
Recebemos esse ARC da Editora Verus recentemente… (em inglês, sigla usada para designar uma cópia avançada para leitura e/ou análise/resenha antes de o livro ser lançado propriamente dito – A sigla quer dizer: Advanced Reader’s Copy) … e vou começar dizendo que foi uma surpresa muito agradável!
Como o que recebemos é uma espécie de “boneca” do livro, não temos como dar informações sobre a capa final, quantidade de páginas, coisas assim, mas já posso adiantar que adorei a história e a tradução!

O interessante é que não sei se esse seria um livro que eu escolheria para ler sem boas recomendações… por isso mesmo, a surpresa foi ainda maior e ainda mais agradável. A cada página que eu virava era uma surpresa atrás da outra, e o autor, francês, Guillaume Musso, faz com que viajemos por diversos países na história, além de passarmos também por viagens internas dos personagens.

Ele brinca com clichês de um jeito tão interessante… afinal, a história de um autor de best-seller com passado pobre, nascido em bairro-gueto, romance fracassado com pseudo-celebridade, tentativas fracassadas de suicídio… isso e muito mais é um belo apanhado de clichês. Mas vocês acham que estou falando isso para desdenhar do livro? De jeito nenhum! Ele não só brinca com os clichês como podemos ficar “brincando” (durante ou depois da leitura, no meu caso foi durante, pois estava anotando para a resenha em si), de caçar referencias a ícones pop e clássicos culturais, sejam eles da TV, do cinema, da literatura, enfim, é muita coisa legal… e tem também os carros, afinal, o que seria uma viagem sem carros?


Vários Autores: Melissa Marr ― Gabrielle Zevin ― Scott Westerfeld ― Justine Larbaiester ― Laurie Faria Stolarz
Em geral, os livros que mais gosto de ler são os europeus. Os romances americanos, embora pertençam a maior indústria editorial do mundo, muitas vezes são entediantes por citar marcas famosas a cada duas frases e apresentar personagens que mais parecem saídos de uma novela. E das ruins! Mas tenho que reconhecer que, mesmo assim, existem autores americanos que são alguns dos meus maiores heróis da literatura. Kurt Vonnegut, F. Scott Fitzgerald e Bukowski, tão diferentes entre si, são alguns deles. Porém, é quando falo em horror que o nome Estados Unidos aparece de cara na minha mente. O país foi berço dos dois escritores que, para mim, são os dois maiores autores do gênero: Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft. Como se isso já não fosse o bastante é de lá um dos melhores romancistas da atualidade e rei moderno da arte de arrepiar leitores até a medula, Stephen King.


