Esse livro maravilhoso de Maria V. Snyder foi lançado originalmente em 2005. Quando fiquei sabendo dele, no ano passado, a história única de “Poison Study” chamou muito a minha atenção. Acabei não o comprando porque, sinceramente, não curti a capa do hardcover americano e não sou fã de paperbacks então… tive a surpresa feliz, nesse ano, de saber que a Harlequin Books ia lançá-lo, ainda mais com a capa que achei mais legal de todas as “disponíveis” e uma tradução decente (a única coisa que fico triste de ver, não só nesse, como em vários livros, é a substituição do verbo ter e seus sinônimos pelo verbo possuir… uma mania infeliz que tomou conta do português, de modo que muita gente vai se esquecendo do uso correto do verbo possuir e dos seus sinônimos).
Dito isso, a tradução de “Estudos sobre Veneno”, a escolha da capa, e a qualidade do livro me fizeram ter vontade de comprá-lo assim que vi a amostra da editora. E não me arrependi! Estudos sobre Veneno é um livro de fantasia política, cheio de intrigas, e com um elemento único que o diferencia de muitos do seu gênero: Yelena Zaltana estava prestes a ser enforcada, por assassinato, já que o código de conduta do universo de EsV dita que qualquer assassino, não importando o motivo do homicídio, deve ser enforcado, ou ela poderia escolher ser a provadora de alimentos do Comandante. Em contrapartida, eles tinham certeza de que ela não fugiria, pois ela seria envenenada propositalmente no primeiro dia pelo próprio braço direito do Comandante Ambrose, Valek. Assim, ela necessitaria, todos os dias, tomar uma dose de antídoto para continuar viva. Ela opta por isso, pois acha melhor viver mais um dia que seja, do que morrer na forca.
É agora, pensei, começando a entrar em pânico. Contudo, saber que a execução daria fim à minha miserável existência no calabouço me acalmou.
Ou seja, a premissa inicial é relativamente simples: quanto vale sua vida? É melhor arriscar-se todo dia a morrer, ou pura e simplesmente escolher a opção de morrer de um modo mais rápido e, supostamente, mais indolor?

















































