Essa resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série “As lendas de Yelena Zaltana” ― leia a resenha do primeiro livro aqui.
Seguindo sempre seus instintos, aventurando-se até mesmo quando todos os riscos possíveis estão à sua frente, a tenaz Yelena não desiste de seus objetivos. Nunca. E é essa a personagem de que aprendemos a gostar no primeiro livro que se mostra ainda mais ousada neste segundo livro da série.
Neste segundo livro da série, Yelena está em Sitia, vai se reencontrar com a família da qual fora separada quando criança… mas não pensem que tudo são flores: as aventuras de Yelena não cessam e, em Estudos sobre Magia ela aprende muito mais coisa além da Magia em si.
“Yelena, as aparências podem enganar. Procure com a mente, e não com seus sentidos. (…) O fato de a mente de uma pessoa ser receptiva a sua sondagem não significa que você tenha permissão para mergulhar nos seus pensamentos mais profundos. Isso é contra o nosso Código de Ética.”
“Eu esperava jamais ter de tirar outra vida, mas, se pretendia sair com vida daquela confusão, não podia me dar ao luxo de ter compaixão.”
Por que indico esse livro sem pestanejar a qualquer tipo de leitor? Porque é lindo! Porque ele arranca lágrimas, e não é exatamente de tristeza, e sim de emoção! Porque ele pode ser considerado um conto de fadas contemporâneo – sim, esse sim! ― e no maior estilo Disney com um final lindo, lindo, lindo… e não vem com lições de moral, e sim uma mensagem.
Esse livro maravilhoso de Maria V. Snyder foi lançado originalmente em 2005. Quando fiquei sabendo dele, no ano passado, a história única de “Poison Study” chamou muito a minha atenção. Acabei não o comprando porque, sinceramente, não curti a capa do hardcover americano e não sou fã de paperbacks então… tive a surpresa feliz, nesse ano, de saber que a Harlequin Books ia lançá-lo, ainda mais com a capa que achei mais legal de todas as “disponíveis” e uma tradução decente (a única coisa que fico triste de ver, não só nesse, como em vários livros, é a substituição do verbo ter e seus sinônimos pelo verbo possuir… uma mania infeliz que tomou conta do português, de modo que muita gente vai se esquecendo do uso correto do verbo possuir e dos seus sinônimos).
Conn Iggulden, autor conhecido pela sagas “O Imperador” e também “O Conquistador” era professor e abandonou a profissão para dedicar-se somente a escrever livros. Neste livro, Conn Iggulden e seu irmão, Hal, fazem um verdadeiro revival dos tempos em que era comum passar horas contando histórias para os amigos e as tardes sem a influência de jogos, internet e computadores.