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Se existe uma coisa que eu sinto vergonha em admitir é que até pouco tempo atrás eu conhecia nada sobre Bukowski. Mesmo no Brasil, país onde muitos nem sabem quem são autores geniais Dostoievski, Dumas e Emily Brönte, não deixa de ser uma falha minha. Falha que já estou suprindo lendo as obras dele. A começar por Misto-Quente, um dos melhores romances norte-americanos do último século.
Alguns escritores iniciantes (muitos, na verdade) costumam explorar em seus primeiros livros o fantástico ou a ficção científica. Muitos não percebem que várias vezes o melhor caminho é falar sobre a realidade do dia-a-dia, do que já se conhece. Não que eu seja contra uma abordagem mais imaginativa, que fique claro. Sou fã de escritores que alcançarem resultados fabulosos nestes gêneros, como Tolkien, Douglas Adams, Neil Gaiman e William Gibson. O problema é que o escritor tem que ser muito talentoso e esforçado para criar algo sem encontrar uma referência, fazer ligações com o nosso mundo, não é qualquer um que alcança bons resultados. Bukowski percorreu o caminho inverso. Toda a sua obra é recheada de histórias autobiográficas. Ele escrevia tão bem que é impossível descobrir na leitura o que é ou não é ficção ou se tudo o que ele escreveu foi de fato realidade. Isso porque o tom do texto é de uma sinceridade absurda, ele nem mudava o nome das pessoas nos livros e ainda fazia duras críticas e piadas maldosas sobre elas.



# Ainda no episódio “The Grasshopper Experiment” (8º da primeira temporada), depois que a Penny transforma a Virgin Cuba Libre de Sheldon em uma Slutty Cuba Libre (um trocadilho em inglês com uma virgem versus uma “safadinha”), ele começa a cantar e tocar no piano da Cheesecake Factory a música “To Life” do musical, adaptado para filme: “Fiddler On The Roof” (aliás, seja devido à experiência em teatro, aulas de canto ou talento natural, palmas para Jim Parsons nesta cena, mais uma vez!)