Conto: Lúcifer em Soberba versus Inveja VII.XIV.L.L.L.

Um conto de Ana Death

Lúcifer estava sentado à beira do mar, com seus longos cabelos negros presos, mesclando-se normalmente aos mortais que por ali passavam. Apenas outros caídos como Ele poderiam ver a marca que o distinguia…

E Ele pensava que este seria apenas mais um dia calmo desde que abrira mão de governar o Inferno. Não que só tivera dias calmos a partir de então, mas predominava a calmaria. Até que fora sugado, quase literalmente, por uma das mais antigas invocações.

* * *

Ele ainda se lembrava de quando havia caído, na Terra, e fora amparado por uma garotinha sem voz após ter sido apedrejado. Lembrava-se do dom que a ela concedera – o da cura – e de devolver-lhe sua voz que Deus havia lhe roubado. Eram coisas como essas que, após a guerra, fizeram com que Ele abandonasse o Inferno para viver na Terra.

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Parábola: Lúcifer, um amigo

Inaugurando a seção de ficção/contos do iCultgeneration, começamos com esta parábola, utilizando a mitologia cristã, aproveitando a época natalina, justamente para ajudar as pessoas a refletirem que o bem e o mal dependem muito dos olhos de quem os vê. Em breve também resenharemos A Batalha do Apocalipse por motivos similares.

Lúcifer viu-se num deserto, espáduas sangrando, corpo nu envolto em líquido vermelho, sentindo tanto quanto qualquer mortal o frio noturno e os grãos de areia das dunas penetrarem em seus cortes como finas adagas elaboradas pelo mais talentoso artesão, o Criador.

Aquele que era o portador da luz, o mais belo e o mais inteligente dentre os anjos, fora banido do céu e esperava menos da humanidade que lhe chamaria demônio do que ousaria esperar sequer uma centelha de luz vinda dos céus para salvá-lo.

Na noite fria, recém caído, temia por procurar abrigo entre os mortais. Dias foram passados; Lúcifer andava e, sangrando, procurava um lugar para descansar de seu tormento. Chegando a uma vila, após dias de exaustão, seu rosto banhado por lágrimas cor de vinho tinto era evitado por todos, homens e mulheres, que faziam o sinal-da-cruz à sua aparição e fechavam todas as portas, proferindo blasfêmias.

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A volta de Supernatural e de Lúcifer

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Com a volta da série de tv: “Supernatural” dentro de 11 dias – sendo 11 um número mágico na numerologia -, na TV americana, tendo o último episódio da temporada anterior (4a) sido chamado de “Lucifer Rising” e o primeiro da nova temporada “Sympathy for the Devil”, cabem aqui algumas curiosidades.

Os irmãos Winchester… Bem, é interessante já o sobrenome.

Em química, Winchester é um tipo de garrafa de vidro utilizado em laboratórios para armazenar substâncias químicas corrosivas.

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Sympathy for the Devil – Empatia pelo Diabo – Rolling Stones

Ouça enquanto confere a letra:



Please allow me to introduce myself
Permita-me apresentar-me
I’m a man of wealth and taste
Sou um homem de riqueza e bom gosto
I’ve been around for a long, long time
Estou por aí durante muito, muito tempo
Stole many a man’s soul and faith
Roubei a alma e a fé de muitos homens
And I was around when Jesus Christ
Eu estava por perto quando Jesus Cristo
Had his moment of doubt and pain
Teve seu momento de dúvida e dor
Made damn sure that Pilate
Tornei certo de que Pilates
Washed his hands and sealed his fate
Lavaria suas mãos e selaria o destino dele

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Macunaíma – O Círculo do Imaginário

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Ao analisarmos a obra “Macunaíma”, de Mário de Andrade, defrontamo-nos com o problema da “redondância’. O livro, desde o título, passando pelas personagens, pelo enredo e pelo narrador é um verdadeiro círculo. Dezessete capítulos (Dezessete sendo a carta ” A Estrela”, no Tarot) estão unidos de forma harmônica, sendo quebrada somente pelo 9º capítulo (Carta “O Eremita”) – “A carta às Icamiabas”. Deparando-nos com a Esfinge, somos convidados a descobrir seu enigma: o próprio título apresenta uma constituição circular:

MA / CUNAÍ / MA — CUNAÍ — ÚNICA
MA — ÚNICA — MA

É interessante notarmos que o — MA — inicial e o final podem estar relacionados ao nome do autor, Mário de Andrade, ou ao movimento Antropofágico. Teríamos então: Mário de Andrade, único, do Movimento Antropofágico.
o ser ÚNICA estaria relacionado a uma visão singular: Mário de Andrade perscruta as fontes (desde a mitologia greco-romana às visões mísitcas do povo brasileiro, com origem indígena – vide transformação da Ursa Maior e da estrela Beta do Centauro — assim como as manifestações brasileiras assimiladas e transformadas de/por outros povos, criando o seu projeto de buscar autêntica identidade modernista. Partindo para a análise das personagens, tomando Macunaíma como ponto central, corrobora-se a assertiva da “redondância”. Macunaíma seria o centro e os outros personagens “orbitariam” circularmente sua persona.

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Resenha do livro: A Revolução Luciferiana

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Neste livro realmente revolucionário, logo na Introdução, Adriano expõe as bases da doutrina luciferiana (ou luciferosofia), falando, inclusive, da busca do paraíso perdido e do despertar da consciência. Ele é contra o diabo dogmático, imposto e criado pelo Cristianismo. E, nesta obra, saberás o porquê. Das raízes até os efeitos hoje em dia, adentre uma exploração filosófica, realista e que se desvela perante os olhos ávidos do leitor como se aquelas palavras lhe dissessem o que lhe passou pela mente durante anos, mas não conseguira colocar no papel.

“Sabemos que as mentiras oficializadas servem para manter o povo com cabresto sob o domínio dos sistemas político-religiosos de massa, com a ilusão de liberdade religiosa e de expressão, pois as mentes mais fracas e preguiçosas são escravizadas pela opressão de insistentes e maçantes idéias absurdas de pecado, Inferno e sofrimento eterno.”

Se fizeres parte do grupo que aceita sem discutir tais mentiras oficializadas, este livro não é para ti. Mas, ao contrário, caso tenhas te cansado de viver sob este manto de mentiras, tal como belamente exposto no filme “The Secret”, esta é a leitura adequada. Arranca o manto sujo da Igreja que te submete a uma vida de sofrimento e culpa e entra neste labirinto que leva ao conhecimento de ti. Pois, “Se Lúcifer caiu, certamente foi uma queda-livre”.

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