
Gosta de contos de fadas? Mas não daqueles com finais felizes… e sim dos que voltam às origens do gênero, sombrios, tétricos… se esse tipo de leitura não agrada você, bem, mesmo assim tente ler minha resenha até o fim, vai que consigo convencê-lo a dar uma chance para esse livro?
“A maldição da pedra” é um livro, no mínimo, peculiar. É estranho… fiquei buscando na minha memória para ver com o que se assemelhava o livro e me lembrei que o tom de frieza da história não é tão incomum… já li alguns livros de escritores alemães, e percebi esse tom de frieza n’alguns livros alemães. Mas, hey!, não achem que não gostei do livro. Eu gostei, mas ele tem essa estranheza que, a princípio, nos deixa um pouco distanciados dos personagens… no final, a personagem com quem mais simpatizei foi Fux, a garota-raposa.
Os capítulos curtos (cheios de ilustrações belíssimas) fazem com que a narrativa flua, e, assim, vamos virando uma página atrás da outra, para ver o que acontece em seguida… a narração em terceira pessoa, entremeada com os pensamentos dos personagens, faz com que ficamos sabendo mais ou menos como eles se sentem em toda aquela situação que é, para dizer o mínimo, bizarra.
E aí eu me lembro da resenha que a Claudia Charão fez lá no blog dela, o Concentrófoba, citando o Bizarro, do Superman. Se o mundo do outro lado do espelho realmente parece uma versão bizarra de nosso mundo, ainda me recordei do rosto do bizarro.

E as referências a contos de fadas não faltam… vamos lá?
Verdade, Justiça e o Caminho socrático
História do Personagem – O Superman, Christopher Reeve e Lex Luthor e suas diversas faces.
