Sorteio de 2 exemplares do livro A Batalha do Apocalipse do Eduardo Spohr. Um entre os comentários aqui e outro no twitter (concluído)

Depois de ler a nossa resenha (sem spoilers), você ficou com vontade de se aventurar pelas páginas de “A Batalha do Apocalipse”? Agora você pode ganhar um dos dois exemplares que sortearemos.

Um dos exemplares será sorteado via RT no twitter. Você deve seguir o nosso perfil @icultgeneration e postar a seguinte mensagem:

Sorteio do livro A Batalha do Apocalipse. Siga o @icultgeneration e dê RT. Outro exemplar entre os comentários aqui http://kingo.to/GsT

O segundo exemplar será sorteado via comentários nesse post. Comente mais do que apenas “quero ganhar”. E não ouse escrever “quero ganhar… o livro” hehe.

Algumas regras:

  • O participante deve residir no Brasil (ou ter um endereço de entrega no Brasil).
  • Para participar no twitter, o perfil deverá ser aberto para que possa participar.
  • Entre os comentários, você deve colocar o seu primeiro nome e um sobrenome ou apelido de twitter (ou facebook) com o nome da conta do twitter (ou do facebook).
  • O participante deve fornecer um e-mail válido para contato (para que possamos entrar em contato). Assim que entrarmos em contato, o ganhador terá 48 horas para responder com os dados completos para envio do brinde.
  • Todos podem participar dos dois sorteios, porém a mesma pessoa não ganhará os dois sorteios. Caso isso aconteça, sortearemos novamente.
  • Dê apenas um ou dois RTs por dia (no twitter). Não precisa mandar a mesma mensagem várias vezes, assim você evitar que o sistema classifique o seu perfil como spammer.
  • Caso o perfil ganhador seja um promonauta ou fake, obviamente destinado a promoções, será feito um novo sorteio.
  • O sorteio no twitter e aqui, entre os comentários, será feito via random.org. O participante, no twitter, deve postar a mensagem acima colorida como consta, seguir o nosso perfil do site no twitter e manter o link da promoção como indicado.
  • Os exemplares sorteados não são da edição especial, portanto não contêm os extras.
Você terá apenas até o dia 09 de Julho para participar.
Você também pode ganhar um dos 2 posters do livro que estão sendo sorteados no nosso outro lado do icultgen.

Ganhadora entre os comentários: Lidiane @sterlidiane

Ganhadora no twitter: @fermmc

http://sorteie.me/1QnkBt

Apoio:

Grupo Editorial Record
&

Resenha do livro: A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr

Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo – Edição Especial (com extras e capa dura)

Introdução:

“A Batalha do Apocalipse” é um livro épico. Não restam dúvidas quanto a isso. Porém, ao contrário do que muitas resenhas anteriores mencionaram, não podemos compará-lo ao clássico “Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien por diversos motivos e vou citar apenas alguns: Tolkien criou um universo inteiro, não apenas uma história com seres já existentes em outras mitologias, porém, também criou seres novos, além de adicionar seu toque a cada linha escrita, a cada personagem, a cada detalhe de sua grandiosa obra.

Embora eu tenha acabado de fazer uma “comparação” com “O Senhor dos Anéis”, eu fiz isso já me perguntando: por que tudo tem de ser comparado com Tolkien? Nem tudo precisa ser comparado com Tolkien, Bram Stoker ou Shakespeare. Especialmente obras contemporâneas, cujas temáticas e abordagens tendem a ser ligadas aos problemas contemporâneos e acabam tendo pouco ou nada em comum com os clássicos.

Dito isso, não com o intuito de desmerecer o livro de Eduardo Spohr, posso dizer que sim, ele é épico, mas em outro sentido. Além de alternar entre flashbacks e situações atuais, colocando o Sétimo Dia da Criação como a Era até o momento que estamos vivenciando, podemos situar a obra no limiar entre a fantasia urbana e uma versão do autor de um tema da mitologia cristã. Além disso, outros elementos de outras mitologias estão intrinsecamente ligados e presentes, não deixando a obra com um caráter religioso e nem como uma continuação das pregações da Bíblia; pelo contrário, servindo-se da base principal da mitologia cristã, o autor ainda inclui a existência de seres de outras mitologias, como os próprios anjos reconhecem suas existências e acabam se ligando, seja fortuita ou planejadamente, nesta grande Batalha do Apocalipse.

Já que estamos lidando com um livro, em si, épico, precisamos apontar pontos que não foram citados pelo autor (na parte em que ele mesmo se refere ao que lhe influenciou), mas, como diria Umberto Eco, aquela terceira versão… a do leitor. E é sob a óptica de leitora e com o conhecimento que tenho de outras obras e da mitologia usada como fundamento no livro (além de elementos históricos e mitologias não cristãs), que passarei a fazer o que chamo de Tratado, e não apenas uma resenha, dividido em partes:

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Conto: Lúcifer em Soberba versus Inveja VII.XIV.L.L.L.

Um conto de Ana Death

Lúcifer estava sentado à beira do mar, com seus longos cabelos negros presos, mesclando-se normalmente aos mortais que por ali passavam. Apenas outros caídos como Ele poderiam ver a marca que o distinguia…

E Ele pensava que este seria apenas mais um dia calmo desde que abrira mão de governar o Inferno. Não que só tivera dias calmos a partir de então, mas predominava a calmaria. Até que fora sugado, quase literalmente, por uma das mais antigas invocações.

* * *

Ele ainda se lembrava de quando havia caído, na Terra, e fora amparado por uma garotinha sem voz após ter sido apedrejado. Lembrava-se do dom que a ela concedera – o da cura – e de devolver-lhe sua voz que Deus havia lhe roubado. Eram coisas como essas que, após a guerra, fizeram com que Ele abandonasse o Inferno para viver na Terra.

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Parábola: Lúcifer, um amigo

Inaugurando a seção de ficção/contos do iCultgeneration, começamos com esta parábola, utilizando a mitologia cristã, aproveitando a época natalina, justamente para ajudar as pessoas a refletirem que o bem e o mal dependem muito dos olhos de quem os vê. Em breve também resenharemos A Batalha do Apocalipse por motivos similares.

Lúcifer viu-se num deserto, espáduas sangrando, corpo nu envolto em líquido vermelho, sentindo tanto quanto qualquer mortal o frio noturno e os grãos de areia das dunas penetrarem em seus cortes como finas adagas elaboradas pelo mais talentoso artesão, o Criador.

Aquele que era o portador da luz, o mais belo e o mais inteligente dentre os anjos, fora banido do céu e esperava menos da humanidade que lhe chamaria demônio do que ousaria esperar sequer uma centelha de luz vinda dos céus para salvá-lo.

Na noite fria, recém caído, temia por procurar abrigo entre os mortais. Dias foram passados; Lúcifer andava e, sangrando, procurava um lugar para descansar de seu tormento. Chegando a uma vila, após dias de exaustão, seu rosto banhado por lágrimas cor de vinho tinto era evitado por todos, homens e mulheres, que faziam o sinal-da-cruz à sua aparição e fechavam todas as portas, proferindo blasfêmias.

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