Resenha do livro: A garota de papel – Guillaume Musso (ARC)

Recebemos esse ARC da Editora Verus recentemente… (em inglês, sigla usada para designar uma cópia avançada para leitura e/ou análise/resenha antes de o livro ser lançado propriamente dito – A sigla quer dizer: Advanced Reader’s Copy) … e vou começar dizendo que foi uma surpresa muito agradável!

Como o que recebemos é uma espécie de “boneca” do livro, não temos como dar informações sobre a capa final, quantidade de páginas, coisas assim, mas já posso adiantar que adorei a história e a tradução!

O interessante é que não sei se esse seria um livro que eu escolheria para ler sem boas recomendações… por isso mesmo, a surpresa foi ainda maior e ainda mais agradável. A cada página que eu virava era uma surpresa atrás da outra, e o autor, francês, Guillaume Musso, faz com que viajemos por diversos países na história, além de passarmos também por viagens internas dos personagens.

Ele brinca com clichês de um jeito tão interessante… afinal, a história de um autor de best-seller com passado pobre, nascido em bairro-gueto, romance fracassado com pseudo-celebridade, tentativas fracassadas de suicídio… isso e muito mais é um belo apanhado de clichês. Mas vocês acham que estou falando isso para desdenhar do livro? De jeito nenhum! Ele não só brinca com os clichês como podemos ficar “brincando” (durante ou depois da leitura, no meu caso foi durante, pois estava anotando para a resenha em si), de caçar referencias a ícones pop e clássicos culturais, sejam eles da TV, do cinema, da literatura, enfim, é muita coisa legal… e tem também os carros, afinal, o que seria uma viagem sem carros? :P

Continue reading

Desafio Literário 2012 e Sorteio de marcadores de livros e folhetos de amostra entre os comentários (Concluído)

Acho que todos nós, bookaholics, temos aquelas pilhas de livros não lidos em casa. Como eu, Ana, falei nessa coluna no blog da Cinthia, o Fotos&Livros, que os livros vão virando Gremlins e se acumulam e nos assustam e…

E então, uma das minhas sugestões lá foi a de entrarmos em desafios literários. Eu entrei no Desafio Clássico do NUPE e já li até mais do que os 6 livros necessários até agosto do ano que vem (em 4 meses e meio) – ou seja, funciona! (Sei que às vezes não dá, especialmente esses, como o Desafio Literário de 2012, porque é um livro por mês. Mas acho válido tentar, vocês não acham? :])

Para ver informações e detalhes, além de sugestões de leitura (as inscrições acabam agora, no dia 15) as inscrições foram prorrogadas até dia 19 de dezembro e depois voltam as inscrições em janeiro, é só ir ao site oficial.

Minha lista é bem variada, tentei selecionar a maioria das minhas opções dentre os livros que já tenho em casa cuja leitura foi sendo postergada… Os temas para o ano que vem são bem legais, e depois da minha lista, vou comentar um pouco sobre os livros que selecionei (pelo menos sobre alguns deles ^^)

E, porque é fim de ano, e sabemos que vocês amam marcadores e livretos, temos sorteio de alguns aqui nesse post, mas, para isso, vocês precisam ler até o final, com atenção, o.k.? :P

Continue reading

Resenha do livro: Amores Infernais

Vários Autores: Melissa Marr ― Gabrielle Zevin ― Scott Westerfeld ― Justine Larbaiester ― Laurie Faria Stolarz

Quando vi quem eram os autores dos contos desse livro, isso já me animou bastante. Fiquei curiosa para saber se o Westerfeld se copiaria, já que ele fez um conto distópico, por exemplo.

Livros “apenas” românticos tendem a me cansar. Isso é um fato inegável. Então, ao lerem a minha resenha de um livro cujo tema principal é um romance, é legal vocês terem em mente que não é meu gênero predileto, e minhas opiniões aqui são de quem realmente se surpreendeu com a obra.

O tema romance sobrenatural tem tudo para dar certo, se os(as) escritores(as) souberem conduzir a trama. E temos, em Amores Infernais, autores(as) muito bem sucedidos em seus contos/suas noveletas. Nada é exageradamente meloso, temos pontos de vista masculinos e femininos, o que é legal, porque torna o livro uma leitura agradável tanto para homens quanto para mulheres. É legal ver o ponto de vista dos meninos, e não apenas das meninas, em relação a seus sentimentos, e em Amores Infernais temos isso também.

Foi difícil decidir de qual dos 5 contos eu mais gostei. Decidi ler esse livro em exatos cinco dias, um conto por dia, pois achei que isso aumentaria o envolvimento com cada uma das histórias – e funcionou.

Os contos são mais longos do que o “normal”, então, ao menos para mim, eles se enquadram mais na categoria de noveletas. E, ao contrário de muitos contos que terminam deixando a gente com vontade de ler mais, parecendo que a história ficou incompleta, em Amores Infernais não é assim. Percebi que as histórias foram muito bem desenvolvidas, a ponto de produzirem uma sensação de encerramento muito boa ― e, claro, seria muito legal ler mais sobre aqueles personagens, aqueles mundos, mas isso não quer dizer que os contos terminaram sem pé nem cabeça.

Depois de terminar de ler os 3 primeiros contos, já havia decidido que o livro valia a pena. Mas o último conto, da Melissa Marr, autora de “Wicked Lovely”, acabou me envolvendo ainda mais do que o que eu havia amado antes. Como pode?

Continue reading

Resenha do livro: A Hora do Vampiro – Stephen King

Em geral, os livros que mais gosto de ler são os europeus. Os romances americanos, embora pertençam a maior indústria editorial do mundo, muitas vezes são entediantes por citar marcas famosas a cada duas frases e apresentar personagens que mais parecem saídos de uma novela. E das ruins! Mas tenho que reconhecer que, mesmo assim, existem autores americanos que são alguns dos meus maiores heróis da literatura. Kurt Vonnegut, F. Scott Fitzgerald e Bukowski, tão diferentes entre si, são alguns deles. Porém, é quando falo em horror que o nome Estados Unidos aparece de cara na minha mente. O país foi berço dos dois escritores que, para mim, são os dois maiores autores do gênero: Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft. Como se isso já não fosse o bastante é de lá um dos melhores romancistas da atualidade e rei moderno da arte de arrepiar leitores até a medula, Stephen King.

Stephen King não é considerado por fãs e críticos o mestre do terror atual apenas por ter escrito clássicos instantâneos como Iluminado, Zona Morta e Torre Negra e pela imensa qualidade destas. Além do fato de ser best seller certeiro em mais de quarenta países ele adquiriu uma posição invejável para todo escritor com um mínimo de ambição. O de ser maior que os seus livros. O leitor que geralmente compra Saco de Ossos ou Quatro Estações, só para servir de exemplo, não os compra pelos motivos convencionais, que vão desde recomendação de amigos ou porque gostou da história ou da capa dele. Compra porque é mais um de Stephen King. Porque sabe que o nome dele é sinônimo de alta qualidade. Pode reparar que o nome dele nas capas dos romances é de três ou quatro vezes maior que os próprios títulos. Não fosse só isso, sempre que King indica algum livro que gostou as vendas deste aumentam consideravelmente.

Em torno dos moradores, a bestialidade da noite irrompe em asas noturnas. A hora do vampiro chegou.

Falando isso, fica difícil acreditar que trinta editoras recusaram Carrie, seu primeiro romance, até ele ser lançado e se tornar o sucesso que foi. Financeiramente confortável, King começou seu segundo romance sobre um tema que todo autor de suspense e terror deveria voltar seus olhos pelo menos uma vez. Baseando-se profundamente em Drácula ele criou uma obra tão assustadora e longa quanto o clássico. As semelhanças são muitas e fazem A Hora do Vampiro ser a grande atualização do mito da forma como ele se popularizou anos atrás e não a revolução perpetrada por Anne Rice só um ano depois com sua estréia no mercado, Entrevista com o Vampiro. Stephen King, em um momento de particular e cruel auto-crítica afirmou que o livro era um plágio de Drácula. Não é. É uma história que só se baseia nos mesmo conceitos explorados por Bram Stoker. Claro que ele poderia ter tentado trilhar um caminho novo e criar uma nova visão dos vampiros, mas esse não era seu objetivo. Entretanto, a abordagem de A Hora do Vampiro ainda consegue ser mais profunda e elaborada em vários aspectos.

Continue reading

5 Dicas de filmes de zumbis – Uma lista… Nem Um Pouco Óbvia

Bom, filmes, livros, HQs e histórias de zumbis… enfim, histórias de zumbis e com zumbis povoam o imaginário do ser humano por diversos motivos, mas o foco deste mini-artigo não é falar sobre tais motivos, nem mencionar os finais (quase sempre) infelizes (ou não…), como já mostramos no artigo, que traduzimos, escrito por Carrie Ryan, a autora de “A Floresta de Mãos e Dentes”, que também tem um conto no recém-lançado (lá fora) Zombies vs. Unicorns.

Ontem estreou (oficialmente) The Walking Dead, a série, nos EUA, e no dia 2, Dia de Finados (Mortos), no Brasil, será a estréia.

Mas, bem, o propósito aqui era o de montar uma lista nem um pouco óbvia sugerindo cinco filmes de/com zumbis. Então vamos lá…

1. Madrugada dos Mortos (2004) {Dawn of the Dead) – Zack Snyder

Sim, eu sei que eu disse que a lista não seria óbvia… Mas este remake é um must! A trilha sonora é perfeita, a história é ótima, o final, bem, não vou escrever muito sobre este filme. Também já disse porque ver esse remake é obrigatório no artigo mencionado acima da Carrie Ryan. Embora lá esteja meio que recheadinho de spoilers, eu repito aqui: Vejam! Imaginem-se naquela situação… Vocês fariam o quê? Eu não cometeria vários daqueles erros… Mas é interessante ver como o ser humano encurralado, entre quatro paredes (um lance que Jean Paul Sartre explorou muito bem em seu livro “Huis-Clos”, traduzido exatamente como “Entre Quatro Paredes”), grande parte dos problemas que surgem em “Madrugada dos Mortos” vem disso, e não apenas dos zumbis: “O inferno são os outros.”

Pra quem ainda não viu olha a intro:

Continue reading

Top 10 de Livros de Vampiros

O Top 10 está de volta. Resolvi fazer uma lista com um Top 10 de livros de vampiros, sejam romances ou fonte de informações, com alguns comentários. Atendendo a pedidos, estamos colocando mais livros, conforme lemos e recebemos para resenha ou compramos. Vamos manter os itens que saíram da lista (mesmo que temporariamente) como dica para o pessoal. Colocaremos a partir de agora, as sagas e trilogias em um único item para caber mais livros (além de um livro ser sempre necessário para o seguinte, portanto é desnecessário colocarmos três itens só para Anne Rice, por exemplo). Aqui vai:

1. As Crônicas Vampirescas (The Vampire Chronicles) – Anne Rice

Livro 1 – Entrevista com o Vampiro

As “Crônicas Vampirescas” era para ser uma trilogia e acabou rendendo 10 livros. Este teve uma excelente adaptação para o cinema (Vide Top 10 filmes de vampiros), embora a história tenha sido alterada para a versão cinematográfica, em 1994. O conflito básico de Louis está presente tanto no livro como no filme, mas os motivos de sua transformação, entre outras coisas, tem uma diferente base. Se puderem achar a excelente tradução de Clarice Lispector, recomendo altamente. Só tem a versão importada daquelas mais simples no submarino. Em português, vale a pena conferir a tradução da Clarice Linspector. Encontramos exemplares nessas livrarias

Evil is a point of view. God kills indiscriminately, and so shall we. For no creatures under God are as we are; none so like him as ourselves. (Lestat – no filme homônimo)

Escrito em 1973 e publicado em 1976, o romance já é um clássico. Apresenta o enigmático e complexo vampiro Lestat, cuja personalidade e cujos motivos serão abordados de forma mais profunda na obra seguinte, “O Vampiro Lestat”, cuja leitura também recomendo.

Locked together in hatred. I can hate Lestat. But I can’t hate you, Louis. Louis, my love, I was mortal until you gave me your immortal kiss. You became my mother and my father, and so I’m yours forever. But now it’s time to end it, Louis. Now it’s time to leave him. (Claudia – no filme homônimo)

Continue reading