
Como começar a falar de “O verão e a cidade?” “Ah, é um livro rosa só para descontrair”. Sim. E não. Sim, é um livro rosa, sim, é descontraído, mas não, não é apenas “para descontrair”.
Então nem venham com essa de “vamos ler apenas livros que mudem nossas vidas” referindo-se a livros que muita gente que conheço diz que leu e nem conseguiu chegar na metade, ou que são recomendados por professores desgostosos com a vida e o salário (não são todos, mas tem uns, viu…) que nos enfiam clássicos (especialmente os nacionais de José de Alencar) em nossas goelas, sem nada para fazer com que desçam um pouquinho melhor… Há clássicos legais, sim, como um de meus favoritos, de que falarei em breve, O Retrato de Dorian Gray, entre outros (mais para a frente falarei sobre isso na história de “O verão e a cidade” em si). Mas não empurrem suas chatices literárias pra cima dos outros ou um motivo simples: porque é chato.

Momento “preconceito literário é chato” off, foi uma experiência muito legal ler sobre uma série de TV que adoro e que já vi ser muito incompreendida… que é ofensiva às mulheres e tal. E não é bem assim. É só prestar mais atenção que as mensagens estão lá, às vezes nem tão subliminares assim… Eu notei tantas mensagens subliminares na série que, bem, vamos voltar à resenha, pois futuramente farei uma comparação aqui entre o livro e a série Sex and the City.
Então, isso aí em cima não foi enrolação, haha, é porque esse é o segundo livro da série, e eu já falei sobre o primeiro livro dessa série aqui, Os diários de Carrie e, dou uma dica… se você ficou com vontade de ler o primeiro, aconselho que já pegue o segundo também ― que bom que eu já tinha o meu aqui, porque, embora muitas coisas tenham sido resolvidas no livro 1 da série… ah, aquele cliffhanger! Ele me deixou feliz e feliz. Já explico porquê. E, se não leu o primeiro livro, sugiro que pare agora nessa introdução, porque, e é inevitável, haverá spoilers do primeiro livro.


Ou seja, eu li até o arco 4 dos quadrinhos, que me deu uma sensação de encerramento ali, mas não vou dizer o motivo, afinal, é spoiler, e todo mundo aqui já deve estar cansado de saber que odeio ler e contar spoilers, né? 
Uma coisa que curti muito foi isso: por ficar constantemente para trás na hora das brigas com os zumbis, um dos personagens acaba tendo de cuidar da sobrinha, e criam o código “longe”, a palavra que indica à menina quando deve fechar os olhos e tapar os ouvidos, evitando assim ter que ver e ouvir as carnificinas. Isso acaba por fazer uma referência de um arco da história dos quadrinhos lá pela edição 10. Esse tipo de cena revela o lado que puxa para o Drama e que é uma das características mais marcantes dos quadrinhos da franquia, assim como o contraste com a maldade humana revestida em pele de cordeiro. Infelizmente não podemos entrar em mais detalhes, para não estragar totalmente a história para vocês.


Vou tentar manter os spoilers limitados ao mínimo, mas o aviso foi dado. Eu vi que muita gente não quis ler o livro justamente por ter medo de ele “conter spoilers da série”. É engraçado pensar assim, especialmente porque o livro foi escrito em 1994… e a série é de 2011 hehe. Mas eu acabei lendo o primeiro livro e metade do segundo (é, na edição americana tie-in, que acabei ganhando, vem o primeiro livro e metade do segundo, vai entender…), e posso garantir a vocês que é bem diferente. E num bom sentido. O Alonso está lendo a versão em português e teremos uma resenha aqui em breve.

Bem, para falar d’O Pequeno Irmão, preciso falar primeiro do Grande Irmão. O clássico “1984″, escrito por George Orwell (
O nome do livro pode parecer um tanto quanto estranho à primeira vista, mas a história é surpreendente, assim como as personagens, e o motivo que levaram os Aliens a vir exatamente nessa época.
Quando a @anadeathduarte me indicou esse livro, fiquei com um pé atrás, pensei: “deve ser um livro bobo com um romance mais bobo ainda”, mas quebrei a cara, pois a história é linda, Alex Flinn pegou uma das histórias mais lindas, A Bela e a Fera, e adaptou-a em um livro maravilhoso, repleto de descobertas pessoais, o valor da amizade e o verdadeiro sentido do amor. Outra coisa de que mais gostei foi a nota da autora que está no final do livro, na qual ela diz de onde tirou a inspiração para a história e para criar os personagens, dá dicas de outros livros sobre A Bela e a Fera… é difícil ver autores escreverem sobre isso, mais um motivo para eu ter gostado tanto dessa nota.
Este é um daqueles livros belíssimos, curtos, poéticos, com uma beleza estranha, peculiar… que conseguimos ler, geralmente, em poucas horas.
Se eu gostei de “Garota dos Sonhos”? Sim, tanto que fiquei bem ansiosa para ler “Dream Life”, o segundo livro da série… mas vou me controlar e não comprar o importado porque a edição que a Galera Record fez com “Garota dos Sonhos” ficou simplesmente magnífica!
Detalhe da capa e da lombada que brilham no escuro

Ainda dá tempo de participar 
Logo que a Galera Record lançou “Insaciável”, confesso que fiquei, ao mesmo tempo atraída pela idéia do livro, mas com um pouco de pé atrás. Acalmem-se! Sim, estou fazendo essa resenha para recomendar a leitura do livro, mas antes vou comentar sobre detalhes que podem atrair alguns leitores e afastar outros.
Em primeiro lugar, o título, rs. Já vi alguns comentários na Internet dizendo que o título nos remete a lembranças de livros e filmes pornôs. Haha E a Galera caprichou tanto na capa, hehe, que o próprio livro é tão gostoso ao toque que chega a parecer um objeto de desejo sexual, rs. Sim, a capa é emborrachada, então a sensação que a gente tem ao ficar “alisando” o livro é de que estamos passando a mão por uma superfície aveludada e… O.k., o livro tem uma capa bonita e “gostosa”, um título chamativo… mas, e a história?