mau gosto, mas, infelizmente, não é =/}</p>
<p style="text-align: justify;">Crimes de ódio, crimes de colarinho branco, sexismo&#8230; isso existe, infelizmente, em todos os países do planeta Terra&#8230; infelizmente&#8230; em alguns, em menor escala&#8230; será mesmo em menor escala? &#8230; ou apenas há menos relatos sobre o que ocorre em tais países? Momento para refletir&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://georgel_mcawesome.deviantart.com"><img class="alignright size-full wp-image-6975" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_11.png" alt="" width="250" height="757" /></a>Uma coisa muito interessante é que Mikael chega a achar que Salander tem Asperger&#8230; por causa da memória fotográfica e o comportamento estranho&#8230; e fui pesquisar mais sobre isso (além do que já tinha feito quando traduzi <strong><a title="The Big Bang Theory: Entrevista com Jim Parsons (Sheldon)" href="http://www.icultgen.com.br/2009/09/06/the-big-bang-theory-entrevista-com-jim-parsons-sheldon/" target="_blank">uma entrevista com o Jim Parsons de The Big Bang Theory</a></strong>, e o que descobri foi interessante, que alguns pesquisadores e pessoas que “sofrem” de Asperger são a favor de que deva haver uma mudança de atitude em face ao Asperger. Ainda mais que não é algo incomum em pessoas extremamente inteligentes. E que também algumas pessoas podem ter aspectos de Asperger. E que isso não seja algo “negativo”. Tal mudança, segundo esses pesquisadores e essas pessoas com Asperger, a chamada “síndrome” deva ser encarada como uma diferença e não como uma incapacidade e, portanto, que não deva ser tratada e nem curada.</p>
<p style="text-align: justify;">São tantos temas abordados neste primeiro livro de Larsson&#8230; que não há como simplesmente pegar outro livro depois (a não ser que seja o próximo da trilogia, rs), sem parar e refletir um pouco. Tem gente que acha que o livro é superestimado, mas, por outro lado, muitos (incluindo eu e o Alonso) acham que Lisbeth é uma das melhores anti-heróinas dos últimos tempos, se não for a melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Deveríamos ter começado por aqui, não? Tudo começa com “o caso das flores secas”, e depois, o julgamento de Mikael Blomkvist. Eu (Ana) gosto de começar citando o que vai provavelmente empolgar/desempolgar o leitor, hehe. Mas é assim que a história começa. E as vidas do velho Vanger e de Mikael e de Salander vão se encontrar de um jeito sofrível para os três, mas com vários saldos positivos e não apenas negativos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Mikael sabia perfeitamente que todas as famílias têm esqueletos no armário. A família Vanger tinha um cemitério inteiro.”</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Mikael, sobre ser o “condenado” (já que <strong>ele </strong>costumava entrevistar os condenados):</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Eis o que é ser um criminoso (&#8230;) Do outro lado do microfone&#8221;.</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Larsson aborda tantos temas que seria possível montar uma tese de mestrado sobre o primeiro livro em si e/ou sobre a trilogia (que teria um quarto livro&#8230;) ― mas vou mencionar um que pode parecer despercebido à prima vista: a estranheza de quando amigos de escola, ou de um passado distante que seja se reencontram, que é o que ocorre com Mikael e Robert Lindberg.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Apertaram-se as mãos por cima da amurada.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Uma eternidade antes, no colégio de Kungsholmen nos anos 1970, Mikael Blomkvist e Robert Lindberg haviam sido companheiros, e até mesmo muito bons amigos. Como acontece com frequência entre velhos colegas de escola, a amizade acabou depois da conclusão do secundário. Cada um seguiu seu caminho e eles se viram raras vezes nos vinte anos seguintes. O último encontro antes deste, inesperado, no cais de Arholma, ocorrera sete ou oito anos atrás. Agora os dois se examinavam com curiosidade. Robert estava bronzeado, com cabelos emaranhados e uma barba de quinze dias.&#8221;</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Dragan Armanski, o chefe de Lisbeth, tem uma visão meio paternal – parando por aqui para não entrar no campo do monstro do spoiler-mor&#8230; então, o trecho abaixo mostra a forma como ele a vê:</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6988" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_2.png" alt="" width="600" height="304" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Qualquer um era capaz de obter informações bancárias ou efetuar um controle fiscal, mas Salander tinha imaginação e trazia sempre algo mais do que era esperado. Ele realmente nunca entendeu como ela conseguia; às vezes sua capacidade de obter informações parecia magia pura. Familiarizada ao extremo com os arquivos administrativos, ela sabia desencavar as informações mais obscuras. Tinha sobretudo a capacidade de se infiltrar na pele da pessoa investigada. Se houvesse</em></strong><strong><em> </em></strong><strong><em>merda a revelar, atingia o alvo como um míssil programado.&#8221;</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7007" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_bigmac" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_bigmac.png" alt="" width="400" height="457" /></p>
<p style="text-align: justify;">Salander, que nem tinha terminado a escola, apresentava relatórios “de uma minúcia quase científica, com notas de rodapé, citações e indicações exatas das fontes.” Embora seu chefe a achasse estranha, anoréxica (o que depois descartara, já que a via comento todo tipo de junk food), ele acabou tendo que admitir que aquela garota era seu “melhor cão de caça”. Mas, como seus colegas de trabalho não se davam bem com ela&#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Os colegas que tentavam iniciar uma conversa raramente obtinham uma resposta e logo desistiam.”</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Depois de um mês de trabalho, ele viu o potencial de Salander e fez com que ela ― que era “relegada” a servir café e coisas do gênero, tivesse em sua empresa o cargo que merecia, e logo ela acabou virando sua freelancer (e sua melhor investigadora!) ― Aliás, sabemos que a história é fictícia, mas corrobora a idéia de que talvez não se deva “curar” pessoas com Asperger, e sim “moldá-las” à sociedade, não as transformando, mas “dando um jeitinho”, como no caso de Salander que acaba trabalhando como freelancer <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  (Falarei mais sobre isso mais adiante nessa resenha.)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://simply-unwritten.tumblr.com/post/13133366785"><img class="aligncenter size-full wp-image-6986" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_19" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_19.png" alt="" width="530" height="363" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ah, isso do café eu (Ana) já sabia porque meus amigos suecos/finlandeses falavam disso o tempo todo&#8230; mas como eles tomam café! (E se você recusar, é considerado ofensa heheh – lance cultural).</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Frode pediu uma segunda xícara de café e voltou-se outra vez para Salander.”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Mikael tomou um gole de café. Um autêntico café fervido e amargo do Norrland, pensou, perguntando-se aonde tudo aquilo ia levar.”</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Pelo visual e pelo comportamento “anormal” (e o que é normal? Aquilo que a sociedade impõe como certo? Mesmo?), ela a havia julgado errado.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6985" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_18" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_18.png" alt="" width="600" height="240" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Armanskij estava perplexo e irritado consigo mesmo por tê-la manifestamente julgado mal. Achou-a estúpida, talvez até um pouco retardada. Não esperava que uma menina que falhara nos estudos e que não tinha sequer notas no final do colégio pudesse escrever um relatório não somente correto do ponto de vista linguístico mas que apresentava também observações e informações que o faziam se perguntar como ela as tinha obtido.&#8221;</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E já vi alguns casos desses julgamentos errados, de só porque a pessoa nem terminou a oitava série, acharem que ela não “valia nada”. Nem sempre os estudos são a única coisa que traz capacidade a alguém. Na verdade, nunca os estudos são a única coisa que traz conhecimento a alguém ― e digo isso especialmente em relação à formação básica escolar.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse primeiro volume de Millennium é rico em diversos aspectos, inclusive na citação direta ou indireta a outros livros. Quem leu “A arte da Guerrra”, por exemplo, pode notar na citação abaixo a total influência desse livro no pensamento de Henrik&#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Tive numerosos inimigos ao longo dos anos e aprendi uma coisa: não aceitar o combate quando é certo que se vai perder. Em compensação, jamais dê folga a quem o demoliu. Seja paciente e responda quando estiver em posição de força, mesmo que não haja mais necessidade de responder.”</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6984" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_17" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_17.png" alt="" width="600" height="293" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, são vários personagens, muitos nomes e dá pra se perder. No livro há uma árvore genealógica e inclusive o autor “brinca” com isso mais de uma vez, como no exemplo abaixo:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Martin Vanger sabia, portanto que Mikael fora contratado para escrever uma crônica familiar e perguntou como estava indo o trabalho. Mikael respondeu, sorrindo, que tinha dificuldade de lembrar os nomes dos membros da família.”</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como já dissemos lá em cima, não há como não criar empatia pela personagem, peculiar, interessante, uma das mais profundas de toda a literatura.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há uma personagem, Isabella Vanger, pela qual não dá para criar empatia de modo algum!</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Isabella Vanger (&#8230;) Ele [Mikael] pensou num vampiro começando a envelhecer, de uma beleza impressionante mas venenosa como uma serpente.”</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
</blockquote>
<p><img class="aligncenter" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_7.png" alt="" width="419" height="342" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, a forma como Mikael “vê” alguns dos personagens é peculiar, rs, para dizer o mínimo:<strong> </strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Na imaginação de Mikael, Harald adquiria cada vez mais a forma de um Gollum malévolo que espionava os arredores atrás das cortinas e se entregava a atividades misteriosas em seu covil hermeticamente fechado.”</em></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Algumas das coisas que  tínhamos anotado podem acabar sendo spoilers, então talvez façamos um artigo com as “curiosidades” que notei no livro (vou deixar vocês passando vontade e adiantar que falarei do apelido de Mikael <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ). =]</p>
<p style="text-align: justify;">Vou encerrar essa resenha com uma citação sobre a qual seria legal todos refletirmos, além de alguns links e referências bibliográficas sobre Asperger para vocês <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6989" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_21" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_21.png" alt="" width="595" height="269" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>“Privar uma pessoa do controle de sua vida, ou seja, de sua conta bancária, é uma das medidas mais degradantes a que se pode recorrer uma democracia, ainda mais quando se trata de um jovem. É degradante, mesmo que a intenção seja considerada boa e socialmente justificável.”</strong></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resenha de: Ana Death Duarte e Alonso Lizzard</strong><br />
<strong>Edição de imagens e foto do livro (primeira e segunda imagem): Alonso Lizzard.<br />
Créditos para os artistas &#8211; links nas imagens / Wally: whereswally.com / Imagem do dragão &#8211; logo da adaptação Sueca para cinema da obra <strong> (2009)</strong>.</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6987" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_16" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_16.png" alt="" width="480" height="380" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em breve colocaremos aqui no blog algo que muitos estão esperando&#8230; a <strong>Batalha das Adaptações. <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outros links:</strong><br />
<strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Asperger_syndrome" target="_blank">Saiba mais sobre Asperger<br />
</a></strong>ou<br />
* Clarke J, van Amerom G (2007). &#8220;&#8216;Surplus suffering&#8217;: differences between organizational understandings of Asperger&#8217;s syndrome and those people who claim the &#8216;disorder&#8217;&#8221;. Disabil Soc 22 (7): 761–76. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Digital_object_identifier">doi</a>:<a href="http://dx.doi.org/10.1080%2F09687590701659618">10.1080/09687590701659618</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6990" title="resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_23" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_oshomensquenaoamavamasmulheres_23.png" alt="" width="224" height="183" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Curtiu?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://el2.me/bYbd" target="_blank">Veja aqui onde comprar a trilogia pelo melhor preço</a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Editora:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-5386" title="editora_parceira_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2011/10/editora_parceira_5.png" alt="" width="125" height="125" /><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Resenha do livro: Destino &#8211; Ally Condie</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 21:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distopia]]></category>
		<category><![CDATA[Dominação Distópica]]></category>
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		<description><![CDATA[Vou ser bem direta na resenha desse livro, começando já com a história, sua ligação com nossa realidade e parte de suas mensagens. Na Sociedade (como se chama a “controladora-mor” na distopia da vez), eles escolhem seus pares. Eles escolhem outras coisas por você também, mas essa resenha vai ser feita pelo ponto de vista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6968" title="resenha_destino_asociedade_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_destino_asociedade_9.png" alt="" width="617" height="487" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vou ser bem direta na resenha desse livro, começando já com a história, sua ligação com nossa realidade e parte de suas mensagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Sociedade (como se chama a “controladora-mor” na distopia da vez), eles escolhem seus pares. Eles escolhem outras coisas por você também, mas essa resenha vai ser feita pelo ponto de vista da Dominação Distópica, então, vamos lá.</p>
<p style="text-align: justify;">É mesmo tão absurdo e irreal? Para quem não sabe, não se lembra, não faz muito tempo que se começou a “casar por amor” e as pessoas começaram a ter direitos de escolherem seus pares, embora algumas sociedades, alguns grupos religiosos e algumas famílias ainda façam as escolhas pelos filhos. Jane Austen escreveu diversos livros sobre o assunto e as críticas estão lá, mesmo que subentendidas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-6964 aligncenter" title="resenha_destino_asociedade_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_destino_asociedade_7.png" alt="" width="352" height="398" /></p>
<p style="text-align: justify;">Mas é só isso a base de Destino?<br />
A resposta é curta e simples: Não!</p>
<p style="text-align: justify;">Foi bom eu ter lido esse livro praticamente depois de um ano do lançamento, pois minha visão não foi prejudicada por nenhuma resenha negativa que li na época e não foi exaltada por nenhuma positiva. Li o livro, despretensiosamente e&#8230; bem, vou falar mais sobre ele depois a quebra, mas já posso dizer que o romance (a “base” ou o “chamariz” dos livros distópicos da chamada “terceira onda” ― falarei mais sobre isso <strong>especificamente</strong> em um futuro próximo ― não é nem de longe o foco do livro. A escrita é belíssima, poética, e sua leitura foi bem rápida para mim, mesmo em um mês corrido, o que é um excelente sinal.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Mal posso esperar. Por mais rápido que o trem aéreo avance, ainda não é rápido o bastante. Ele silencia a noite, e seu som é um pano de fundo para os chuviscos das vozes de nossos pais e os relâmpagos das batidas do meu coração.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/category/dominacao-distopica/"><img class="alignleft size-full wp-image-6960" title="dominacaodistopica_logopararesenhasv3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/dominacaodistopica_logopararesenhasv31.png" alt="" width="160" height="165" /></a>Embora Allie faça referências (que prefiro chamar de “winkies” ou “Easter Eggs”) a diversas obras distópicas que vieram antes, ela soube criar um mundo seu, com suas peculiaridades, que nos lembra, pelo menos a quem viveu e/ou conviveu com pessoas que viveram na Ditadura ― ou pelo menos leu livros de história a respeito disso ―, onde havia toque de recolher, entre outros horrores que permeiam a beleza poética da prosa de Allie, ou seja, a história.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltemos à nossa realidade: quantas mulheres/meninas/garotas são levadas a sonharem com/desejarem seu Par/casamento desde crianças? Brincando de casinha? Com bonecas-bebês para cuidarem, etc.? É mesmo tão irreal? E assim começa o livro, com a preparação de Cassia para o Banquete dos Pares.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a distopia avança e um dos pontos-chaves que permeia todo o livro é justamente algo usado em sociologia, psicologia, matemática, economia, sim, na vida real, na Teoria dos Jogos: O Dilema do Prisioneiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6958"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;É estranho como nos agarramos a pedaços do passado enquanto aguardamos por nossos futuros.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu não vou entrar em muitos detalhes, como vocês que já devem estar acostumados a ler minhas resenhas sabem que não faço isso, mas vou mostrar a vocês os motivos pelos quais acredito que a leitura desse livro seja totalmente válida <strong>e </strong>prazerosa, mesmo para um livro distópico, que mostra coisas tristes, com um toque de beleza que chega a me lembrar belas pinturas que são manchadas por sangue de inocentes em uma guerra&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6967" title="resenha_destino_asociedade_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_destino_asociedade_6.png" alt="" width="191" height="187" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8221; &#8211; Não é sorte, Cassia. Não existe sorte na Sociedade.</em><br />
<em>Concordo com um aceno. Claro. Eu não devia usar um termo tão arcaico e pouco preciso. Hoje só há a probabilidade. O quão esperado, ou inesperado, que algo ocorra.&#8221; </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://im_frz.deviantart.com"><img class="alignright size-full wp-image-6961" title="resenha_destino_asociedade_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_destino_asociedade_5.png" alt="" width="320" height="687" /></a>Como em <em>Equilibrium</em>, filme distópico de 2002, após certas “condições”, estabelece-se a sociedade que, também como o filme, tem uma “fachada” sólida, rígida, mas que tenta fazer com que as pessoas acreditem naquilo como o melhor para eles. Seria o princípio da utopia. Mas se tudo é escolhido para você, as cores de suas roupas, seus pares, seus empregos, sua comida, enfim, tudo, onde fica a liberdade? Os seres humanos vivem sob um governo/uma “Sociedade” totalitária, onde os seres humanos vivem não só para perpetuarem a espécie (ainda com as melhores condições genética possíveis&#8230;), como para “servirem” à Sociedade. Se em <em>Equilibrium</em>, eles aboliram, com uma única droga, o Prozium, o “sentir” (e Allie faz um “winkie” a isso também em sua obra), em Destino (Matched), as pessoas sentem, mas vivem suas vidas cotidianas cumprindo regras, comendo o que lhe são dados, como se aquilo fosse um mundo perfeito. Só que fica claro desde o começo que não é. E é perceptível, também desde o início, que aquilo é uma ditadura-distópica.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Meu pai passa meses trabalhando em áreas antigas que estão sendo restauradas e transformadas em Bairros para uso público. Ele revira as relíquias de uma sociedade que não está tão distante do passado quanto parece (&#8230;) está trabalhando em um projeto de Restauração particularmente interessante: uma antiga biblioteca. Ele separa as coisas que a Sociedade determinou que são valiosas das outras que não são.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não quero, de jeito nenhum, dizer que Destino é um completo rip-off de <em>Equilibrium</em>, porque não é. Mesmo porque o próprio filme já fazia homenagem a Fahrenheit 451, 1984, Admirável Mundo Novo, entre outras obras, que também são ref(v)erenciadas em “Destino”.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem ainda acha que as distopias são irreais, vejam só a análise do próprio autor de Admirável Mundo Novo: “Os radicais nacionalistas impuseram sua vontade, com as consequências que todos conhecemos &#8211; bolchevismo, fascismo, inflação, depressão, Hitler, a Segunda Guerra Mundial, a ruína da Europa e a fome quase universal.“</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Os trabalhadores arrastam o tubo de incineração até uma das pilhas novas. As espinhas dos livros foram quebradas, seus ossos, finos e delicados, se esfarelam. Os trabalhadores os enfiam no tubo de incineração. Pisam neles. Os ossos estalam sob as botas como folhas.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6965" title="resenha_destino_asociedade_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_destino_asociedade_4.png" alt="" width="522" height="493" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Escolhas&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em Admirável Mundo Novo, a droga é a “Soma”, em “Destino”, há três tipos de pílulas: a azul, a verde e a vermelha. Há queima de livros e outras obras como em Fahrenheit 451 e Equilibrium, há os rebeldes, e, curiosamente, se em Admirável Mundo Novo, as pessoas não temiam a morte por não terem famílias, e morriam por volta dos 60 anos, em “Destino”, Allie foi além (vocês vão notar a referência, não vou estragar a graça aqui falando sobre a Morte em Destino), e fez com que a Sociedade falhasse, pois a natureza do Ser Humano já tende a prevalecer sobre a opressão sob condições mais difíceis, vide a vida real e suas ditaduras, mesmo com muitas mortes para que no futuro as próximas gerações pudessem ter <strong>escolhas</strong>. A Sociedade, ao permitir que as pessoas sintam, facilita a discordância. E o que senti, ao terminar de ler o livro, é que eles usam os seres humanos ― e quem são os Eles, ou o Ele, ou Ela? ― como ratos em um grande laboratório, pois até os Funcionários são submetidos às mesmas regras.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;(&#8230;) ninguém sabe quando a tecnologia pode falhar. Foi o que aconteceu com a sociedade antes da nossa. Todo mundo tinha tecnologia, tecnologia demais, e as consequências foram desastrosas. Agora nós temos a tecnologia básica de que precisamos &#8211; terminais, leitores, escrevinhadores &#8211; e nosso consumo de informação é bem mais específico. Especialistas em nutrição não precisam saber como programar trens aéreos, por exemplo, e programadores, por sua vez, não têm que saber preparar alimentos (&#8230;) Não precisamos compreender tudo. E como nos lembra a Sociedade, existe uma diferença entre conhecimento e tecnologia. O conhecimento não nos falha.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6966" title="resenha_destino_asociedade_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_destino_asociedade_2.png" alt="" width="620" height="318" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Idéias de brindes para adicionar à sua festa um clima do livro Destino:<br />
Rações controladas e doces em forma de pílulas. Fonte: the-society.net</em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Nós comemos em função da saúde e do desempenho, não do gosto. Feriados e festas são as exceções.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E é aí que entra o <strong>Dilema do prisioneiro</strong>: quem já ouviu falar desse livro antes, viu o booktrailer, sabe do que acontece com Cassia em seu Banquete dos Pares. Não vou citar aqui. Digo apenas que não só com ela e mais uma pessoa, como também com ela e com outra pessoa, com seus pais, a Sociedade serve-se da Teoria dos Jogos, especialmente do Dilema do Prisioneiro ― tendo inclusive um “jogo de cartas” que criaram, quer dizer, modificaram, com esse nome.</p>
<p style="text-align: justify;">O interessante é que <strong>não são apenas os jovens que vão descobrindo as falhas do sistema, os adultos também</strong>, e esse foi um ponto altíssimo do livro, além de que, a família de Cassia, a personagem principal, mesmo de um jeito tortuoso, não é ausente, mais um ponto a favor do livro. São tantos pontos a favor que dou sim a ele nota máxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas voltemos ao Dilema do Prisioneiro. A base é simples, e pode ser vista em diversas séries e em vários filmes policiais: dois cúmplices, suspeitos de um crime, interrogados e pressionados e colocados em situações em que podem entregar o outro. E quais são as chances de isso acontecer? Tudo vai depender do grau de confiança desenvolvido entre os cúmplices, neste caso, nos personagens. Porém, o mais triste é que, em um sistema fascista e que usa as pessoas, inclusive as que trabalham para eles, como objetos de teste, mesmo quando se consegue driblar esse dilema e nenhuma parte cede, eles não desistem. E vão colocar os envolvidos (e digo que não são apenas dois) em situações piores ainda, para testar ao máximo o quanto o ser humano aguenta até ceder e entregar o outro.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://kittykeoko.deviantart.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-6963" title="resenha_destino_asociedade_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_destino_asociedade_3.png" alt="" width="492" height="504" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A Sociedade brinca com a vida das pessoas. Mas, já neste primeiro livro de uma trilogia cujo lançamento do segundo livro está previsto para junho de 2012 no Brasil com o título <strong>Travessia</strong>, e cujo terceiro livro acabou de sair nos EUA, temos sim um bom conhecimento do mecanismo da sociedade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;A maior parte das cores no centro de recreação é sem graça: paredes cinzentas, roupas comuns marrons para os estudantes, roupas comuns em azul-escuro para aqueles de nós que já tiveram acesso a postos de trabalho permanentes. E a luz da sala vem de nós: dos tons dos nossos cabelos, do nosso riso.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O Homem, neste caso, a Sociedade, em prol de um suposto bem comum, destruiu a beleza – as cores usadas são marrom e azul e apenas em ocasiões especiais se usam outras, mas não vou entrar em detalhes, matou a beleza, e continua matando a beleza, seja na forma de destruir obras de arte, cortando árvores, retirando cores e comidas saborosas das pessoas e até mesmo o laser. E Cassia, a narradora, tem a poesia em si, em sua narrativa, no seu modo de ver o mundo cinza em que vive ― ela enxerga as cores, ou além do cinza, digamos assim.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nota: 5 partidas do jogo de cartas Dilema do Prisioneiro</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-6962 aligncenter" title="resenha_destino_asociedade_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_destino_asociedade_8.png" alt="" width="620" height="102" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resenha (e pesquisa adicional): Ana Death Duarte<br />
Fontes consultadas na pesquisa adicional: </strong><em>ojs.ufpi.br / Wikipedia &#8211; Soma, Dilema do Prisioneiro / Teoriadosjogos.net<br />
</em><strong>Outras fontes aqui no iCultGen:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><em><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/09/01/smallville-as-verdadeiras-cores/">Smallville – As verdadeiras cores</a></em> {Aqui eu fiz uma análise da cores em Smallville, mas a análise semiótica das cores vale para tudo. Especialmente as três também usadas na trilogia de Ally Condie, Verde, Azul e Vermelho}</li>
<li><em><a href="http://www.icultgen.com.br/2011/12/03/resenha-do-livro-1984-george-orwell/">Resenha do livro: 1984 – George Orwell</a>  </em></li>
<li><em><a href="http://www.icultgen.com.br/2012/03/25/rastreando-distopias-1-subgenero-distopia-off-world/">Rastreando Distopias #1: Subgênero – Distopia Off-World</a></em> {Aqui, embora o foco principal sejam as distopias off-world, delineamos elementos básicos de uma distopia de modo geral}</li>
<li><em><a href="http://www.icultgen.com.br/2011/07/15/resenha-do-livro-amores-infernais/">Resenha do livro: Amores Infernais</a></em> {Neste livro há um conto, de Scott Westerfeld, chamado “Abominável Mundo Perfeito” que, pelo que citei na resenha de Destino, acho que nem preciso explicar a que ele faz alusão.}</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Edição de imagens: Alonso Lizzard. </strong><em>Créditos para os artistas nas imagens.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Curtiu? <a href="http://el2.me/bW7j" target="_blank">Sugestão de compra: Livraria Saraiva</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5395" title="editora_parceira_1v2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2011/10/editora_parceira_1v2.png" alt="" width="125" height="125" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Coluna: 3 Livros legais que encontramos para vocês #3</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/04/02/coluna-3-livros-legais-que-encontramos-para-voces-3/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 23:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[3 Livros legais]]></category>
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		<category><![CDATA[The Walking Dead]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbis]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocês se lembram da nossa coluna de indicação de 3 livros? Vamos mudá-la um pouquinho, mas elas continuarão aqui. Dessa vez incluímos notas também, mas sem as imagens, por ser uma coluna e mais “rápida” e terá ao menos uma citação e uma curiosidade no final de cada indicação. Os 3 livros indicados nessa coluna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" title="3livroslegais" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2011/11/3livroslegaisqueencontramosparavoces_11.png" alt="" width="608" height="232" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vocês se lembram da nossa <a href="http://www.icultgen.com.br/category/3-livros-legais/" target="_blank">coluna de indicação de 3 livros</a>? Vamos mudá-la um pouquinho, mas elas continuarão aqui. Dessa vez incluímos notas também, mas sem as imagens, por ser uma coluna e mais “rápida” e terá ao menos uma citação e uma curiosidade no final de cada indicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os 3 livros indicados nessa coluna dessa vez são da mesma editora, no caso, a <em>Galera Record</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro tem a ver com a Dominação Distópica, o segundo, com uma série de TV (o.k., o primeiro também, hehe) e o terceiro&#8230; bem, é da Meg. Porque eu simplesmente não poderia deixar esse livro de fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos lá?</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-6933" title="coluna_3livroslegais_thewalkingdead" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_3livroslegais_thewalkingdead.png" alt="" width="342" height="488" /></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>The Walking Dead – A Ascensão do Governador</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Como começar a falar sobre The Walking Dead? Bem, acho que foi no comecinho de 2010 que devorei os quatro primeiro arcos das HQs. Drama com zumbis? Fiquei meio cética a princípio, mas cedi, li os primeiro 4 arcos e&#8230; bem, como eu gostaria que fosse a Galera Record que detivesse os direitos de lançamento dos quadrinhos também, pois a HQM, além de atrasar os lançamentos, não reedita os primeiros arcos (eu tentei achar para amigos, e nem em sebo encontrei&#8230; e imagino que, se achasse, estaria com um preço altíssimo, pois está “em falta”).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6936" title="The-Walking-Dead-27-22" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/The-Walking-Dead-27-22.png" alt="" width="262" height="703" />Ou seja, eu li até o arco 4 dos quadrinhos, que me deu uma sensação de encerramento ali, mas não vou dizer o motivo, afinal, é spoiler, e todo mundo aqui já deve estar cansado de saber que odeio ler <strong>e </strong>contar spoilers, né? <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">E é aí que entra The Walking Dead – A Ascensão do Governador. A história se passa durante os acontecimentos entre as primeiras edições até o quinto arco, onde é apresentado o Governador em seu máximo “potencial”, digamos assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não se descabelem, para quem acompanha a série de TV (que já digo que é bem diferente dos quadrinhos, que são muuuuito mais impactantes, inclusive fizeram uma mudança meio moralista demais na série de TV&#8230; novamente, não posso falar, mas mencionar, eu posso ;p), esse livro também é indicado.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, ele é indicado para pessoas com estômago <strong>muito </strong>forte, pois ele tem, além de zumbis, mortes, estupro&#8230; Temos os tipos clássicos: o religioso, o guerreiro, o indefeso, aqueles que têm, mesmo que a princípio, dificuldades de matar&#8230; e muito mais coisas feias que os seres que se dizem humanos fazem em situações críticas. Há algumas belas, como a que citarei abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6935" title="coluna_3livroslegais_thewalkingdead3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_3livroslegais_thewalkingdead3.png" alt="" width="597" height="513" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-6945" title="dominacaodistopica_logopararesenhasv3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/dominacaodistopica_logopararesenhasv3.png" alt="" width="160" height="165" />Uma coisa que curti muito foi isso: por ficar constantemente para trás na hora das brigas com os zumbis, um dos personagens acaba tendo de cuidar da sobrinha, e criam o código “longe”, a palavra que indica à menina quando deve fechar os olhos e tapar os ouvidos, evitando assim ter que ver e ouvir as carnificinas. Isso acaba por fazer uma referência de um arco da história dos quadrinhos lá pela edição 10. Esse tipo de cena revela o lado que puxa para o Drama e que é uma das características mais marcantes dos quadrinhos da franquia, assim como o contraste com a maldade humana revestida em pele de cordeiro. Infelizmente não podemos entrar em mais detalhes, para não estragar totalmente a história para vocês.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6931"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Há partes sanguinolentas, umas partes mais lentas, mas garanto que há muito mais ação e zumbis do que na série de TV, sem querer ofender aos fãs. Pra gente (Ana e Alonso), eles acertaram no piloto e depois, sei lá&#8230; mas nesse livro eles meio que mantiveram um ritmo legal, e é uma experiência totalmente diferente das HQs e, na nossa opinião, melhor do que a série de TV.</p>
<p style="text-align: justify;">Ps.: Eu, Ana, não li o arco do Governador, como disse acima, e montei essa coluna com base nos meus conhecimentos de The Walking Dead (série e HQs) e no que me passou o Alonso, que leu esse livro e os quadrinhos até o arco 11 depois de onde parei (são vários deles com o Governador) ― e a conclusão geral é que este é um dos piores vilões dos últimos tempos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“O último e derradeiro golpe destrói todo o hemisfério esquerdo da cabeça, na hora em que o troço está caindo ― e o som é preciso como o de uma cabeça de repolho sendo esmagada por uma prensa.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Curiosidade (sobre a série de TV): Durante os intervalos para almoço, o pessoal que fazia os papéis de zumbis comia separado dos atores “humanos”! :O  Preconceito contra os pobres zumbis.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Nota: 4 crânios e meio mascados</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>PS: Esse livro é o primeiro de uma série.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://el2.me/bMKT" target="_blank">Curtiu? Veja onde encontrá-lo com até 11% de desconto</a> </strong></p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Diários de Carrie – Candance Bushnell</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6938" title="coluna_3livroslegais_osdiariosdecarrie6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_3livroslegais_osdiariosdecarrie6.png" alt="" width="612" height="470" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Esse merece fotos porque parece uma barrinha de ouro heeheh</em></p>
<p style="text-align: justify;">Eu sei que a CW vai fazer uma série com outra atriz – lógico, der, é a história da Carrie <strong>antes de </strong>Sex and the City ―, mas enquanto estava lendo o livro, por ter visto o filme (original, de 1984, e que revi recentemente), Footloose, não consegui tirar a imagem da cabeça da Carrie <strong>exatamente</strong> como a Sarah Jessica Parker está em Footloose! Então, foi com aquelas imagens em mente, que li o livro xD</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6941" title="coluna_3livroslegais_osdiariosdecarrie7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_3livroslegais_osdiariosdecarrie7.png" alt="" width="612" height="442" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ah, em vários momentos não tenho como não me lembrar das “futuras” amigas de Carrie, inclusive de um conselho, dado por uma delas, Mouse <em>“Fraca, muito fraca, Bradley”, </em>soando repreensiva em sua mente, tal como Miranda faria, anos depois, em Sex and the City.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://handbagdujour.com/wp-content/uploads/2010/05/keep-calm-and-carrie-on-accessories.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6940" title="coluna_3livroslegais_osdiariosdecarrie2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_3livroslegais_osdiariosdecarrie2.png" alt="" width="212" height="205" /></a>Dá pra ler e meio que “entender” por que a Carrie ficou daquele jeito em SatC&#8230; e/ou dá pra ler como uma série descompromissadamente, mesmo que você não seja fã da série adulta. Futuramente farei uma coluna aqui falando da adaptação do livro em si, Sex and the City, com a série adaptada pela HBO (pois nem vi os filmes, me recuso&#8230; o final da série&#8230;. foi o final da série, os filmes, na minha opinião, totalmente desnecessários ― já que só as sinopses me deixaram com aquela cara de WTF?!).</p>
<p style="text-align: justify;">Momentos de tensão adolescente, quase gravidez, anos de 1980 total&#8230; aquela caipirice e o sonho com cidade grande&#8230; escola&#8230; mas tirando os #mimimis de algumas das amigas da Carrie&#8230; nada realmente me incomodou no livro a ponto de dar vontade de largá-lo, pelo contrário, foi um ótimo interlúdio ― já que sei que tenho livros beeem densos pela frente #DominaçãoDistópica</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6939" title="coluna_3livroslegais_osdiariosdecarrie3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_3livroslegais_osdiariosdecarrie3.png" alt="" width="617" height="250" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu amei o final do livro, mas relaxem que não vou contar. Outro ponto alto é que, como essa <em>prequel</em> foi escrita <strong>depois </strong>da série de TV “Sex and the City”, ela é muito legal para vermos a trajetória da Carrie até chegar ao ponto da série de TV. E também vale como uma série à parte, claro, mas não pude deixar de notar que a autora se dedicou até aos detalhezinhos dos questionamentos que a Carrie fazia em SatC antes de começar a fazer suas colunas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Difícil escolher uma única citação (será assim nessas colunas também, de agora em diante), mas lá vai:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Não achava que fantasmas podiam fazer alguma coisa com você. Eram as pessoas que me preocupavam. (&#8230;) Me imaginei como um boneco de massinha, então uma grande mão me pegava, apertando e apertando até a massinha sair pelo meio dos seus dedos.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">(Tive que deixar de lado, mas as regras de amizade são o máximo! ― mesmo eu não concordando com todas elas hehe)</p>
<p style="text-align: justify;">Ahhhh, vocês VÃO ficar sabendo o motivo pelo qual tem AQUELA BOLSA na capa!!! &lt;3 {Ainda bem que comprei essa edição da Galera, ia ficar muito triste se ficasse sem entender isso =/}</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>5 Martinis com azeitona, já que Carrie ainda não tomava Cosmopolitans</em></strong> (Cosmos, para os íntimos ;p)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Curtiu? <a href="http://el2.me/bMLQ" target="_blank">Veja onde encontrá-lo aqui<br />
</a></strong>Está esgotado no Submarino e na Saraiva até o momento dessa postagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosidade: <a href="http://www.cosmopolitan.com/food/cocktails/sex-and-the-city-cocktail#slide-1" target="_blank">Receita do “Carrie Me” aqui</a> </strong>(em inglês)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>PS: Esse livro é o primeiro de uma série.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<h2 style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-6943" title="coluna_3livroslegais_quandocaioraio4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_3livroslegais_quandocaioraio4.png" alt="" width="342" height="501" />Quando cai o raio – Série: Desaparecidos – Meg Cabot</h2>
<p style="text-align: justify;">Essa foi uma série da Meg que amei, e que nessa coluna ficou por ultimo, mas não é, nem de longe, por grau de importância ou gosto!</p>
<p style="text-align: justify;">A série “Desaparecidos” tem todos os elementos que podem agradar a meninos e meninas, homens e mulheres, velhinhos e velhinhas, não importa sexo e nem idade!</p>
<p style="text-align: justify;">Jess ruleia e além disso ela não é “mimizenta” como outros livros da autora, YAY!!! Já a base da história é simples, mas como às vezes ocorre na música, com linhas de baixo, ou de teclado, o ponto alto em si não é a base da história – Jess é atingida por um raio e começa a saber onde estão pessoas desaparecidas – e sim a gama de personagens variados e legais, a família disfuncional, ao mesmo tempo em que não é ausente, mas erra e acerta, como acontece com famílias que não são as representadas em comerciais de margarina.</p>
<p style="text-align: justify;">O pai da Jess me fez me lembrar do pai da Hit Girl, em Kick-Ass, só que numa versão menos serial killer e tal <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img class="size-full wp-image-6942 alignright" title="guard" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/guard.png" alt="" width="400" height="400" /></p>
<p style="text-align: justify;">Os personagens são um show à parte, mas a trama também não deixa a desejar. FBI, Área 51, mas aquela boa dose de romance no ponto certo, que nem um cappuccino bem adoçado ― no ponto.</p>
<p style="text-align: justify;">Há temas delicados no livro, como tentativa de suicídio, sugestão, na verdade, declaração mesmo de maus tratos de pais contra os filhos, mas, como podemos esperar nos livros da Meg, pelo menos em todos que li até agora, tudo fica bem quando termina bem&#8230; até as próximas aventuras que estão para sair logo, com “Codinome Cassandra”.</p>
<p>Meninos, não sabem mesmo se vão ler? Mesmo depois de eu falar de FBI, Área 51 e tal? O.k&#8230;. que tal&#8230; HELL’S ANGELS? <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Douglas não precisa mais ir à igreja. Em vez disso, ele fica em casa e lê quadrinhos. Sei que Douglas está doente e tudo o mais, mas eu não me importaria de ficar em casa no domingo de manhã e ler gibis. Ou assistir à televisão. Mas nunca tentei me matar, então preciso ir à igreja. E preciso ir usando um vestido que combina com o da minha mãe.</em><br />
<em>Não dá para culpar uma garota por achar que Deus talvez não exista.” </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6944" title="coluna_3livroslegais_lafemmenikita_megcabot" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/coluna_3livroslegais_lafemmenikita_megcabot.png" alt="" width="620" height="550" /></p>
<p style="text-align: justify;">Curiosidade: O filme predileto de Jess é “A assassina” (que ela viu 9 vezes, pelo menos nesse primeiro livro), uma versão americana de “La Femme Nikita”[filme francês de 1990 que eu altamente recomendo! ― e alguém deveria recomendá-lo à Jess também, hehe, já que “A assassina” (The Assassin – Point of no return), de 1993, é um remake considerado inferior, e era bem capaz de ela curtir mais o original ^^].</p>
<p><strong><em>5 caixinhas de leite com fotos de pessoas desaparecidas atrás</em></strong></p>
<p><strong><a href="http://el2.me/bMNR" target="_blank">Curtiu? Encontre-o com até 12% de desconto</a> </strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>PS: Esse livro é o primeiro de uma série.</strong></span></p>
<p><strong>Coluna: Ana Death Duarte<br />
Fotos do livro e edição de imagens: Alonso Lizzard</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Resenha do livro: A Sombra Vinda do Tempo &#8211; H. P. Lovecraft</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/04/01/resenha-do-livro-a-sombra-vinda-do-tempo-hp-lovecraft/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 20:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma caçada no tempo. É com isso, mas não só com isso, claro, que nos deparamos nessa obra de H. P. Lovecraft. Já comentamos sobre o estilo do autor, como vocês podem ver na resenha de Nas montanhas da loucura, na resenha de Um sussurro nas trevas e na do O Caso de Charles Dexter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6927" title="resenha_sombravindadotempo_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_11.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma caçada no tempo. É com isso, mas não só com isso, claro, que nos deparamos nessa obra de H. P. Lovecraft. Já comentamos sobre o estilo do autor, como vocês podem ver na resenha de <a title="Resenha do livro: Nas Montanhas da Loucura – H. P. Lovecraft" href="http://www.icultgen.com.br/2011/08/19/resenha-do-livro-nas-montanhas-da-loucura-h-p-lovecraft/" target="_blank">Nas montanhas da loucura</a>, na resenha de <a title="Resenha do livro: Um Sussurro nas Trevas" href="http://www.icultgen.com.br/2011/11/20/resenha-do-livro-um-sussurro-nas-trevas-editora-hedra/" target="_blank">Um sussurro nas trevas</a> e na do <a title="Resenha do livro: O Caso de Charles Dexter Ward – H. P. Lovecraft e Uma Introdução ao Terror" href="http://www.icultgen.com.br/2010/11/01/resenha-do-livro-o-caso-de-charles-dexter-ward-h-p-lovecraft-e-uma-introducao-ao-terror/" target="_blank">O Caso de Charles Dexter Ward</a>. Então, a princípio, vou me focar na obra em si, em mais uma bela tradução trazida ao público, dessa vez, em de “The Shadow Out of Time”.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6920" title="resenha_sombravindadotempo_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_2.png" alt="" width="229" height="415" />A história lida com viagem no tempo, um tema que costuma ter muitos buracos, pois há diversos paradoxos que muitos autores não conseguem resolver em seus livros e/ou filmes sobre o tema. O que achei mais interessante é que são as mentes que viajam no tempo, no corpo de um hospedeiro, digamos assim, enquanto a mente original está no futuro, a mente do hospedeiro fica no corpo do hipnotista, no passado, e ambos vivenciam experiências, e quando a mente que foi ao passado volta para o futuro, sobram as pseudomemórias (que muitos de nós chamamos de <em>déjá vu</em>), que, nessa noveleta de Lovecraft, compõem grande parte do terror do personagem que vai descobrindo, aos poucos, que foi “tomado” por uma mente alienígena do passado. Terrível, não? Com uma boa mescla de histórias de ladrões de corpos, com a mitologia lovecraftiana dos deuses alienígenas, ela segue nos contando, em primeira pessoa, como de costume em suas obras, a história do homem que passou por tal experiência&#8230; como ela lida com isso? O que pode ser esperado dessa obra tão ousada, ainda mais para e época em que foi escrita? Leia mais a seguir.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6914"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6921" title="resenha_sombravindadotempo_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_9.png" alt="" width="492" height="334" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das coisas que me chamou a atenção nessa obra, escrita entre guerras, é que, obviamente, o personagem se refere à Primeira Guerra Mundial como “A Grande Guerra” somente. Uma coisa interessante dos clássicos: nos fazer imaginar como as pessoas viam o mundo e eventos que hoje para nós são históricos e para eles eram realidade. E é bem curioso como o próprio personagem vê coisas do passado, não só enquanto era cativo dos seus raptores de corpos, como também quando ele analisa eventos similares aos que enfrentou, que se passaram envolvendo outras pessoas. Ver o passado e ou o futuro com outros olhos (literalmente, no livro) pode ser realmente aterrador.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Devaneios vagos e estranhas ideias me assombravam o tempo inteiro, e quando a eclosão da Guerra Mundial fez com que meus pensamentos se voltassem para a história, flagrei-me pensando sobe outras épocas e outros acontecimentos da maneira mais estranha possível. Minha concepção do tempo ― minha capacidade de distinguir entre a consecutividade e a simultaneidade ― parecia levemente alterada, de modo que passei a formular quimeras sobre viver em uma época e projetar a consciência rumo à eternidade para obter conhecimento sobre épocas passadas e futuras.” </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E essa atmosfera caótica, de pesadelo, tão comum às obras de Lovecraft, não podia deixar de estar presente em A Sombra Vinda do Tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6922" title="resenha_sombravindadotempo_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_4.png" alt="" width="314" height="410" /></p>
<p style="text-align: justify;">A seguir, um trecho de “O desafio do além”, um conto escrito a várias mãos (e temos a parte de Lovecraft nesse apêndice) para a edição comemorativa do terceiro aniversário do fanzine <em>Fantasy Magazine</em>. (Curiosidade: foi o criador de Conan, Robert E. Howard, que escreveu a parte seguinte a essa central, escrita por Lovecraft.)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“&#8230; a espécie dominante em nosso planeta era uma enorme raça cônica que ultrapassava todas as outras em termos de mentalidade e de conquistas. Essa raça era tão avançada que tinha enviado mentes através do tempo e do espaço a fim de explorar o cosmo.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6916" title="resenha_sombravindadotempo_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_6.png" alt="" width="422" height="608" /></p>
<p style="text-align: justify;">Novamente eu me recordo de vários episódios de<a title="Dossiê: Star Trek" href="http://www.icultgen.com.br/dossie-star-trek/" target="_blank"> Star Trek</a> e vou tendo mais certeza de que vários dos roteiristas foram influenciados por Lovecraft! <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Ou eles mesmos tiveram algum tipo de pseudomemória hehe ;p</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6928" title="resenha_sombravindadotempo_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_12.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;">CITAÇÃO: “A batalha contra o tempo”, escreveu Lovecraft em “Notas sobre a escritura de contos fantásticos”, “<em>parece-me ser o tema mais poderoso e mais fértil de toda a expressão humana</em>”. – da Introdução do tradutor Guilherme Braga.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“A fraqueza da maior parte das histórias com esse tema é a ausência de um registro histórico referente aos eventos inexplicáveis no passado causados pelas viagens de volta no tempo empreendidas por pessoas do presente &amp; do futuro.” – H.P. Lovecraft</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6923" title="resenha_sombravindadotempo_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_7.png" alt="" width="542" height="541" /></p>
<p style="text-align: justify;">O narrador da história, Nathaniel Wingate Peaslee, é um professor de economia politica na Miskatonic University (vide também as resenhas de <a title="Resenha do livro: Nas Montanhas da Loucura – H. P. Lovecraft" href="http://www.icultgen.com.br/2011/08/19/resenha-do-livro-nas-montanhas-da-loucura-h-p-lovecraft/" target="_blank">Nas montanhas da loucura</a> e <a title="Resenha do livro: Um Sussurro nas Trevas" href="http://www.icultgen.com.br/2011/11/20/resenha-do-livro-um-sussurro-nas-trevas-editora-hedra/" target="_blank">Um sussurro nas trevas</a>, sobre a Miskatonic University, muito usada nas obras de Lovecraft ― aliás, há um personagem em comum em A sombra vinda do tempo e Nas montanhas da loucura, William Dyer, Um professor de geologia da Miskatonic que acompanha a expedição à Austrália), que, durante cinco anos, de 1908 a 1913, foi vítima da Grande Raça de Yith, tendo ele mesmo tido sua mente aprisionada no passado em um corpo que não era o seu, e a mente de seus captores tomou conta de seu corpo durante esses cinco anos. Acompanhar o processo de descoberta e quase certeza dos fatos por parte de Nathaniel é tenso&#8230; como ele mesmo diz logo no começo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.behance.net/gallery/Black-White-Illustrations/732550"><img class="aligncenter size-full wp-image-6917" title="resenha_sombravindadotempo_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_5.png" alt="" width="400" height="534" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Tenho motivos para crer que minha experiência tenha sido, no todo ou em parte, produto de uma alucinação ― para a qual, a bem dizer, havia razoes de sobra. Mesmo assim, confesso que o realismo dessas impressões foi a tal ponto horripilante que às vezes perco a esperança.”</em></p>
</blockquote>
<p><img class="size-full wp-image-6918 alignright" title="resenha_sombravindadotempo_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_3.png" alt="" width="221" height="446" /></p>
<p style="text-align: justify;">Também em um elemento em comum com Nas montanhas da loucura, o personagem-narrador em A sombra vinda do tempo praticamente implora que não prossigam com as buscas e&#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Deve também ficar de guarda contra um certo perigo à espreita que, embora não seja capaz de engolir toda a raça dos homens, pode trazer horrores monstruosos e inimagináveis para certos indivíduos mais audazes. <strong>É por isso que peço, com todas as minhas forças, que abandonem de vez todas as tentativas de encontrar os fragmentos de cantaria desconhecida e primordial que a minha expedição tinha por objetivo investigar.</strong>” </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://tviolins.tumblr.com/post/19360904222/75th-anniversary-of-h-p-lovecrafts-death"><img class="aligncenter size-full wp-image-6915" title="resenha_sombravindadotempo_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_8.png" alt="" width="400" height="532" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Um senso de magnitude titânica de terror cósmico, a angústia do personagem em face a descobertas aterradoras, o deslumbre das descobertas sobre seres alienígenas com tamanha inteligência que chega a ser tremendamente assustadora, uma sensação de pavor que fica no fundo de sua mente e o pega desprevenido quando você menos espera&#8230; tudo isso você vai encontrar em A sombra vinda do tempo, <em>“a penúltima história escrita e publicada pelo autor antes que sucumbisse à mais implacável lei natural e se libertasse em definitivo do tempo e do espaço em março de 1937 – para então projetar as criaturas e os cenários fantásticos que criou até o século XXI a fim de dominar a mente de leitores futuros.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota: 5 ampulhetas!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6919" title="resenha_sombravindadotempo_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/04/resenha_sombravindadotempo_10.png" alt="" width="522" height="160" /></p>
<p style="text-align: justify;">Resenha: Ana Death Duarte<br />
Edição de imagens e foto do livro: Alonso Lizzard<br />
Imagem da ampulheta por Pearson S. Foresman. Representação das criaturas coloridas <a href="http://www.theautumnsociety.com/2011/06/yog-blogsoth.html" target="_blank">aqui</a>. Demais ilustrações são da obra original.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Curtiu? <a href="http://el2.me/bJTk" target="_blank">Veja onde encontrá-lo com desconto</a><br />
ou <a href="http://www.hedra.com.br/home/index.php?PHPSESSION_HEDRA=sess&amp;id=1&amp;livro_id=406&amp;area[]=catalogo&amp;area[]=detalhes" target="_blank">compre diretamente com a editora</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5389" title="editora_parceira_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2011/10/editora_parceira_6.png" alt="" width="125" height="125" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rastreando Distopias #1: Subgênero &#8211; Distopia Off-World</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 20:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distopia]]></category>
		<category><![CDATA[Dominação Distópica]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
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		<category><![CDATA[Perdidos no Espaço]]></category>
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		<category><![CDATA[Star Wars]]></category>
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		<category><![CDATA[Total Recall]]></category>
		<category><![CDATA[Totalitarismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece fácil, mas não é, classificar distopias, especialmente seus subgêneros. A distopia off-world, a princípio, abrange distopias que se passam no espaço, mas podem também cobrir as que envolvem Terra e espaço. Nessas histórias, a exploração do universo feita pelos Humanos não se tornou a aventura feliz que todo mundo esperava (a chamada utopia). Colonização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6875" title="rastreandodistopias_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1.png" alt="" width="622" height="246" /></p>
<p style="text-align: justify;">Parece fácil, mas não é, classificar distopias, especialmente seus subgêneros. A distopia <em>off-world</em>, a princípio, abrange distopias que se passam no espaço, mas podem também cobrir as que envolvem Terra <strong>e </strong>espaço.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessas histórias, a exploração do universo feita pelos Humanos não se tornou a aventura feliz que todo mundo esperava (a chamada utopia).</p>
<p style="text-align: justify;">Colonização de outros planetas é sinônimo de alta industrialização e guerras interestelares, sejam entre a Terra e os outros planetas, e/ou civilizações distantes entre si, o que também pode (e geralmente leva a assassinatos em massa e é “desumano” (isso sempre me faz lembrar do Spock, meio-humano, meio-vulcano, dessa “mania” nossa de chamar tudo que é “belo” em termos de comportamento de “humano”&#8230;) e, para quem viu “O Quinto Elemento”, não quero e não vou contar spoilers aqui, mas haverá de se lembrar de uma coisa bem feia dos humanos&#8230; e não só isso. O comportamento humano é feio, muito feio, e não só na ficção. Mas voltemos à ficção.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-6876" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_6.png" alt="" width="558" height="326" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Lembrei-me do projeto Genesis apresentado no filme A Ira de Khan da franquia Star Trek.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente esses assassinatos em massa, muitas vezes, massacres de civilizações inteiras, ocorrem com armas altamente mecanizadas. As distopias <em>off-world </em>têm um pouco (para não dizer muito) de relação direta, sendo primas, podemos dizer assim, das distopias cyberpunk, ou pelo menos tendem a “pegar emprestado” algumas de suas características. Mas também podem tomar emprestado características de outros subgêneros, como das distopias-crime, por exemplo, sendo um subgênero bem heterogêneo, mas não somos acadêmicos aqui. Aqui, vamos nos ater, até mesmo por ser este um artigo de apresentação, introdutório, aos pontos básicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos lá?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6873"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Algumas das características das distopias em geral</strong></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6891" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_15" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_15.png" alt="" width="288" height="763" />Elementos Distópicos</p>
<ul>
<li>Desumanização em massa;</li>
<li>Governo totalitário, opressão;</li>
<li>Doença(s) desenfreada(s), poluição;</li>
<li>Cenários pós-apocalípticos;</li>
<li>Tecnologias cyber-genéticas;</li>
<li>Caos social, hostilidades;</li>
<li>Violência urbana disseminada em alto nível;</li>
<li>Pobreza, fome;</li>
<li>Dominação desigual por parte de indivíduos (grupos, geralmente) específicos sobre outros;</li>
<li>Desastres criados pelo Homem;</li>
<li>Revoltas lideradas por classes/castas, indivíduos (heróis e/ou anti-heróis);</li>
<li>Controle corporativo;</li>
<li>Prevalência de um clima ominoso no futuro.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Um só desses elementos, que não são os únicos, pode não colocar uma obra dentro da categoria “distopia”, mas se pode dizer que ela “contém elementos distópicos”, e os que citei são apenas alguns.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Utopia versus Distopia</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Utopia:</strong> Mundo ideal com uma infraestrutura social, política e tecnológica perfeita. Mundo sem caos, fome, hostilidades. Mundo em que o potencial do indivíduo e sua liberdade são celebrados e são a peça mais importante deste mesmo mundo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Distopia:</strong> Antítese completa da utopia, ou é uma falsa utopia em que, mais cedo ou mais tarde, se descobre que aquilo não era utópico. E sim, distópico.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Como eu já disse lá em cima, não vou recorrer aos acadêmicos, mas precisamos ficar atentos, tributos: elementos distópicos fazem realmente só parte da ficção? Nada disso que mencionei acima ou que mencionarei abaixo foi notado/vivenciado por você ou sequer algum conhecido?</p>
<ol>
<li>Controle social;</li>
<li>Falta de coesão social;</li>
<li>O herói/anti-herói por uma causa em prol da Liberdade Geral;</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Só esbocei mesmo essas linhas para que fossem o ponto de partida para mais discussão. Não valem prêmios aqui, o que vale é comentar, refletir, pensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora eu tenha feito certas pesquisas, redigi o texto sem copiar delas, e sim as tomando como base, mas as fontes são citadas abaixo, assim como os créditos de quem me ajudou nessa missão, os representantes dos Distritos supramencionados, também lhes foram devidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fontes: </strong><strong><a href="http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Dystopia" target="_blank">New world encyclopedia</a> - </strong><strong><a href="http://hem.passagen.se/replikant/dystopia_categorisation.htm" target="_blank">Replikant</a> - </strong><strong><a href="http://snarkerati.com/movie-news/the-top-50-dystopian-movies-of-all-time/" target="_blank">Snarkerati.com</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vejam aqui também nossos artigos sobre distopias off-world, seja de obras referenciais ou diretas, e virão mais a seguir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nossos links relacionados:</strong></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/12/02/10-curiosidades-sobre-deep-space-nine-ds9/">10 curiosidades sobre Deep Space Nine (DS9)</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/12/12/alfa-centauri-na-cultura-popular/">Alfa Centauri na Cultura Popular</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2010/01/01/a-lenda-de-kahless-o-inesquecivel/">A lenda de Kahless, O Inesquecível</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2010/02/21/curiosidades-do-universo-de-jornada-nas-estrelas/">Curiosidades do universo de Jornada nas Estrelas</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/09/28/curiosidades-sobre-battlestar-galactica-2003/">Curiosidades sobre Battlestar Galactica (2003)</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/10/20/entrevista-leonard-nimoy-star-trek-spock-e-fringe-william-bell/">Entrevista: Leonard Nimoy – Star Trek (Spock) e Fringe (William Bell)</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/10/22/evil-sheldon-bad-leonard-%E2%80%93-universos-paralelos-em-the-big-bang-theory/">Evil Sheldon, Bad Leonard – Universos paralelos em The Big Bang Theory</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2010/02/21/curiosidades-do-universo-de-jornada-nas-estrelas/">Curiosidades do universo de Jornada nas Estrelas</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2010/02/25/o-papel-serie-the-big-bang-theory-na-cultura-pop/">O papel da série The Big Bang Theory na Cultura Pop</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/11/05/faq-%E2%80%93-perguntas-frequentes-sobre-star-trek-jornada-nas-estrelas/">Perguntas Frequentes sobre Star Trek (Jornada nas Estrelas)</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2011/04/10/review-tratado-resenha-avatar-relatorios-confidenciais-pandora/">Resenha do livro: Avatar – Os relatórios confidenciais do mundo de Pandora e Review do filme</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/08/26/review-do-livro-star-wars-e-a-filosofia/">Resenha do livro: Star Wars e a Filosofia</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2011/12/31/resenha-do-livro-o-estranho-caso-do-yoda-de-origami-tom-angeberger/">Resenha do livro: O estranho caso do Yoda de origami – Tom Angeberger</a> (Yoda é um personagem da distopia off-world Star Wars, e esse livro é interessante por &#8220;aplicar&#8221; a a sabedoria dela na prática na vida real de adolescentes)</li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/10/20/review-jornada-nas-estrelas-o-filme-remasterizado-e-star-trek-2009/">Review: Jornada nas Estrelas – O Filme (Remasterizado) e Star Trek 2009</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/12/21/star-trek-e-a-filosofia-de-gene-roddenberry/">Star Trek e a filosofia de Gene Roddenberry</a></li>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2009/11/19/top-5-episodios-star-trek-jornada-nas-estrelas-serie-classica/">Top 5 Episódios da Primeira Temporada de Star Trek: Jornada nas Estrelas – A Série Clássica</a></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">E, a seguir, uma lista não abrangente, mas apenas sugestões, de “itens” relacionados ao tema:</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Séries/filmes</strong></h3>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Star Wars</li>
<li style="text-align: justify;">Star Trek (eu, Ana, sugiro apenas a Original Series e os filmes clássicos, embora goste de alguns conceitos da DS9 e do filme Star Trek de 2009)</li>
</ul>
<div style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6881" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_12.png" alt="" width="617" height="366" /></div>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Dr. Who * (imagem acima: um planeta que é inteiro uma Biblioteca)</li>
<li style="text-align: justify;">Titan-AE</li>
<li style="text-align: justify;">Firefly/Serenity</li>
<li style="text-align: justify;">Wall-e</li>
</ul>
<div style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6887" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_3.png" alt="" width="620" height="322" /></div>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Halo: Legends</li>
<li style="text-align: justify;">Alien (toda a antologia e agora também Prometheus)</li>
</ul>
<div style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6889" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_14" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_14.png" alt="" width="380" height="439" /></div>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Battlestar Galactica (2003) e Movie: The Plan (a versão dos Cylons)</li>
<li style="text-align: justify;">Avatar</li>
<li style="text-align: justify;">Total Recall (tem off-world e Terra)</li>
<li style="text-align: justify;">Blade Runner (tem off-world e Terra)</li>
</ul>
<div style="text-align: justify;"><img title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_10.png" alt="" width="617" height="276" /></div>
<ul>
<li style="text-align: justify;">As crônicas de Riddick</li>
<li style="text-align: justify;">O guia do mochileiro das galáxias</li>
<li style="text-align: justify;">Starship Troopers (1<sup>o</sup>. Filme – sátira &#8211; tem off-world e Terra)</li>
</ul>
<div style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6885" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_13" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_13.png" alt="" width="617" height="280" /></div>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Perdidos no espaço (o filme, a série eu não vi)</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Livros</strong></h3>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6878" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_1.png" alt="" width="620" height="500" /></p>
<ul>
<li>Glow – Amy Kathleen Ryan</li>
<li>Across the Universe – Beth Ravis</li>
<li>A Million Suns &#8211; Beth Ravis</li>
<li>O guia do mochileiro das galáxias (sátira off-world) – Douglas Adams</li>
</ul>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-6877" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_2.png" alt="" width="620" height="500" /></div>
<ul>
<li>Starship Troopers (o livro é bem mais sério do que o filme) – Robert A. Heinlein (e provavelmente várias outras obras dele também).</li>
<li>Idem para Isaac Asimov com a sua saga Fundação.</li>
</ul>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-6879" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_5.png" alt="" width="622" height="510" /></div>
<ul>
<li>O jogo do exterminador – Orson Scott Card</li>
<li>Êxtase mortal ** – Nora Roberts, escrevendo como JD Robb</li>
<li>Avatar: Os relatórios confidenciais do mundo de Pandora – Maria Wilhelm Dirk Mathison</li>
<li>Star Trek e a Filosofia – A Ira de Kant</li>
<li>Duna &#8211; Frank Herbert</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;" align="center"><strong>Jogos</strong></h3>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6880" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_4.png" alt="" width="612" height="502" /></p>
<ul>
<li>Starcraft 2</li>
<li>Alien</li>
<li>Mass Effect</li>
<li>Doctor Who</li>
<li>As Crônicas de Riddick</li>
<li>Halo</li>
<li>Halo 2</li>
<li>Halo 3</li>
<li>Halo Wars</li>
<li>Halo 3: ODST</li>
<li>Halo: Reach</li>
</ul>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-6883" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_7.png" alt="" width="600" height="511" /></div>
<ul>
<li>Warhammer 40k: Space Marine</li>
<li>Star Wars: The Old Republic</li>
<li>Star Wars: Unleashed</li>
<li>Star Wars: Unleashed 2</li>
<li>Star Wars: The Academy Knight</li>
<li>Avatar</li>
<li>Star Trek: Online</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;" align="center"><strong>HQs</strong></h3>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6884" title="rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/rastreandodistopias_1_noespaco_offworld_8.png" alt="" width="620" height="455" /></p>
<ul>
<li>Klingons: Herança de Sangue</li>
<li>Lanterna Verde: O LV visita vários planetas, entre eles, Korugar, o planeta natal do Sinestro, que tem um regime totalitarista (sem mais detalhes, pois é spoiler) <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </li>
<li>Doctor Who</li>
<li>Serenity</li>
<li>Firefly</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Meus agradecimentos aos representantes Leco, o fofíssimo do Distrito 6, pelas dicas de alguns jogos e HQs, e à Mr. Y, do Distrito 7, pela dica da Nora Roberts (escrevendo como J.D. Robb – essa nunca realmente me passaria pela cabeça, honey! &#8211; esse específico se passa fora da Terra, 4<sup>o</sup>. da série, se quiserem, leiam os 3 primeiros antes) E, segundo a Bell Finnick Spock, do Distrito 4, em Doctor Who, eles visitam civilizações distópicas.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.nemumpoucoepico.com" target="_blank">Distrito 4</a> -</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://supernovo.net" target="_blank">Distrito 6</a> - {eles têm sempre notícias quentinhas sobre filmes distópicos, entre outros, por serem nossos representantes não-blog literário, e sim um portal – dica!}</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.liumlivro.com/" target="_blank">Distrito 7</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E que a Força esteja com vocês!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Artigo: Ana Death Duarte (aka Ana Catnip)<br />
Edição de imagens: Alonso Lizzard (aka Mr. Ious)<br />
Imagens: Divulgação / Produtoras / Distribuidoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://br.murphyslibrary.com/?cat=335"><img class="aligncenter size-full wp-image-6874" title="dominacaodistopica_logopararesenhas" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/dominacaodistopica_logopararesenhas2.png" alt="" width="208" height="214" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Resenha do livro: A mulher do viajante no tempo ― Audrey Niffenegger</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/03/23/resenha-do-livro-a-mulher-do-viajante-no-tempo-audrey-niffenegger/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 23:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[Asas do Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Audrey Niffenegger]]></category>
		<category><![CDATA[Linha temporal]]></category>
		<category><![CDATA[Paradoxo]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Roubo]]></category>
		<category><![CDATA[Sobrevivência]]></category>
		<category><![CDATA[Suma de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem no tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[O que dizer sobre “A mulher do viajante no tempo”? Bem, há muita coisa a ser dita, mas nessa resenha vou me concentrar em falar apenas do livro, já que fiz um outro artigo para a coluna de comparação com o filme, que vocês verão aqui em breve. Portanto, se você viu o filme (com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6857" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_1.png" alt="" width="620" height="491" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que dizer sobre “A mulher do viajante no tempo”? Bem, há muita coisa a ser dita, mas nessa resenha vou me concentrar em falar apenas do livro, já que fiz um outro artigo para a coluna de comparação com o filme, que vocês verão aqui em breve. Portanto, se você viu o filme (com o nome, no Brasil, terrivelmente cafona de “Te amarei para sempre”), pode até ler essa resenha, claro. Mas a próxima, em que comparo o livro com o filme, apontando semelhanças e diferenças, é que está mais voltada para quem viu o filme e quer saber se vale a pena ler o livro. Aqui, meu foco é dizer se o livro vale a pena ser lido ― para quem viu o filme ou não, com foco mais no segundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6858" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_3.png" alt="" width="617" height="441" /></p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, se você acha que “é só um romance”, já adianto que o livro pode e muito agradar aos fãs de ficção científica, já que, claro, der, fala de viajar no tempo (e no espaço!) e menciona as tentativas de um geneticista de descobrir mais sobre essa “doença” de que Henry sofre.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Dr. Kendrick e eu começamos uma guerra filosófica sobre esse assunto mesmo. Kendrick está convencido de que eu sou um precursor de uma nova espécie de ser humano, tão diferente das pessoas de hoje quanto o Homem de Cro-Magnon era de seus vizinhos neandertais. Contesto que tenho apenas um código genético defeituoso (&#8230;) Chegamos ao ponto de citar Kierkegaard e Heidegger um para o outro furiosamente.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6855"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://gabrielcoronel.deviantart.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-6859" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_2.png" alt="" width="617" height="508" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Acompanhamos a trajetória de Henry e de sua futura esposa (no original, o título é “wife” e isso não é por acaso: nas viagens no tempo e no espaço que Henry faz, ele praticamente notifica Clare de que ela, invariavelmente, vá ser sua esposa no futuro. Novamente estou me adiantando, já virou costume, rs, mas é importante, porque está no título ― tudo meio que gira em volta dela, da “mulher do viajante no tempo”.)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Quando estou em outro tempo, me sinto pelo avesso, transformado numa versão desesperada de mim. Viro um ladrão, um andarilho, um bicho que corre e se esconde. Assusto velhas e assombro crianças. Sou um truque, uma ilusão da mais alta ordem. É incrível eu ser mesmo real.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A narrativa alterna entre os pontos de vista de Henry e de Clare, portanto somos levados a conhecer as aventuras e os pensamentos mais íntimos deles ― que nem sempre são seres humanos perfeitos. Isso é um ponto muito alto do livro. Não só o lado nobre como também as baixezas dos personagens e situações degradantes que causam são mostrados na obra.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://niniakaoz.deviantart.com/art/When-you-left-139646778?q=boost%3Apopular%20time%20travelers%20wife&amp;qo=64"><img class="aligncenter size-full wp-image-6864" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_10.png" alt="" width="612" height="458" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;)</em><br />
<em>- A irmã Carmelita diz que bicho não tem alma.</em><br />
<em>- Claro que bicho tem alma. De onde ela tirou essa idéia?</em><br />
<em>- Ela disse que o Papa diz.</em><br />
<em>- O Papa é um velho malvado. Os bichos têm almas muito melhores do que as nossas. Eles nunca mentem nem explodem ninguém.</em><br />
<em>- Eles se comem.</em><br />
<em>- Bom, eles têm que se comer; não podem ir à sorveteria e pedir uma casquinha grande de baunilha com confeitos, podem?</em><br />
<em>(&#8230;)</em><br />
<em>- Eles poderiam comer grama.</em><br />
<em>- Nós também, mas não comemos. Comemos hambúrgueres.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Clare se senta na beira da clareira.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Etta diz que eu não devo falar com estranhos.</em><br />
<em>- É um bom conselho.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Henry viaja no tempo&#8230; vou parar de repetir “no tempo e no espaço” de agora em diante, mas vocês devem saber que ele não viaja só no tempo, mas no espaço também, como já falei e- bem, não quero ser repetitiva, então, quis ser clara aqui. O.k.? Seguindo em frente: Henry viaja no tempo pela primeira vez com 5 anos de idade, e encontra-se com seu eu de 24 anos num museu ― e essa foi a melhor parte do começo do livro! Aliás, essa aventura deles no museu, em que o Henry adulto ensina o Henry criança a bater carteiras&#8230; foi o máximo!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://Dioris.deviantart.com/art/Time-T-Wife-Me-and-Myself-127884168?q=boost%3Apopular%20time%20travelers%20wife&amp;qo=20"><img class="aligncenter size-full wp-image-6862" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_9.png" alt="" width="617" height="443" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Me sinto um pouco mal em relação a isso tudo. De um lado, estou me ensinando habilidades de sobrevivência que preciso com urgência. Outras aulas nesta série incluem Roubar Lojas, Dar Porrada, Arrombar Fechaduras, Escalar Árvores, Dirigir, Invadir Domicílios, Pular em Caçambas de Lixo, e Como usar Coisas Esquisitas Tipo Venezianas e Tampas de Lixeira como Armas. De outro, estou corrompendo meu pobre e pequeno eu inocente. Suspiro. É um trabalho sujo, mas alguém precisa fazer isso.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) as coisas acontecem do jeito que acontecem, uma vez e só uma. Não acredito na teoria de linhas de tempo paralelas.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Mas você já pode parar e pensar: e o paradoxo? Se o henry do futuro não tivesse ensinado o Henry do passado e&#8230; sim, esse tipo de questionamento aconteceu comigo o tempo todo. E a conclusão a que cheguei é de que o henry do futuro criou seu futuro&#8230; fez com que tudo aquilo acontecesse&#8230; o que dá para notar no desenrolar da história, incluindo as mortes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://snwbird.deviantart.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-6861" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_8.png" alt="" width="442" height="422" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Observo o meu duplo. Ele está encolhido, tipo porco-espinho, virado para o outro lado, obviamente dormindo. Sinto inveja dele. Ele é eu, mas eu ainda não sou ele. Ele teve cinco anos de uma vida que ainda é um mistério para mim. Uma vida que parece uma cobra ainda enrolada, esperando para dar o bote e morder. Claro, ele já teve o que de bom vem aí pela frente; para mim, o futuro é como uma caixa de chocolates fechada.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-6867" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_11.png" alt="" width="312" height="312" />Não posso entrar em mais detalhes porque seria spoiler demais, mas talvez vocês discordem de mim ao ler, já que percebi que cada leitor tem uma visão única desse livro, embora vários tenham concordado comigo que ele é: denso, tenso, intenso, que causa sentimentos mistos na gente, mas que mexe com a gente e que é lindo, e sórdido, e triste e lindo&#8230; sim, não dá para ignorar esse livro e nem largar dele e mesmo para mim, que vi o filme antes, o livro foi cheio de surpresas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“&#8230; alguns desses episódios duram apenas momentos; é como tentar ouvir um rádio de carro que não consegue sintonizar as emissoras direito. Quando vejo, estou no meio de uma multidão, uma platéia, uma turba (&#8230;) surjo do nada, pelado. Como posso explicar? Nunca consegui levar nada comigo. Nem roupa, nem dinheiro, nem identidade. Passo boa parte da minha breve viagem adquirindo roupas e tentando me esconder. Felizmente não uso óculos”.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6860" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_7.png" alt="" width="379" height="514" />Eu não quero falar demais sobre os acontecimentos em si, mas esse é um livro marcante, que você deve ler mesmo se viu o filme ― se você viu o filme, talvez uma parte ou outra pareçam cansativas porque o filme, embora tenha sido um pouco diferente, foi uma boa adaptação e foi meio fiel o bastante em diversas partes. Mas a leitura totalmente vale a pena.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Encontro e visto uma calça jeans preta, um suéter preto, meias de lã pretas, um sobretudo preto, botas pretas e luvas de couro pretas. Fico parecendo pronto pra estrelar um filme do Wim Wenders.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Talvez desperte sentimentos confusos em você também, que não saberá dizer se amou, se ficou com raiva e/ou pena dos personagens, mas não tem como não se apegar e não entrar de cabeça nesse misto de drama, romance, obsessão, esse carrossel de emoções que é “A mulher do viajante no tempo”. E, de quebra, se você não viu o filme ainda, assista a ele depois de ler o livro. Vale a pena sim ― e, em breve, aqui teremos a minha comparação entre o livro e o filme. Já posso adiantar a vocês que gostei dos dois. =]</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“De repente percebo que estou de pé no Campo e me deito, esperando passar despercebida pela tempestade que chega. Fico deitada de costas olhando para cima quando desaba uma chuva torrencial, que deixa minhas roupas ensopadas num instante. Sinto que Henry está ali. Sinto uma necessidade incrível de que Henry esteja ali e me toque. Parece que Henry é a chuva e eu estou sozinha, sentindo desejo por ele.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota: 4 pares de mocassins e 1 pé só solitário e triste&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6856" title="resenha_amulherdoviajantenotempo_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_amulherdoviajantenotempo_5.png" alt="" width="620" height="148" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resenha: Ana Death Duarte</strong><br />
<strong>Edição de imagens e foto do livro: Alonso Lizzard</strong><br />
Imagem abaixo da foto-título, link <a href="http://xetobyte.deviantart.com" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Curtiu? Veja aqui onde comprar a <a href="http://el2.me/bndP" target="_blank">versão pocket do livro</a> e a <a href="http://el2.me/bndW" target="_blank">versão grande da Suma de Letras</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Resenha do livro: A garota de papel – Guillaume Musso (ARC)</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/03/19/resenha-do-livro-a-garota-de-papel-guillaume-musso-arc/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 13:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura Francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
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		<category><![CDATA[Estradeiro]]></category>
		<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Pé na Estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
		<category><![CDATA[Verus]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebemos esse ARC da Editora Verus recentemente&#8230; (em inglês, sigla usada para designar uma cópia avançada para leitura e/ou análise/resenha antes de o livro ser lançado propriamente dito – A sigla quer dizer: Advanced Reader’s Copy) &#8230; e vou começar dizendo que foi uma surpresa muito agradável! Como o que recebemos é uma espécie de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6828" title="resenha_agarotadepapel_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_11.png" alt="" width="619" height="475" /></p>
<p style="text-align: justify;">Recebemos esse ARC da Editora Verus recentemente&#8230; (em inglês, sigla usada para designar uma cópia avançada para leitura e/ou análise/resenha antes de o livro ser lançado propriamente dito – A sigla quer dizer: <em>Advanced Reader’s Copy</em>) &#8230; e vou começar dizendo que foi uma surpresa muito agradável!</p>
<p style="text-align: justify;">Como o que recebemos é uma espécie de “boneca” do livro, não temos como dar informações sobre a capa final, quantidade de páginas, coisas assim, mas já posso adiantar que adorei a história e a tradução!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6829" title="resenha_agarotadepapel_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_10.png" alt="" width="617" height="472" /></p>
<p style="text-align: justify;">O interessante é que não sei se esse seria um livro que eu escolheria para ler sem boas recomendações&#8230; por isso mesmo, a surpresa foi ainda maior e ainda mais agradável. A cada página que eu virava era uma surpresa atrás da outra, e o autor, francês, Guillaume Musso, faz com que viajemos por diversos países na história, além de passarmos também por viagens internas dos personagens.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6841" title="resenha_agarotadepapel_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_2.png" alt="" width="620" height="408" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ele brinca com clichês de um jeito tão interessante&#8230; afinal, a história de um autor de best-seller com passado pobre, nascido em bairro-gueto, romance fracassado com pseudo-celebridade, tentativas fracassadas de suicídio&#8230; isso e muito mais é um belo apanhado de clichês. Mas vocês acham que estou falando isso para desdenhar do livro? De jeito nenhum! Ele não só brinca com os clichês como podemos ficar “brincando” (durante ou depois da leitura, no meu caso foi durante, pois estava anotando para a resenha em si), de caçar referencias a ícones pop e clássicos culturais, sejam eles da TV, do cinema, da literatura, enfim, é muita coisa legal&#8230; e tem também os carros, afinal, o que seria uma viagem sem carros? <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p><span id="more-6827"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6846" title="resenha_agarotadepapel_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_3.png" alt="" width="610" height="454" /></p>
<p style="text-align: justify;">Tom é um escritor que está naquele momento “não-consigo-escrever-o-terceiro-livro-da-minha-famosa-e-rentável-trilogia-porque-minha-namorada-me-largou-e&#8230;” ― clichê, não? Mas não tenham medo. A cada página, o avanço e as surpresas vão surgindo e uma coisa que adorei e que se faz totalmente necessária para me prender em uma leitura  está lá: os personagens são incríveis, até mesmo Milo, que me encheu muuuuito em vários pontos, rs, o amigo-agente (não posso dizer o resto porque é spoiler&#8230;) do autor em questão. E não há como ficar indiferente a eles. Seja por amor, ódio, desprezo&#8230; eles evocam sentimentos, lembranças ― ou pelo menos foi assim comigo. Por mencionarem muita coisa que já vi/li/ouvi, também curti ainda mais o livro, mas mesmo para quem não sacar as referências, não creio que isso prejudique a leitura, pois elas são adendo à leitura em si ― aliás, acho que deveria ter dito isso lá em cima, as&#8230; há diversas epígrafes nesse livro, e a primeira é de um dos meus autores prediletos, Henry Miller. E, se me perguntarem, sim, eu prefiro Miller a Bukowski, embora goste de livros dos dois.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;De que servem os livros se não nos<br />
</em><em>conduzem à vida, se não nos fazem<br />
</em><em>dela beber com mais avidez?” </em><em>―</em><em> Henry Miller</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6847" title="resenha_agarotadepapel_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_5.png" alt="" width="350" height="385" />Muita coisa que eu gostaria de dizer sobre esse livro vai ter que ficar de fora, claro, por motivos óbvios que não canso de repetir aqui: são spoilers! Mas isso eu preciso dizer a vocês, porque senão nem terá como vocês saberem “que diabos é isso de <strong>garota de papel</strong>”. Bom, em meio a seu desejo de autodestruição depois do fim de seu relacionamento, o tal autor meio que literalmente se depara com uma personagem caída de seu livro. Uma coisa meio à la Stephen King, sem a parte em que ela tenta matá-lo. {insira risadas malévolas aqui}</p>
<p align="center"><strong>Interlúdio</strong></p>
<p>Brincando de caçar referências:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Billy&amp;ClydeQuentinTarantinoElvisStephenKingPolaroid<br />
PowerBook540cLaBambaFiat500dadécadade1960HughLaurie<br />
Bonnie&amp;ClydePulpFictionHenry&amp;JuneMalibuColonyStiegLarssonBugattiBlackberry<br />
Dr.HouseiPhoneRestauranteHijadelaLunaMillennium</em></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-6845" title="resenha_agarotadepapel_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_4.png" alt="" width="355" height="421" /></p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, ela “cai” na vida dele quando ele mais precisa, quando enfrenta aquele momento&#8230; fim de relacionamento e branco de escritor. E, nessa parte abaixo, embora não chegue aos pés dos livros do Henry Miller, ainda mais porque este é um trecho e os do Henry são livros inteiros, eu senti certa influência&#8230; e amei! {Acho que Guillaume bebeu de várias fontes e projetou um livro magnífico sem praticamente copiar nenhum, criando um estilo único, que pelo menos eu&#8230; adorei!}</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Depois que Aurore me deixou, uma espécie de câncer gangrenara meu coração, incrustando-se nele como um rato em um armário de comida. Canibal e carnívora, a ferida me devorara até me esvaziar de qualquer emoção ou vontade. (&#8230;) Aquela lepra íntima me corroera sem descanso, desbotando as cores da vida, inoculando-me a cada mordida uma dose de veneno, que nocivamente se infiltrava em meu cérebro, sob a forma de dolorosas recordações.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-6840" title="resenha_agarotadepapel_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_8-250x300.png" alt="" width="250" height="300" />Chega uma hora em que ficamos curiosos em saber por que, afinal, Tom começou a escrever essa trilogia ― e ele nos revela isso. Ah, sim! A narrativa é dividida em primeira pessoa (contada pelo ponto de vista de Tom) e em terceira pessoa (quando se trata dos outros personagens) e há vários momentos em que as histórias dos personagens se cruzam e convergem por fim. E também é um livro sobre livros&#8230; metaliterário! Lindo, não é? E o autor faz fichas de personagens, que nem em RPG! &lt;3</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou dizer se tem final feliz ou não. Dessa vez eu não posso. Arruinaria demais a surpresa. Vocês vão sofrer, rir, chorar de rir, brincar de procurar os lugares mencionados no livro, talvez (ou talvez essa seja uma mania só minha, vai saber heheh)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Eu me instruía, procurava livros sobre mitos, devorava antigos tratados de magia. Passei sucessivas noites engendrando personagens múltiplos que, por sua vez, enfrentavam seu lado de sombra e sofrimento.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não vou falar muito, para não dizer, quase nada, sobre “A Garota de Papel”, a.k.a. Billie, para não dizer nada. Ela é simplesmente&#8230; a melhor personagem do livro na minha opinião. E, por esse e outros motivos, não posso falar sobre ela xD Mas posso deixar que ela fala um pouco sobre si mesma&#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Me faça viver em um universo de cores e carne, onde as frutas têm gosto de frutas, não de papelão!” </em><em>―</em><em> Billie</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“As musas são fantasmas, e, às vezes, entram em cena sem serem convidadas.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class=" wp-image-6842 aligncenter" title="resenha_agarotadepapel_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_7.png" alt="" width="240" height="285" /></p>
<p style="text-align: center;">Billie não é como &#8220;Misery&#8221; LOL</p>
<p style="text-align: justify;">Billie é uma personagem secundária dos romances de Tom, uma musa, tudo isso, nada disso, muito mais? Atreva-se a descobrir isso&#8230; e também muito mais.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Temos mesmo o direito de proteger os amigos deles mesmos?”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Para além das palavras impressas, é a imaginação que transcende o texto e permite à história existir plenamente.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-6843" title="resenha_agarotadepapel_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_6.png" alt="" width="370" height="419" />Curiosidade mórbida 1: </strong>Não há, segundo esse livro, cemitérios nem hospitais em Beverly Hills&#8230; como diz o autor: <em>“De um ponto de vista demográfico, ninguém nascia ou morria em Beverly Hills&#8230;”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Curiosidade <del>mórbida</del> 2: </strong></strong>Milo ama carros, Tom não entende a fascinação&#8230; bem, eu sempre gostei de carros desde que aprendi a jogar Super Trunfo ― e acho muito machismo isso de carro pra homem e carro pra mulher. Hey, mas isso não é uma curiosidade mórbida, rs, só uma curiosidade hehe ;p {riscando&#8230;.}</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosidade mórbida 3: </strong>São citados, com alguns detalhes, como funciona o trote para a entrada em gangues&#8230; tanto para homens quanto para mulheres&#8230; nem preciso dizer que o das mulheres inclui estupro grupal, não é? Que desgosto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há momentos divertidíssimos no livro, relaxem. O autor soube bem dosar tudo isso. E agora, sim, é o fim. Da resenha.</p>
<p><em><strong>Nota? 5 potes de tinta nanquim!</strong></em></p>
<p><img class="size-full wp-image-6844 aligncenter" title="resenha_agarotadepapel_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_agarotadepapel_12.png" alt="" width="428" height="124" /></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Resenha do livro: Festa no Covil e Entrevista com o autor Juan Pablo Villalobos</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 22:59:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura Latino-Americana]]></category>
		<category><![CDATA[Polêmicas]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[Cães de Aluguel]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
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		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>
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		<description><![CDATA[Esse “livrinho”, com pouco mais de 90 páginas, não só me cativou, como me fez lê-lo “de uma sentada só”, como dizem por aí. Quando li a sinopse e o primeiro capítulo, já vi que desejaria muito ler esse livro. O clima me lembrou muito filmes como Machete, Mercenários, a 3a temporada de 24 Horas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6804" title="resenha_festanocovil_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_1.png" alt="" width="622" height="477" /></p>
<p style="text-align: justify;">Esse “livrinho”, com pouco mais de 90 páginas, não só me cativou, como me fez lê-lo “de uma sentada só”, como dizem por aí.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando li a sinopse e o primeiro capítulo, já vi que desejaria muito ler esse livro. O clima me lembrou muito filmes como Machete, Mercenários, a 3<sup>a</sup> temporada de 24 Horas, e muitos filmes sobre narcotráfico que envolvem especialmente mexicanos dos anos de 1990, claro. Mas o diferencial desse livro é único, e não é o sarcasmo e nem o humor negro: é a narração do ponto de vista de uma criança!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-6808 aligncenter" title="resenha_festanocovil_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_11.png" alt="" width="612" height="450" /></p>
<p style="text-align: justify;">Resolvi fazer essa resenha alguns dias depois de ler o livro para me distanciar um pouco do efeito “uau” que senti logo depois da leitura. Continuo dando nota máxima para o livro, mas me recordei de algumas coisas interessantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6806" title="resenha_festanocovil_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_3.png" alt="" width="244" height="376" />Uma amiga minha, na maior inocência, deixou passando o filme “O Corvo” enquanto a filha de 3 anos (muito inteligente, mas, ainda assim, uma criança bem novinha) estava na sala com a gente, logo, vendo o filme&#8230; Depois de um tempinho, a menina veio até mim perguntar “Por que, se o cara lá é do bem, ela mata um monte de gente?” (referindo-se ao Eric Draven), e eu expliquei a ela, dando vários exemplos do próprio filme ― foi complicado, viu! ― que as coisas não são exatamente “preto-no-branco” e que existem os tons de cinza e nem tudo se divide entre “bondade” e “maldade”. Claro que expliquei em termos menos acadêmicos e mais adequados ao entendimento dela e deu certo. Mas, de modo geral, o pensamento de uma criança é sim desse jeito: bem e mal, sem as escalas de cinza que vamos aprendendo a discernir quando vamos crescendo (não apenas em idade e sim também com experiências).</p>
<p style="text-align: justify;">Esse exemplo foi para apresentar a idéia do livro: o filho de um <em>jefe </em>do narcotráfico, um menino que se sente um príncipe solitário e que conhece poucas pessoas, pelo medo que o pai, lógico, de seu “trabalho” atingir o filho&#8230; Vemos todo o desenrolar da história da história sob a óptica dele, e seu desejo pelos hipopótamos anões da Libéria, e seu sarcasmo infantil, e as atitudes adultas ― boas, redutoras, péssimas, necessárias, tudo o que forma o mundo como ele é ― tudo isso sob esse prima do menino e, entre sorrisos e gargalhadas mesclados com aquela pontada de dor no coração toda vez em que somos lembrados de que a narrativa é feita por uma criança e aquilo dá uma certa dor&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><em>Detalhe do relevinho aveludado da parte preta da capa:</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6819" title="resenha_festanocovil_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_2.png" alt="" width="620" height="562" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Aliás, os hipopótamos anões da Libéria são máquinas silenciosas de devorar mato. O nome disso é ser herbívoro, um comedor de ervas.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu ia entremear essa resenha com as citações {já adianto que selecionei mais de 100&#8230; mas não é justo com vocês, heheh, seria roubar a surpresa geral colocar tudo, então vou me limitar a umas 10, o.k.?}, mas vou colocar abaixo de tudo a amostra do primeiro capítulo e entremear as citações com a entrevista com o próprio autor, vamos lá?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6802"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Entrevista com o autor - Juan Pablo Villalobos</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6805" title="resenha_festanocovil_entrevista" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_entrevista.png" alt="" width="612" height="374" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Olá, Juan, tudo bom? The Telegraph resumiu “Festa no Covil” como “Cômico e assustador” e, se eu tivesse que resumir esse seu livro com apenas duas palavras, seria algo similar, “assustadoracomicamente realista”. E você, com duas palavras, como o definiria?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RESPOSTA: Com duas? Eu gosto da brevidade, pode ser com uma? Cáustico.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Uma das coisas que aprendi com o Yolcaut é que às vezes as pessoas não viram cadáveres com uma bala. (&#8230;) Eu sei dessas coisas por causa de um jogo que eu e o Yolcaut costumamos jogar. (&#8230;) Um fala uma quantidade de tiros e uma parte do corpo, e o outro responde: vivo, cadáver ou diagnóstico reservado.</em></p>
<p style="text-align: justify;">―<em> Um tiro no coração. </em></p>
<p style="text-align: justify;">―<em> Cadáver.</em></p>
<p style="text-align: justify;">―<em> Trinta tiros na unha do dedo mindinho do pé esquerdo.</em></p>
<p style="text-align: justify;">―<em> Vivo.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://Saibel.deviantart.com"><img class="size-full wp-image-6809 aligncenter" title="resenha_festanocovil_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_6.png" alt="" width="530" height="525" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Algumas das palavras difíceis que o narrador-menino conhecem são, não por acaso, “sórdido, nefasto patético e fulminante” </strong><strong>―</strong><strong> palavras com conotação relativa, totalmente relacionadas a sua vida de filho de <em>jefe </em>do narcotráfico. Embora, como você mesmo defina, esse não seja um romance sobre o narcotráfico em si, creio que ele fale, mesmo que seja nas entrelinhas e/ou no pano de fundo, e através das falas (que muitas não vou citar aqui, como já disse antes, para não estragar o livro para o leitor), e faça críticas ferrenhas não só a esse estilo de vida como à sociedade em si, ao modo de vida tanto de ricos como de pobres quanto de terceiro mundo, crimes do colarinho branco, um pouco de tudo. Você aceitaria a classificação de fábula moderna para seu livro? Claro que pode acrescentar aqui qualquer comentário extra sobre o que comentei nessa pergunta.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RESPOSTA: A fábula necessariamente tem uma moral e acho que não é o caso da Festa no covil, que é narrada por uma criança, que ainda está construindo sua visão do mundo e que não pode emitir juízos. Mas&#8230; é verdade que tem aparência de fábula. Se o leitor pesquisa o significado dos nomes dos personagens vai descobrir que todos são animais: Tochtli, o menino protagonista, é um coelho; Yolcaut, o pai, uma serpente; Mazatzin, o professor, um veado; etc. Eu queria construir uma história para adultos, com temas “fortes” como a violência, a corrupção ou a injustiça, mas com uma linguagem e umas estratégias narrativas que poderiam ser consideradas próprias da literatura infanto-juvenil. No final das contas, Festa no covil é um romance de iniciação. Tochtli brinca de detetive porque ele tem que pesquisar quem é o pai e tem que aprender a sobreviver nesse mundo extravagante.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Eu gosto dos franceses porque eles tiram a coroa dos reis antes de cortar a cabeça deles. Assim a coroa não amassa e você pode guardá-la num museu em Paris ou vendê-la pra uma pessoa com muito dinheiro, como nós.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Parece que o país Libéria é um país nefasto. O México também é um país nefasto. É um país tão nefasto que você não pode conseguir um hipopótamo anão da Libéria. O nome disso na verdade é ser de terceiro mundo.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“A coroa não é de ouro, porque era de um rei da África e na África todo mundo é pobre, até os reis.” </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6810" title="resenha_festanocovil_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_9.png" alt="" width="610" height="323" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Você teve alguma influência de Quentin Tarantino e/ou especificamente “Cães de Aluguel” (Reservoir Dogs)? Porque, não sei se foi apenas porque eu amo esse filme e acabei fazendo a conexão, mas eu me lembrei imediatamente dele, de quando um dos Mrs. fala que eles mataram “pessoas de verdade” (os policiais não eram considerados pessoas pelos criminosos) quando se referiam a civis&#8230; e aqui o menino-narrador fala algo diferente, mas similar ;p</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Os mortos não contam. Porque os mortos não são pessoas. Os mortos são cadáveres.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">RESPOSTA: Não tinha feito essa conexão&#8230; Gosto muito do primeiro Tarantino (Reservoir dogs) e do último (Inglourious basterds). Agora lembrei que um leitor me disse: “tem que fazer um filme, eu imaginava o livro como um filme de Tarantino”. Falar de influências é complicado, porque eu reivindico todas! Tarantino? Bom, eu assisti aos filmes, gostei, então: sim, claro. Eu acredito que um escritor tem que ser um liquidificador cultural. O escritor tem que consumir enormes doses de literatura, mas também de cinema, de música, de arte, de dança, de comics, de televisão&#8230; e tem que botar todo no liquidificador, esquecer e ligar: as comédias clássicas gregas, um filme de Kaurismäki, a letra de uma música de Jens Lekman, um show de Sufjan Stevens, Mafalda, os dadaístas, Beckett e Ionesco, Os Simpsons.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6812" title="resenha_festanocovil_entrevista_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_entrevista_2.png" alt="" width="617" height="315" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aproveitando o gancho, já que citei um filme do Tarantino, e me lembrei, na sequência, de que, em seu livro, o menino assiste a filmes de Samurai e, inclusive, queria ser um, foi seu lado escritor que decidiu inserir esse gosto pelos filmes japoneses nele? Ou não, foi algo que surgiu naturalmente&#8230;? Ainda quanto ao eu escritor, as partes em que você fala diretamente com o leitor, na voz do menino, sobre os cultos lerem muitos livros e não saberem muito sobre a vida&#8230; bem, isso vale outra pergunta.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RESPOSTA: Eu assisti a alguns filmes e seriados de Samurai quando era criança e adolescente, mas a verdade nunca fui um fanático. Provavelmente tem mais influência dos filmes hiper-violentos de Takashi Miike, que eu estava assistindo quando escrevi o livro. Tem uma “cultura da violência” na Festa no covil: a violência dos traficantes, mas também dos samurais, da Revolução francesa, do colonialismo, do imperialismo, etc. Tochtli é uma criança e para ele tudo é um jogo. Ele brinca de ser samurai porque é o jeito de transformar em jogo o código de honra que ele entende que o pai está tentando lhe transmitir.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://harajukumatt.deviantart.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-6811" title="resenha_festanocovil_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_4.png" alt="" width="610" height="415" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando seu “eu-escritor” conversa com o leitor, dizendo que os “cultos” sabem muito dos livros e nada sobre a vida, é uma crítica àquela espécie de pessoas que se gabam de um jeito que chega a dar vergonha por eles de quantos clássicos já leram, de como detestam best-sellers, de como livros que vendem muito não prestam e de como tudo o que leram parece que não foram aplicado a nada a suas vidas, como diria o menino-narrador de Festa no Covil, patéticas? Essa foi a minha primeira impressão dessa sua conversa com o eu-leitor, se tiver mais alguma (e se acertei nessa, hehe), gostaria de saber xD</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RESPOSTA: É exatamente o contrário: é uma crítica a uma sociedade que não aprecia o conhecimento e a cultura, uma sociedade cujo único valor é o dinheiro, uma sociedade que despreza a literatura e o arte porque “não servem para nada” e que só aceita o conhecimento utilitário, o livro que ensina coisas práticas. Nesse esquema a única arte possível é a arte que diverte e serve para descansar, para esquecer os problemas do dia a dia&#8230; Paradoxalmente, no momento de maior divulgação e acesso ao conhecimento da história da humanidade, estamos vivendo um processo brutal de empobrecimento cultural, porque o único que importa é o que é útil. Acontece no México, no Brasil, na Espanha, no mundo inteiro. Olha a publicidade do vestibular: você vai estudar para poder entrar na universidade&#8230; e olha a publicidade das universidades: você vai estudar uma faculdade para ter emprego e ganhar dinheiro&#8230; desculpa?</p>
<p style="text-align: justify;">Se bem que, vamos concordar, tem pessoas cultas muito chatas&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://KeswickPinhead.deviantart.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-6814" title="resenha_festanocovil_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_5.png" alt="" width="610" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que eu, como adulta, acho de legal em seu primeiro romance, Festa no Covil, é que, apesar de todo o cenário tétrico, ele é realista, especialmente no sentido em que <em>jefes </em>e <em>bosses </em>do narcotráficos têm filhos! Então seria hipocrisia ignorar que essas crianças são expostas ao estilo de vida dos pais. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alguns podem tentar ocultar isso dos filhos, mas não seria a forma como é posta no filho, deixar que saibam, a menos ruim? O que você acha? Pois, se informação é poder, e a criança, ou o adulto, que seja, filho de narcotraficante ou não, não tem tal informação, ele não correria mais riscos de vida?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Além disso, ciente de tudo isso, não teria também mais poder decisivo no futuro para optar por seguir outro rumo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acho que fiz mais de uma pergunta aqui&#8230; <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">RESPOSTA:  Eu estou muito interessado em contar uma história com “grandes temas”, políticos ou sociais, desde a intimidade, desde a perspectiva de uma família. Os traficantes têm família? Têm. Os traficantes cuidam dos filhos? Cuidam. Os traficantes amam os filhos? Com certeza. O mais simples é achar que os traficantes, ou os assassinos, ou os ditadores, etc., são monstros e assim ficamos tranquilos. Mas acontece que são pessoas como eu ou como você. Então vamos nos perguntar: por quê? Nesse sentido, a Festa no covil é uma exploração de um dos temas que mais me interessam: o exercício do poder. Como aprendemos a exercer o poder? Quando somos crianças experimentamos o poder que temos através dos desejos. Eu quero um carrinho! Compraram? Não? Eu quero um hipopótamo anão da Libéria! É a questão levada ao absurdo.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Curtinhas:</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://deboracabral.deviantart.com"><img class="aligncenter size-full wp-image-6813" title="resenha_festanocovil_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_7.png" alt="" width="430" height="450" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se você pudesse convidar 5 pessoas mortas para um jantar, quais seriam e por quê? E o que serviria no jantar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aristófanes, Cervantes, Voltaire, Laurence Sterne e, organizando todo, Petronio. Seria divertido, né? O menu seria tartar de atum de primeira e steak tartar de segunda. E muita tequila.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se você pudesse viver no mundo de um livro que não fosse nenhum dos seus, de qual livro seria e por quê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Moraria dentro de um desses livros meta-literários que eu não gosto, mas nesse livro eu seria um escritor que estaria escrevendo um livro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se tivesse que escolher apenas uma música tema para Festa no Covil, qual seria? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">“El rey” de José Alfredo Jiménez.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Você se &#8220;vê&#8221; em algum dos personagens de Festa no Covil?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em todos, até nas prostitutas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se você pudesse salvar um único livro em um mundo distópico em que todos os livros seriam queimados, sem ser nenhum dos seus, qual seria? E por quê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Quixote de Cervantes, poderia ler um trecho cada dia e nunca ficaria entediado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cerveja, vinho ou tequila?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa é fácil: cerveja, vinho e tequila. ¡Salud!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Essa última foi para descontrair mesmo. <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' />  </strong><strong>Espero que tenha curtido a resenha e a(s) entrevista(s). </strong><strong>Agora, com a palavra, o Juan vai deixar uma mensagem a vocês:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Obrigado por ler a entrevista, obrigado por ler o meu livro, um grande abraço e boas leituras!</p>
<p><strong>Pra finalizar, a nota do livro:</strong></p>
<p><strong>5 chapéus tricórnios!</strong> {Sim, sou malévola, leiam o livro e descubram o motivo por trás da nota hehe}</p>
<p><img class="aligncenter" title="resenha_festanocovil_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_festanocovil_8.png" alt="" width="600" height="86" /></p>
<div></div>
<p style="text-align: center;"><strong> <a href="http://el2.me/b4sv" target="_blank">Curtiu? Veja onde encontrá-lo pelo menor preço</a></strong></p>
<div><strong>Resenha e entrevista: Ana Death Duarte</strong><br />
<strong>Fotos do livro e edição: Alonso Lizzard  / Foto do autor: Ernesto Escobar<br />
</strong></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Como nos sentimos com o fim de um livro</title>
		<link>http://www.icultgen.com.br/2012/03/15/como-nos-sentimos-com-o-fim-de-um-livro/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 14:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Pônei Voador]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao som de “Mama I’m coming home”, do Ozzy Osbourne, que minha gata ouve, ama e &#8230; bem, ela até dorme ao som de Ozzy, estou redigindo essa introdução para este post em que vamos apresentar a vocês como realmente conhecemos o site Como eu Realmente. Tudo começou quando a minha amiga, ziih me apresentou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6790" title="sitedetirinhas" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/sitedetirinhas.png" alt="" width="620" height="361" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ao som de “Mama I’m coming home”, do Ozzy Osbourne, que minha gata ouve, ama e &#8230; bem, ela até dorme ao som de Ozzy, estou redigindo essa introdução para este post em que vamos apresentar a vocês <strong>como realmente </strong>conhecemos o site <strong><a href="http://www.comoeurealmente.com/" target="_blank">Como eu Realmente</a></strong>.</p>
<p>Tudo começou quando a minha amiga, ziih me apresentou a seguinte tirinha:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6789" title="tirinha29" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tirinha29.png" alt="" width="620" height="274" /></p>
<p style="text-align: justify;">Como a Ziih sabe que eu amo gatos, ela me apresentou umas 3 tirinhas com a “Srta. Garrinhas” e, em uma questão de minutos, ela nem precisou me mandar mais links, já tinha favoritado o site e devorado todas as tirinhas, assinado por RSS para receber notificação de tirinhas novas e algum tempo depois, trocamos banners com a dona do site, Fernanda, que, além de talentosa, é um doce de pessoa!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6795" title="niazinha" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/niazinha1.png" alt="" width="183" height="320" />O <strong>Como eu realmente</strong> é mágico! Seria bem difícil eu falar qual é a minha tirinha predileta de lá e num mundo onde os memes são os que ganham os holofotes é muito bom ver esse tipo de trabalho bem acabado arrancar gargalhadas até de um dos donos do conhecido site 9GAG que chegou a elogiar o trabalho dela por e-mail.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando nisso, fiquei imaginando como seria legal ter em mãos essas tirinhas, em um livro, quem sabe posters ou até mesmo camisetas&#8230; esperem, eu falei <strong>camisetas</strong>?</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-6797" title="srtagarrinhas" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/srtagarrinhas1.png" alt="" width="185" height="228" />Pois é&#8230; depois da quebra do post, além da tirinha <strong>sobre como realmente nos sentimos com o fim de um livro</strong> que ela cedeu colocar aqui para que vocês também conheçam o trabalho dela e porque tem tudo a ver com nós, leitoras (e leitores também, mesmo que muitos homens não tenham coragem de admitir isso haha). Ah, mostrei o site imediatamente pro Alonso logo depois de devorá-lo (dia 1), e ele também amou, viu meninos?</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6793" title="poneivoador_comoeurealmente" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/poneivoador_comoeurealmente.png" alt="" width="500" height="388" /></p>
<p style="text-align: justify;">Então, neste mundo mágico de pôneis voadores e gatas rainhas, apresentamos a vocês: <strong>Como eu realmente (vejam após a quebra do post)</strong></p>
<p><span id="more-6786"></span></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-6787" title="tirinha62" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tirinha62.png" alt="" width="500" height="1600" /></strong></p>
<p>E como ela comentou abaixo da tirinha do site:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Ao invés de fazer meu próprio comentário, vou compilar alguns que me chamaram a atenção no 9GAG (já que essa tirinha ficou bem famosa por lá): &#8220;É como morrer aos poucos&#8221;, &#8220;E uma semana depois eu já nem lembro mais dele&#8221;, e, por fim, o comentário mais votado de todos, &#8220;Onde estão seus pés, mulher??&#8221;.</em></p>
<p><em>Curiosidade: o que me inspirou a fazer essa tirinha, nesse momento, foi na verdade o episódio final da segunda temporada de um seriado, Sherlock. O casaco é até parte do figurino dele.”</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.comoeurealmente.com/2012/03/camiseta-e-promocao.html"><img class="aligncenter size-full wp-image-6788" title="promocao_camisetalancamento" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/promocao_camisetalancamento.jpg" alt="" width="500" height="260" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E tem até uma lojinha onde você poderá comprar camisetas com algumas das artes que ela fez. Além disso, ela está fazendo uma promo inaugural ótima, <strong><a href="http://www.comoeurealmente.com/2012/03/camiseta-e-promocao.html" target="_blank">vejam aqui os detalhes. </a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.vitrinepix.com/comoeurealmente/" target="_blank">Link da loja</a></strong></p>
<p><a href="http://www.comoeurealmente.com/" target="_blank"><strong>Site das tirinhas.</strong></a></p>
<p>Outros contatos:</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden; width: 450px; height: 80px;" src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FComoEuRealmente&amp;send=false&amp;layout=standard&amp;width=450&amp;show_faces=true&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;font&amp;height=80&amp;appId=187105401371474" frameborder="0" scrolling="no" width="320" height="240"></iframe></p>
<p><a class="twitter-follow-button" href="https://twitter.com/ComoEuRealmente" data-show-count="false" data-lang="pt">Seguir @ComoEuRealmente</a><br />
<script type="text/javascript">// <![CDATA[
 !function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0];if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src="//platform.twitter.com/widgets.js";fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document,"script","twitter-wjs");
// ]]&gt;</script></p>
<p><strong>Review: Ana Death Duarte</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Coluna: Reviews de Colecionáveis: Baralho The Muppets da Copag + Sorteio</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 00:11:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>icultgen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vamos ver&#8230; por onde começo? São tantas as lembranças boas de jogar cartas ― não, nunca fui a Cassinos (rs, feliz ou infelizmente haha), mas jogava buraco, rouba monte e mais milhares de outros jogos (inclusive alguns inventados por mim e pelos meus amigos)&#8230; e aquele que parece bafo, rs, que você tem que dar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6765" title="review_baralho_copag_themuppets_1" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_1.png" alt="" width="612" height="488" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos ver&#8230; por onde começo? São tantas as lembranças boas de jogar cartas ― não, nunca fui a Cassinos (rs, feliz ou infelizmente haha), mas jogava buraco, rouba monte e mais milhares de outros jogos (inclusive alguns inventados por mim e pelos meus amigos)&#8230; e aquele que parece bafo, rs, que você tem que dar um tapão na carta certa no momento certo&#8230; era um dos que eu mais amava e jogava muito na época da faculdade. Os nomes variam entre os grupos que jogam isso. <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6772" title="review_baralho_copag_themuppets_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_8.png" alt="" width="617" height="504" /></p>
<p style="text-align: justify;">E sempre amei os baralhos da Copag. Não só os de plástico, os de papel também são muito resistentes (especialmente porque sou meio sem noção com a minha força, rs, e nesse do tapão, eu realmente socava a carta e- hahah) ― eu só amava mais do que os da Copag um baralho alemão lindíssimo que minha vó me deu e que foi parar no limbo do passado, então minha lembrança dele é meio mágica e posso estar exagerando ao falar da qualidade dele (do tal baralho alemão, não dos da Copag).</p>
<p style="text-align: justify;">Não, a Copag não me pagou pra falar bem dos produtos deles. Que isso fique claro. Recebemos para review porque achamos que vocês vão amar ― e, acreditem, são bem baratos! &lt;3</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6769" title="review_baralho_copag_themuppets_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_5.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;">Mas quando eu cismava de comprar cartas de outras marcas, ou elas já vinham rasgadas (isso nunca aconteceu comigo com baralhos da Copag, se aconteceu com vocês, eles são de boa e vocês podem entrar em contato com eles, lógico) ou detonavam fácil demais. E eu comprava de outras marcas quando tinha alguma coisa de que eu gostava, tipo, o Baralho do Sylvester (Frajola).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, para minha salvação e de todos que ainda amam jogar cartas&#8230; (e sei que são muitos&#8230; me digam, até paciência é mais legal com cartas do que no computador, né?) Bem, eu acho. Amo jogos de computador, alguns específicos, mas não abandono as “boas e velhas cartas de baralho físicas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos falar aqui sobre algumas que eles lançaram ― sim, podemos ser felizes com baralhos de qualidade, com imagens lindas, além dos Muppets, eles têm baralhos lindíssimos de outras séries, etc., também, mas vamos com calma&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6764"></span></p>
<h2><strong>Baralho dos Muppets</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6771" title="review_baralho_copag_themuppets_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_7.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;">Bem, algumas coisinhas primeiro. Se vocês também não gostaram da mudança de Caco, o Sapo, para Kermit, o Sapo, ela tem um motivo e <a href="http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/noticia/2011/11/e-hora-de-brincar.html" target="_blank">você pode vê-lo aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6770" title="review_baralho_copag_themuppets_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_6.png" alt="" width="617" height="430" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu sei, eu sei&#8230; mas o nome Caco fez minha infância e&#8230; bom, sou a favor do seguinte, quer chamar de Caco, chama heheh Eu sempre soube que era Kermit, mas costumo dizer, Kermit, the frog e Caco, o sapo (já disse aqui que sou estranha várias vezes, rs)</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6768" title="review_baralho_copag_themuppets_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_2.png" alt="" width="442" height="487" /></p>
<p style="text-align: justify;">Mas não é só pra gente “old-school” que Muppets é algo legal. Muppets é legal. Ponto. E foi comprado pela Disney em 2004&#8230; sei sei que teve gente que não gostou do filme, mas o baralho é fofo! &lt;3</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6776" title="review_baralho_copag_themuppets_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_11.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6777" title="review_baralho_copag_themuppets_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_12.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6773" title="review_baralho_copag_themuppets_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_9.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6775" title="review_baralho_copag_themuppets_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/review_baralho_copag_themuppets_10.png" alt="" width="617" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;">Como vocês vão poder notar nas fotos (várias e algumas meio tortas de propósito haha), A Queen é sempre a Diva da Miss Piggy e o King é sempre o Divo do Kermit/Caco. O Walter é o Joker (vêm duas cartas de Joker em cada pack&#8230; ah, informação megaimportante, <strong>nas fotos mostrei só um, mas este pack vem com 2 baralhos dos Muppets. </strong>Na página do produto há mais detalhes, mas<strong> são 2 conjuntos de 52 cartas cada e em papel couché</strong><strong>, </strong>além de uma cobertura especial nas cartas que torna o embaralhar mais suave, com aquele deslizar lindo de se ouvir e sentir <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: center;">Ufa! Acho que falei tudo, não?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>NÃO!!!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Copag é uma linda e cedeu também uma belezinha dessa pra sortearmos entre vocês, amados leitores:</p>
<p><script id="raflin-df6e4c8" type="text/javascript">// <![CDATA[
/*{literal}<![CDATA[*/     window.RAFLIN = window.RAFLIN || {};     window.RAFLIN['df6e4c8'] = {id: 'OGRhZmI2N2VhMDdlYTk1OTM1NzQ3Y2U3MWRhMTVmOjg='};     var url='//d12vno17mo87cx.cloudfront.net/static/js/raflcptr/build/raflcptr.min.js', head=(document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]);     (function(d,n,h){if(!!d.getElementById(n))return;var j=d.createElement('script');j.id=n;j.type='text/javascript';j.async=true;j.src=url;h.appendChild(j);}(document,'rsoijs',head)); /*]]&gt;{/literal}*/
// ]]&gt;</script><br />
<a id="rpow-df6e4c8" class="rafl-powered" style="font: 10px sans-serif; color: #999; width: 100%; text-align: center; display: block;" href="http://www.rafflecopter.com" target="_blank">a <em>Rafflecopter</em> giveaway</a></p>
<p><noscript>&amp;amp;amp;amp;amp;lt;a href=&#8221;http://rafl.es/enable-js&#8221;&amp;amp;amp;amp;amp;gt;You need javascript enabled to see this giveaway&amp;amp;amp;amp;amp;lt;/a&amp;amp;amp;amp;amp;gt;.</noscript></p>
<p style="text-align: justify;">Já conhecem o Rafflecopter? <em><a title="Chega de formulários! Veja como usar o Rafflecopter!" href="http://www.icultgen.com.br/2012/01/08/chega-de-formularios-veja-como-usar-o-rafflecopter/" target="_blank">Vejam aqui um tutorial de como participar do sorteio</a></em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Review: Ana Death Duarte</strong><br />
<strong>Fotos: Alonso Lizzard</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.copagloja.com.br/produto/jogo-baralho-the-muppets.html">Curtiu? Encontre na própria loja da Copag por um ótimo preço</a></strong> <img src='http://www.icultgen.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.copag.com.br/port/home.asp"><img class="aligncenter  wp-image-6348" title="logo_copag" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/01/logo_copag.png" alt="" width="176" height="88" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Resenha do livro: É Tudo Tão Simples &#8211; Danuza</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 21:02:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[“Nos últimos cinquenta anos o mundo mudou mais do que nos dois mil anteriores.” Fugindo à minha regra de ouro de não começar uma resenha com uma citação, mas não tive opção. Isso que a Danuza falou é a mais pura verdade. Esse livro é uma espécie de manual de sobrevivência nos “dias de hoje”. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6735" title="resenha_etudotaosimples_6" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_6.png" alt="" width="620" height="444" /></p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Nos últimos cinquenta anos o mundo mudou mais do que nos dois mil anteriores.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Fugindo à minha regra de ouro de não começar uma resenha com uma citação, mas não tive opção. Isso que a Danuza falou é a mais pura verdade. Esse livro é uma espécie de manual de sobrevivência nos “dias de hoje”. Se “Na sala com Danuza” já era legal (quem não leu, deve ler para se divertir muito, é um livro que a autora escreveu há 20 anos e que continua atual em muitos aspectos, mas que talvez seria legal ser lido para comparar com as dicas que ela dá em “É tudo tão simples”).</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“É, tudo mudou, e se antes havia os novos-ricos, agora surgiram os ex-pobres.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-6736" title="resenha_etudotaosimples_2" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_2.png" alt="" width="409" height="318" />Sinto que estarei revelando a minha idade com alguns comentários aqui, rs, mas é tão ultrapassado fazer questão de esconder a idade que não estou nem aí. Eu me lembro bem do surgimento dos novos-ricos, ou “emergentes”. E também vi a ascensão dos ex-pobres. E, nesse nosso mundinho em que Internet e etiqueta parece que andam brigados, nada melhor do que ouvir/ler os sábios conselhos da Danuza, se não for para segui-los, porque você já tem noção/educação/sabe se virar bem, para dar muita risada – esse é para aqueles que 1. Curtem o estilo da autora 2. Querem saber quais são as regras de etiqueta do mundo atual em que vivem, claro 3. Querem dar muita risada porque são sádicos/masoquistas e gostam de se lembrar, rindo, de como muitas pessoas <strong>não têm noção alguma de como se comportar no mundo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6733"></span></p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Etiqueta vem de ética, que não é regida por regras, mas só por você mesma, com a liberdade que tem ― hoje mais que nunca. Em quase todas as situações, mesmo as mais banais, as pessoas devem agir sob uma ética própria, que não é imposta, mas pessoal, e para ter ética, ninguém precisa de código algum, só de bom-senso. (&#8230;) <strong>Ser ético é não furar a fila do cinema, não tentar pegar a mesa de pessoas que chegaram antes no cinema, é jamais fazer charme para o namorado da amiga, tá?</strong>”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Parecem regras tolas, mas tolo mesmo é quem não as segue. Dá vontade de imprimir panfletos com vários trechos desse livro e distribuí-los para várias pessoas sem noção que eu conheço – e aposto que muitos de vocês vão querer fazer o mesmo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Andei pensando nessa história de simplificar, e vejo que passei a primeira metade da minha vida querendo ter as coisas ― todas as coisas ― e estou passando a segunda metade querendo me desfazer das coisas, e ficar apenas com o essencial. Bem curiosa, a vida.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu já notei os efeitos disso na minha vida. Por mais que eu ame meus livros, estou sempre querendo me livrar daqueles não tão amados assim, seja dando para alguém que goste deles, porque eles merecem carinho, seja doando, seja como for (menos jogar no lixo, heheh), porque não adianta ter coisas se a gente não usa e/ou não precisa delas. Mas os livros nem são o problema maior de quem ainda não se acostumou com a regra do simples; olhe na sua cozinha e responda:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6742" title="resenha_etudotaosimples_9" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_9.png" alt="" width="462" height="328" /></p>
<ol>
<li>Quantas pessoas moram na sua casa?</li>
<li>Quantos copos por pessoa você tem em casa?</li>
<li style="text-align: justify;">Algum eletrodoméstico quebrado que está ali a) porque ganhou de presente de casamento b) porque era da minha avó c) por qualquer motivo que não seja “esperando para ser levado para o conserto amanhã/jogado fora porque o caminhão de lixo já passou”?</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Pense bem&#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Por que você, que mora só, tem que ter uma batedeira?”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Para que eu quero 12 copos de vinho branco, mais 12 de tinto, mais 12 de coquetel que comprei em Veneza (&#8230;) que nunca usei e jamais usarei, seis pares de botas diferentes, 16 suéteres, e nem sei quantas camisetas? Para quê, quer me dizer?”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sim! Vocês não estão lendo errado! Meu mundo caiu quando li que era ERRADO chamar a taça de vinho de taça&#8230; que aquilo que eu e provavelmente 99% dos leitores aqui do site chamavam de taça (e que, muito provavelmente vão continuar chamando assim, graças a nosso inconformismo linguístico, como bem disse a @dreamerbee_)&#8230; é UM COPO! O.o Pra mim, se o COPO tem aquela perninha, ele vira menina, e se chama TAÇA! =]</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6747" title="resenha_etudotaosimples_5" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_5.png" alt="" width="620" height="444" /></p>
<p style="text-align: justify;">A autora ainda dá várias dicas do que se pode e do que não se pode fazer. Vou salpicar essa resenha com algumas delas – sim, essa resenha vai ter muita citação, e olha que tentei tirar um monte, mas os trechos são tão bons&#8230; e tem mais ainda no livro, muito mais coisa citável!</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“NÃO PODE: Sair de casa horrenda; e se encontrar o ex com a atual?  Aliás, ficar em casa horrenda também não pode. <strong>Esteja sempre impecável para você mesma, a pessoa mais importante da sua vida.</strong>”</em></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Não vou a cinemas à noite, só na sessão das duas da tarde, tendo comprado a entrada pela internet, e sozinha, para não ter que comentar o filme. Tem gente que comenta a sério, odeio.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Vocês podem pensar que o comentário acima da Danuza é coisa de gente velha. Bem, não acho que seja. Eu fazia isso desde os 18 anos. Sempre detestei estreias, salas cheias, é um saco não poder ver um filme em paz, e com silêncio, no mínimo, moderado! Pensem bem&#8230; se forem ao cinema com galera/namorado, realmente conseguem ver o filme? ;p</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6745" title="resenha_etudotaosimples_10" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_10.png" alt="" width="560" height="388" /></p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Mas e os livros? Vamos guardar os mais queridos e preciosos; os circunstanciais, basta baixar no Kindle ou no iPad.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu ainda não me rendi ao e-book. Tenho um amor estranho com livros de papel. Mas sinto que chegará mais em breve do que eu pensava o dia em que vou me render a um Kindle/iPad. Muitos livros novos são lançados todo dia, e por que não ter os digitais dos que ainda não são tão queridos? {E esse motivo é meu, cada um pode ter um motivo diferente para aderir ao digital.} E eu leio em inglês, portanto, pra mim seria legal ter um Kindle, mas eu sei que os preços dos e-books no Brasil ainda são absurdos, no geral (principalmente em comparação com os Estados Unidos).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6749" title="resenha_etudotaosimples_12" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_12.png" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p style="text-align: justify;">Então, a regra pode ser mais simples, apenas uma sugestão pra vocês: O livro custa mais barato que a versão em papel em inglês ‘paperback’ ou do que a versão em papel nacional? Kindle edition! Não é daqueles que você precisa de edição de colecionador? Kindle edition. É simples, como diz a Danuza, é tudo tão simples&#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Gosto de ter comigo os livros de minha vida. Às vezes, quando um some ou estraga muito, ou emprestei e não me devolveram, compro outro, só para ter ali pertinho.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“NÃO PODE: Dizer que não entende nada de redes sociais ou de engenhocas como iPad ou iPod, que tem horror a todas essas tecnologias, não dá. Se você parou no tempo, fique muda, não confesse, jamais.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6746" title="resenha_etudotaosimples_4" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_4.png" alt="" width="620" height="444" /></p>
<p style="text-align: justify;">As tiradinhas dela sobre paixões são divertidas xD Ainda mais divertido que isso é quando ela diz que sogras não têm direitos, só deveres – sorry, mas eu ri!</p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Machão não se apaixona, e se isso acontece, tem que mudar de turma e de bairro, de tanta vergonha.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Ouvi dizer que em alguns países existem clínicas para os que estão sofrendo dessa doença (paixão), onde os apaixonados ficam internados até voltarem ao normal.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“O que é amizade, afinal? Tirando aquele sentimento do gostar, é preciso que as pessoas tenham assuntos, interesses comuns, e vamos reconhecer: todos mudam. Todos nós passamos por isso, dependendo do trabalho que estamos fazendo, do namorado do momento, da situação econômica, que melhorou ou piorou. Por isso, acontece de trocarmos de amigos.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não fiquem tão tristes de uma amizade acabar – infelizmente (ou felizmente) a Internet tornou mais fácil conhecer o lado podre das pessoas&#8230; mas não ache que a culpa é da Internet – a culpa é da pessoa, lógico hehehe Mas também não acabe com amizades à toa&#8230; ou, como diz, também na Internet, o pessoal, você vai ser um “forever alone” da vida&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://itunes.apple.com/us/app/deloraen-time-circuit/id302588695?mt=8"><img class="aligncenter size-full wp-image-6737" title="4264-theres-an-app-for-that" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/4264-theres-an-app-for-that.jpg" alt="" width="480" height="358" /></a></p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Tem aplicativo do iPhone para programar uma chamada falsa na hora que você quiser terminar aquele compromisso chato.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6743" title="151569-yubz386_original" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/151569-yubz386_original.jpg" alt="" width="386" height="260" /></p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Conheço gente que não tem mais telefone fixo, aliás, pra quê? Com a concorrência entre as teles, os preços de pacotes para celular estão cada vez mais baratos.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"> Sou das que aderiram a isso de não ter telefone fixo. Alguem envia essa regra acima pra sites de compra que INSISTEM que temos que ter um e colocar o número lá no cadastro deles, por favor? ;p</p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Está meio na moda achar que é elitismo falar de maneira correta, comer de maneira correta, que é preconceito achar que cortar o bife com os dentes é feio. Não é; isso se fazia na Idade da Pedra, mas fomos nos civilizando e aprendemos a conviver mais educadamente. <strong>A boa ed</strong></em><em><strong>ucação não é artigo de luxo, mas de primeira necessidade, e não é preciso ser rico para ser educado</strong>.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"> A citação acima é autoexplicativa.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6744" title="resenha_etudotaosimples_3" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_3.png" alt="" width="620" height="465" /></p>
<p style="text-align: justify;">Esses trechos de comportamento em restaurante são alguns dos pontos altos desse livro:</p>
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<p style="text-align: justify;"><em>“Havendo uma celebridade no restaurante, finja que ela é invisível; nada pior do que ficar olhando para os famosos. Aliás, tem pior, sim: é tentar escutar o que estão falando.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Parece que não é só no Brasil, como a reportagem do vídeo sugere (em inglês):</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://www.icultgen.com.br/2012/03/08/resenha-do-livro-e-tudo-tao-simples-danuza/"><img src="http://img.youtube.com/vi/76joHX2IOFc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">(Ainda no restaurante) ― <em>“Um sinal de grande civilização é falar baixo ― e as crianças, nem alto nem baixo: mudas e proibidas de levantar da cadeira. Você já passou por isso, ver crianças correndo entre as mesas de uma churrascaria?”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Alguém aqui assistiu ao episódio de The Big Bang Theory em que o Sheldon sai gripado e vai ao restaurante importunar as pessoas? Lembrei-me disso na hora quando li esse trecho abaixo da foto:</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-6738" title="resenha_etudotaosimples_8" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_8.png" alt="" width="500" height="402" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Se estiver resfriada, leve um lenço (ao restaurante); se estiver <strong>muito </strong>resfriada, fique em casa.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O politicamente correto pode ser um saco mesmo. E o que é preconceito pra uns, pode não ser pra outros, e antes não era assim e&#8230; Uma das coisas mais politicamente corretas que vi recentemente e achei estranho foi que “O caso dos dez negrinhos”, obra famosa da Agatha Christie, mudou de título porque é politicamente incorreto. Hein? Antes não era? O.o</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“O politicamente correto me cansa bastante.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Compre tudo que dê conforto e simplifique sua vida, da melhor cafeteira ao sofá mais fantástico e lindo, à maior e melhor televisão (a do quarto pode ser menor, mas eu não imagino viver sem), isso é melhor que tudo.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Acho melhor também<strong> ter menos coisas, mas cada uma delas ser da melhor marca possível</strong> do que um monte de coisas bem baratinhas (não que eu tenha o melhor de tudo, mas não é esse o ponto, rs). <strong>De que adianta ter a coisa mais barata de tudo&#8230; que vai quebrar/ficar pobre/etc. logo?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-6748" title="resenha_etudotaosimples_11" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_11.jpg" alt="" width="356" height="430" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Tem que ter: Uma roupa completa para entrevista de emprego e velórios, incluindo bolsa e sapato (a mesma serve).”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">EU RI MUITO! Hoje eu não trabalho mais fora, porque sou tradutora freelancer e tal&#8230; mas me lembro muito bem de quando eu pedia roupa emprestada pras amigas pra procurar emprego&#8230; um saco! Mas a melhor sacada foi essa de usar a mesma roupa de ir a enterros para procurar emprego&#8230; e isso diz muito&#8230; sobre o quanto as pessoas precisam mudar, já que isso de “roupa para emprego” é tão 1990&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Termino essa resenha com algo absurdo que descobri nesse livro, e um convite para que vocês, não importando a idade que tenham, leiam esse livro, porque é lindo, e bom&#8230; e bem atual.</p>
<blockquote><p><em>“Li num jornal que, na quadra de esportes de um condomínio em São Paulo, se alguém falar uma palavra considerada feia, leva uma multa de seiscentos reais. Como tem gente louca no mundo.”</em></p></blockquote>
<p><strong>Nota: 5 &#8220;copos&#8221; de vinho</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6741" title="resenha_etudotaosimples_7" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/resenha_etudotaosimples_7.png" alt="" width="300" height="149" /></p>
<p><strong>Resenha: Ana Death Duarte</strong><br />
<strong>Fotos do livro: Alonso Lizzard </strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://el2.me/aC3y" target="_blank"><strong>Curtiu? Veja onde encontrá-lo com até 11% de desconto</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Editora: Agir</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6734" title="EditoraAgir" src="http://www.icultgen.com.br/wp-content/uploads/2012/03/EditoraAgir.jpg" alt="" width="150" height="114" /></p>
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